Skull Island

Brian Duffield é o responsável pela primeira série da franquia MonsterVerse, que se irá focar na Ilha que alberga o mítico King Kong. A narrativa decorre nos anos 90, a bordo de uma embarcação que encontra Annie, uma jovem que se encontra a ser perseguida por um grupo de mercenários.

Uma misteriosa criatura marinha destrói o barco, naufragando a equipa na Skull Island, que é habitada por fauna e flora agressiva e que irão converter-se num desafio diário para os sobreviventes. Esta primeira temporada é composta por oito episódios, que se foca no desenvolvimento de personagens, mais especificamente Charlie, Annie, Mike, Cap e Irene.

Convém frisar que Kong apenas surge a meio da temporada, sendo evidente a sua ligação aos habitantes da ilha, algo que é relevante para o desfecho desta temporada. A animação está muito bem conseguida e o elenco complementa de forma competente a ação frenética que culmina com a batalha épica entre King Kong e a criatura marinha.

À data de publicação deste artigo, ainda não existe confirmação da renovação da série. No entanto, posso adiantar que esta primeira temporada tem um desfecho, que deixa obviamente em aberto uma nova aventura com Annie e Charlie.

Caso estejam interessados, esta série encontra-se disponível em Portugal através da Netflix.

Kong: Skull Island

O início deste filme tem como pano de fundo uma “dogfight”, entre um piloto americano (Hank Marlow) e um nipónico (Gunpei Ikari), que termina com o aparecimento de Kong, em plena Skull Island. A premissa desta aventura assenta na descoberta da ilha, por parte de uma organização do Governo Americano, de nome Monarch.

Segue-se o processo de recrutamento da expedição, que inclui cientistas, uma fotógrafa de guerra, membros do exército americano, liderados pelo Tenente Coronel Preston Packard e o Capitão James Conrad, um batedor das Forças Especiais Britânicas.

Temporalmente, a acção decorre imediatamente após a guerra no Vietnam, sendo notória a tentativa de obter um feel “Apocalypse Now”. Assim que a equipa entra na Ilha, temos o primeiro confronto com Kong, que consegue dizimar as forças americanas, assim como os helicópteros, eliminando o único meio de transporte disponível para a extracção.

Segue-se uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que vai lentamente vamos descobrindo o papel de Kong no ecossistema da Ilha. A abordagem utilizada é muito semelhante a Godzilla, funcionando com uma forma de equilíbrio natural entre as várias espécies.

Os nossos heróis vão encontrar uma tribo local, assim como um sobrevivente da Segunda Grande Guerra, que lhes dará a conhecer os Skullcrawler, uma raça que vive no subsolo e que foi despertada pelas cargas sísmicas e explosões realizadas pelas forças militares.

No último acto da narrativa, temos a batalha final entre Packard, Kong e o Skullcrawler, assim como a tentativa de chegar à parte norte da Ilha, onde podem ser resgatados por um transporte aéreo. No global, estamos perante um filme competente, fluido e com excelentes cenas de acção. Em termos de interpretações, destaque para John C. Reilly e Samuel L. Jackson, que conferem aquele toque extra de classe.

Recomendo apenas que aguardem pelo final dos créditos, dado que existe uma cena que sugere uma sequela, mas focada em Godzilla (temos igualmente imagens de Rodan, Mothra e King Ghidorah).

The Kingdom of Crystal Skull

É verdade, Indiana Jones está de volta! Dezanove anos depois, o nosso herói apresenta-se mais velho mas ainda em grande forma. Neste quarto filme, a aventura leva-nos na senda da caveira de cristal de Akator e o seu grau de importância no conhecimento dos povos maias.

Para não colocar spoilers, devo dizer-vos que o trailer não dá a entender a verdadeira essência do enredo. Harrison Ford traz-nos de volta uma das figuras míticas da 7ª arte, embora partilhe parte dos louros com o seu filho Mutt.

São cerca de duas horas de puro entretenimento, com muita acção mas pouco enredo. É fantástico reviver algumas da personagens de filmes anteriores, a música do genérico e o som do chicote do Dr Jones, mas não chega. Kate Blanchett interpreta uma vilã russa, que pretende descobrir os poderes da mente e acredita que a caveira é a solução.

Os efeitos especiais são extraordinários, mas aquela sequência final parece-me completamente desajustada (sem spoilers). Para mim, faria mais sentido lançar a teoria e deixar a interpretação ao critério do espectador.

Resumindo, Crystal Skull é um regresso mediano, e, na minha opinião,  a aventura mais fraca da saga, embora dispensável para os verdadeiros fãs.