Predator: Badlands

Dan Trachtenberg tem estado em grande no que diz respeito ao universo dos Yautja. O seu terceiro filme da franquia mostra-nos em maior detalhe Yautja Prime e a cultura guerreira inerente ás castas.

O primeiro acto introduz Dek, um jovem guerreiro, que procura conquistar o respeito do seu pai, Njohrr, e do respectivo clã. No entanto, o seu destino sofre um duro revés, após o seu irmão ser assassinado pelo seu próprio pai, que o encara como um elo fraco. Antes de falecer, Kwei protege o seu irmão mais novo e envia-o para o planeta Genna, que é habitado pelo Kalisk, uma criatura feroz que é temida até pelos Yautja.

É desta forma que Dek decide matar a criatura, regressar ao seu planeta e vingar a morte do seu irmão. O plano parece simples mas após alguns minutos, o nosso herói rapidamente se depara com uma fauna e flora letal, que o fazem perder a maior parte do seu equipamento. Milagrosamente, acaba por ser ajudado por Thia, um andróide da Weiland-Yutani, que faz a ponte com a franquia Alien.

A andróide encontra-se danificada mas o seu conhecimento torna-se fundamental para que Dek possa localizar e atingir o seu objetivo. Como é habitual, vou evitar os spoilers narrativos, mas teremos várias cenas de acção e algum desenvolvimento das personagens principais. Ao bom estilo de Alien, teremos as habituais agendas secretas da Weiland-Yutani e uma revelação inesperada acerca de Bud, uma criatura que se alia a Dek e Thia.

Em determinados pontos, a narrativa é algo previsível mas confesso que, no global, este é um filme divertido e que acrescenta algo ao lore de Predador. A cena final está bem conseguida, lançando a premissa para uma possível sequela, que, até ao momento não foi confirmada.

Adicionalmente, foi interessante a introdução de Dek, que não tem a imponência física de outras classes de Predador, obrigando a abordagens mais criativas, no que diz a combate e corpo a corpo. Recomendo este filme sem hesitação, mas parece-me importante salientar que o considero inferior a Prey.

Mediano
70%

Predator: Killer of Killers

Dan Trachtenberg continua a revitalizar uma franquia que, na minha opinião, caminhava para o esquecimento. Após o sucesso de Prey, temos uma nova abordagem, utilizando a animação como meio para narrar três histórias, que se complementam.

Apesar de ser uma narrativa contínua, Killer Of Killers conta com 1 hora e 25 minutos de duração, dividido em quatro actos. The Shield ocorre no ano 841, levando-nos para a era dos Vikings. Vamos conhecer a história de Ursa, uma guerreira que procura vingar-se da tribo Krivich, mais especificamente do seu líder, Zoran, por motivos que vou manter no anonimato. Após uma batalha brutal, um Predador entra em cena, semeando o caos e destruição, levando a nossa protagonista a recorrer a métodos pouco convencionais, para o derrotar.

The Sword leva-nos para o Japão feudal, em 1609, introduzido Kenji e Kiyoshi, dois irmãos que terão de lutar pelo ttulo de Shogun. Após uma deciso inesperada, a narrativa avança 20 anos, para uma era em que as acções de Kenji o converteram num Shinobi. Ao confrontar o seu irmão, voltamos a ter o aparecimento de um Predador, que gera uma aliança inesperada , no sentido de garantir a sobrevivência.

O terceiro acto, The Bullet, transporta-nos para 1942, acompanhando a história de John Torres, um cadete que aspira converter-se num piloto de Wildcat. Durante uma missão, o esquadrão depara-se com uma misteriosa aeronave, que utiliza armas pouco convencionais para destruir todos os  aviões que ousem atravessar o seu caminho. John, fruto de uma abordagem corajosa, acaba por conseguir derrotar este Predador.

É nesta fase que temos finalmente algum contextol, que justifica a presença dos três heris no mesmo espaço. Ficamos a saber que os Yautja colocam em animação suspensa todos os humanos que conseguem derrotar um Predador, no sentido de os acordar para um embate no seu planeta, que visa definir o Killer Of Killers. Assim sendo, o acto final coloca os nossos três heróis num cenário quase impossível, em que necessitam de trabalhar em equipa para tentar escapar do planeta. Esta a primeira vez que temos um vislumbre da cultura Yautja, que tem a sua base numa casta guerreira, com uma vertente tecnológica. As cenas de ação estão fabulosas e as personagens são muito interessantes, causando uma relação de proximidade com o espectador.

Uma das derradeiras cenas confirma a presença de Naru, a personagem principal de Prey (1719) , numa das cápsulas, garantindo a continuidade da narrativa num único universo, o que abre perspectivas muito interessantes para o futuro da franquia, que ter o próximo lançamento em Badlands, que dever estrear no final deste ano.

Killer of Killers tem, sem qualquer margem para dúvida, o “prestigiado” selo de qualidade do Portal Pessoal. Em território nacional, podem fazer o stream através da Disney+.

Bom
75%

Predator: Killer of Killers

Sou um fã de Dan Trachtenberg e da sua visão do universo Predador. Após o sucesso de Prey, está confirmado o seu regresso para Badlands, no entanto, foi relevado, de forma algo inesperada, o trailer para um filme de animação, que introduz três histórias distintas.

Aparentemente, vamos acompanhar a sede de vingança de um jovem Viking, a luta pela sucessão no Japão feudal (com ninjas) e uma batalha nos céus da Segunda Guerra Mundial.

Este projecto conta igualmente com um elenco interessante, onde se destaca Michael Biehn, Louis Changchien, Rick Gonzalez e Lindsay LaVanchy. A estreia ocorre no próximo dia 6 junho, sendo possível acompanhar em Portugal através da plataforma de stream da Disney+.