Kraven’s Last Hunt

Ao longo dos últimos meses tenho lentamente revisitado alguns livros icónicos da Marvel e DC. Desta vez, a escolha recaiu em Kraven, o meu vilão preferido do Spider-Man, que tem um arco verdadeiramente épico em Last Hunt.

Esta histórica foi criada por J. M. DeMatteis e Mike Zeck, no distante ano de 1987 e narra o derradeiro plano de Sergei Kravinoff para derrotar o seu arqui-inimigo. A narrativa é bastante sombria e foca-se no momento delicado de Peter Parker, que contempla a sua própria mortalidade, após os eventos que levaram à morte de Ned Leeds.

Adicionalmente, Kraven sente-se frustado pelo facto de não conseguir inserir-se na sociedade actual, o que maximiza a sua incapacidade de lidar com o fracasso nas batalhas com Spider-Man. Num acto de desespero, toma a decisão de combinar várias poções, com o objetivo de caçar Vermin sem o apoio de armas.

Com a ajuda de tranquilizantes, Kraven consegue dominar o nosso herói, enterrando-o com uma lápide personalizada. Posteriormente, veste-se de Spider-Man e segue para NYC, espancando criminosos e semeando o terror pela cidade. Numa das suas patrulhas, acaba por salvar Mary Jane de um assalto, que fica extremamente preocupada, dado que tem a certeza que não se trata do seu marido, o que a faz temer pela segurança de Peter Parker.

Kraven toma a decisão de capturar Vermin, um canibal que vive nos esgotos e que levou Spider-Man ao seu limite, requerendo a ajuda do Capitão America para derrotar este poderoso adversário. Motivado pelos seus actos e com a ajuda das suas poções, consegue facilmente derrotar Vermin, que pensa ter sido capturado pelo Spider-Man.

Como é habitual, vou evitar os spoilers mas o acto final é extremamente interessante, embora francamente sombrio. Estamos perante um livro que se foca na personagem de Sergei Kravinoff  e a sua obsessão por derrotar a sua derradeira presa. No entanto, existe algo de diferente neste vilão, que segue um código de conduta nobre e que tenta sempre desafiar-se, sem desequilibrar a balança a seu favor.

Conforme mencionei, este arco narrativo marcou o desaparecimento de Kraven, no que diz respeito a novas histórias. Foi necessário esperar pelo ano de 2009 para o regresso deste invulgar caçador, que tem em Last Hunt um dos momentos mais marcantes da sua existência no universo Marvel. Fica a minha recomendação, caso estejam interessados em conhecer ou revisitar a personagem de Sergei Kravinoff .

Spider-Man: No Way Home

Este filme retoma os eventos de Far from Home, em que Peter tenta lidar com a revelação da sua identidade. O primeiro acto mostra-nos precisamente as consequências imediatas, com a perda de privacidade e o escrutínio da opinião pública. A sua vida pessoal é afectada, assim como a da MJ e Ned, que não conseguem colocação universitária.

Em desespero de causa, Peter resolve falar com Dr Strange, que recomenda uma feitiço para que todos se esqueçam da sua identidade. Durante esse ritual, as constantes alterações solicitadas por Parker criam uma explosão, que é contida pelo Sorcerer Supreme e o leva a abandonar esta solução.

O nosso herói resolve então falar com a reitora do MIT, que se encontra a caminho do aeroporto. E é precisamente a partir deste momento que o Multiverso se converte no ponto central da narrativa. Aparentemente, o feitiço “falhado” n~o foi totalmente contido por Dr Strange, atraindo para a nossa realidade todos os vilões que conhecem Spider-Man.

Começamos por uma cena de acção com Doc Ock e Green Goblin, mas teremos igualmente a presença de Electro, Lizard e Sandman, recriando parte dos Sinister Six. Há igualmente uma componente mais humorística, no sentido de retirar alguma da carga dramática que vai atingir o seu clímax no segundo acto, com mais uma perda na vida de Peter Parker.

Como habitualmente vou evitar os spoilers mas teremos mais algumas participações especiais, que remontam aos universos alternativos de Spider-Man, o que, na minha opinião, converte No Way Home num dos filmes mais icónicos da Marvel. A acção e o CGI são de elevada qualidade e a narrativa é consistente, culminando num terceiro acto repleto de acção e com um desfecho que antevê o fim de ciclo deste herói na MCU.

Não é a primeira vez que este cenário é alterado, com novo acordo entre a Sony e a Marvel, o que pode vir a acontecer, tendo em conta o incrível resultado de bilheteira, de 1.8 mil milhões de euros.

Bom
83%

Ultimate Spider-Man T.4

A derradeira temporada de Ultimate Spider-Man é repleta de eventos que levarão o nosso herói ao extremo. Um tema recorrente desta série é a obsessão de Doctor Octopus, que volta a formar o Sinister Six, com o auxílio de tecnologia da HYDRA.

Ao longo dos 26 episódios, vamos ter oportunidade de assistir a aventuras épicas que implicam encontros com Anti-Venom, o regresso do Spider-Verse, o aparecimento dos Inhumans, a Saga Symbiote e a conclusão do treino na SHIELD, que colocará o maior desafio de sempre a Spider-Man, que vê a sua identidade secreta comprometida.

Preparem-se igualmente para uma revelação importante, expondo a traição de um dos membros da equipa, que terá consequências inesperadas. Paralelamente, Mary Jane torna-se num novo membro da equipa, graças à sua interação com Carnage. Para quebrar o tom mais negro desta temporada, temos dois episódios mais divertidos, que incluem Doctor Strange e Moon Knight.

O ritmo é frenético e Spider-Man mais do que nunca, tem necessidade de confiar nas suas equipas, no sentido de ultrapassar as dificuldades colocadas por Doc Ock, Kraven, The Goblin e Arnim Zola, para citar os mais relevantes. Pessoalmente, esta é a minha temporada preferida, conjugando de forma quase perfeita a ação e narrativa, retirando inspiração de algumas das minhas histórias preferidas da Marvel.

Esta é sem dúvida uma série que recomendo, que em território nacional, está disponível através da plataforma de streaming da Disney.