The Strain T.4

A terceira temporada foi a menos interessante até ao momento, embora tenha captado a minha atenção nos últimos episódios. Neste regresso, a narrativa avança cerca de nove meses, mostrando o mundo pós-nuclear em que a Humanidade vive.

Antes de avançar com a minha opinião, começo por alertar para a existência de spoilers.

Os Strigoi criaram um programa de nome “A iniciativa”, que promove a co-existência entre as duas espécies e a resistência aparenta ter terminado por completo. Paralelamente, vamos conhecer o paradeiro de Dutch e Setrakian, que foram capturados e colocados num das instalações do inimigo. Rapidamente compreendemos que são muito semelhantes a campos de concentração, com o objetivo de drenar humanos e promover o nascimentos de bebés com um tipo de sangue muito específico.

No que diz respeito a Quinlan e Fet, a sua missão passa por encontrar uma ogiva nuclear, para detonar e destruir o Mestre. Por último, vamos acompanhar o quotidiano de Goodweather, que tenta lidar com a morte da esposa e com as acções de Zack, que originaram a destruição de Nova Iorque.

Confesso que gostei particularmente desta temporada, que combinou acção e narrativa, deixando pouco espaço para perdas de tempo. Não vou entrar em pormenores quanto ao desfecho da série, mas fiquei satisfeito com o resultado, apesar de ser algo diferente dos livros.

Existem alguns pontos que me causaram alguma estranheza, sendo o principal a desvalorização completa do Lúmen, que acaba por ser secundário no desfecho da narrativa.

Dito isto, esta foi sem dúvida uma das melhores temporadas de The Strain, que teve a virtude de reconhecer quando terminar. Há a nítida preocupação de humanizar as personagens e consequentes motivações, existindo igualmente a inevitável comparação com o regime nazi.

Pelo caminho, serão necessários vários sacrifícios para atingir os objetivos definidos e erradicar o Mundo desta praga. E essa é a grande premissa desta temporada, que recomendo sem hesitação.

The Strain T.3

Esta temporada retoma as aventuras de Goodweather, Setrakian e Fet, que tentam encontrar forma de derrotar o Mestre, com a preciosa ajuda de Quinlan. O Occido Lumen continua a fazer parte integrante da narrativa, revelando-se a arma mais importante da Humanidade nesta batalha.

Vamos igualmente acompanhar a luta pela reconquista de New York, com o recurso a tácticas de guerrilha e missões quase suicidas. Honestamente, considero que esta temporada apresenta muita informação desnecessária, com o claro intuito de prolongar a narrativa e a batalha.

É notório que existem diferenças profundas relativamente aos livros, o que me faz sentido, caso acrescentem algo de positivo à série. No entanto, somos confrontados com os habituais flashbacks, assim como episódios que nada acrescentam ao resultado final, o que é negativo para a própria dinâmica de The Strain.

A segunda metade da terceira temporada melhora substancialmente, começando a revelar-se o verdadeiro plano para a extinção da Humanidade (sem spoilers). Gostei particularmente dos dois últimos episódios, que alteram drasticamente a direcção da série, o que pode ser fundamental para o sucesso da quarta e última temporada, que está confirmada para o final de 2017.

Dutch Velders e Gus Elizalde continuam a ser personagens cativantes e acredito que venham a ser importantes no desfecho final. No global, a temporada é mediana, com excepção dos últimos três episódios, que são francamente bons e deixam-me com expectativas renovadas para a derradeira batalha.

The Strain T.1

Baseado nos livros de Guillermo del Toro, The Strain conta a história de um demónio, apelidado de The Master, que visa lançar a Humanidade nas trevas, transformando quase lídtodos em vampiros. Esta primeira temporada narra os eventos do primeiro livro, estando confirmada uma segunda temporada para breve. A acção inicia-se num avião, que tem a bordo um estranho artefacto, que parece uma gigantesca caixa. Todos os passageiros aparentam estar mortos, o que cria as condições necessárias para que seja o CDC (Controlo Doenças Contagiosas) a entrar pela primeira vez no avião. O Dr. Goodweather, responsável pelo Departamento em questão, consegue encontrar quatro sobreviventes, que são colocados em quarentena.

Mas o que aparenta ser apenas um vírus, revela-se algo muito mais aterrador, o que desafia as crenças científicas de Goodweather, sobretudo após a chegada de Setrakian, um misterioso idoso, que tem um elevado grau de conhecimento acerca da “doença”. Vou evitar os spoilers, sobretudo para quem ainda não viu esta série, limitando-me a dizer que vai existir um blackout em termos de internet, o que permite a propagação do vírus, que infecta uma percentagem elevada da cidade. Pelo meio, emergem algumas facções que desconhecemos mas que estão aparentemente contra The Master e somos confrontados com várias escolhas difíceis e muitas mortes.

Fica apenas a nota que todos os que são transformados têm o impulso de voltar para casa, para junto dos seus entes queridos, no sentido de os converter em vampiros, ou strigoi, como são apelidados por Setrakian. Os “heróis” de The Strain são todos improváveis, com falhas de carácter graves, inseguranças e medos mas é exactamente esse ponto que me cativou durante os primeiros 14 episódios.

Como mencionei inicialmente, a série é baseada na trilogia, pelo que é expectável termos três temporada. Confesso que gostaria imenso que the Strain pudesse contar esta aventura na totalidade mas como em quase tudo hoje em dia, o sucesso das audiência ditará a sua continuidade. Para terminar, gostaria apenas de confirmar se algum de vós leu os livros e qual a opinião. Está fiel à obra literária? Gostam da adaptação? Digam de vossa justiça na caixa de comentários.