Ant-Man

Desde a primeira aventura dos Avengers que ficou claro que a personagem de Hank Pym seria uma figura secundária nesta apresentação de Ant-Man, o que pode desiludir os fãs mais puristas da BD. Michael Douglas interpreta um Dr Pym na sua fase descendente, em que tenta esconder os segredos da sua fórmula e manter o Mundo mais seguro. Porém, o seu protegido Darren Cross consegue desvendar parte do enigma e cria um fato militar, de nome Yellow Jacket.

Perseguido pela morte da sua esposa, Wasp, o Dr Hank vai recrutar e treinar Scott Lang, um ex-condenado responsável por roubos a grandes empresas, sempre numa perspectiva digna de Robin Hood. Pelo meio, temos Hope Van Dyne, a filha de Pym, que vive amargurada com a morte da Mãe e consequente relação de distância com o Pai, agravado pelo facto de discordar dos seus métodos, mais concretamente da escolha de Lang.

Ant-Man tem um bom enredo, com desenvolvimento de personagens e um humor fantástico. A relação que se cria entre Lang e Pym ajuda a elevar a qualidade da narrativa, que é bem complementada com acção e muitas ligações ao Universo Marvel. Darren Cross é um vilão consistente e Luis, Dave e Kurt dão o toque de comédia constante e que assenta que nem uma luva. A minha única insatisfação é referente à batalha final, que é curta, apesar de apresentar momentos únicos.

Paul Ruud entra muito bem no papel de Scott Lang, humanizando bastante a personagem, o que confesso ter sido inesperado. No global, fiquei agradado com o filme e recomendo a ida ao cinema. Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas curtas com ligação ao próximo Capitão America.

Ender´s Game

A obra literária de Orson Scott Card é o ponto de partida para esta adaptação, que nos conta a história de Ender, uma criança sobredotada que vai ser treinada para liderar a Humanidade na sua maior batalha de sempre.

A premissa é simples: cinquenta anos após uma invasão frustrada por parte dos Formics, o Planeta Terra lança uma contra-ofensiva que visa aniquilar essa espécie e recorre a crianças para liderar a frota. A capacidade de análise táctica e adaptabilidae é o motivo invocado para tal escolha, que acaba por ser questionada diversas vezes por todo o filme.

Tendo lido a obra original, confesso que a adaptação para Hollywood fica muitos furos abaixo, o que seria expectável e frequente neste tipo de projectos. Existem pontos importantes que são omitidos da narrativa e que na minha opinião influenciam a interpretação do espectador. O livro tem o poder de nos envolver imenso na experiência e evolução da moralidade de Ender, que vai questionando os seus métodos e proporciona vários momentos de pensamento livre, em que tentamos compreender os efeitos nocivos de tal evento na mente de uma criança.

Em termos do filme, Harrison Ford, Viola Davis e Ben Kingsley têm uma boa presença, mantendo o nivel de qualidade que Ender´s Game necessita mas como referi fica aquém das minhas expectativas. Quem estiver interessado num filme de ficção científica deve ver os 120 minutos por completo mas na minha opinião sugiro que leiam o livro, que é francamente superior e tem um desfecho mais completo e que traz muito sentido a toda a experiência que envolve Ender.

Como é habitual evitei os spoilers, pelo que não vou entrar em detalhes mas caso tenham lido a obra e queiram discutir alguns pontos estejam à vontade para utilizar a caixa de comentários.

Dilbert

Para começar, não podia deixar de falar neste maravilhoso personagem criado por Scott Adams: Dilbert . Mergulhado num mundo capitalista e de engenheiros, tem como amigos o seu fiel cão (Dogbert), um rato (Ratbert) e uma família de dinossauros.

Quem tem acesso a TV por cabo pode acompanhar na FOX as aventuras deste “herói” da BD norte-americana. Em Portugal, resta-nos os livros ou os cartoons que são publicados em alguns jornais.