Solo Leveling T.1

Esta adaptação da manga criada por Chugong introduz-nos a um mundo em que alguns humanos possuem poderes que lhes permitem entrar em portais para lutar com monstros e outros desafios. A premissa é claramente inspirada em RPG, com dungeons, bosses e o inevitável loot.

Existe uma organização que rege e garante a segurança dos participantes. As equipas estão classificadas por classes, organizadas de forma decrescente e que vão de S a E. O protagonista é Sung Jin-Woo, um jovem que detém o título de “caçador mais fraco do Mundo”, fazendo parte da classe E. Vamos acompanhar as suas aventuras e os constantes ferimentos que resultam da sua ausência de perícia.

Numa dungeon que se revela mais desafiante, a maior parte dos membros escapa, graças ao heroísmo de Woo, que acaba por morrer. No entanto, o jovem acorda dias mais tarde no hospital, dando início a um Despertar, um evento raro em que existe uma ressurreição, com aumento de poderes. Esta é a grande premissa de Solo Leveling, que é um anime viciante, repleto de ação e que nos leva numa aventura épica.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que o nosso herói vai aumentar de forma progressiva os seus poderes, com o intuito de salvar a sua mãe de uma doença rara. No entanto, tenta manter os seus poderes em segredo, de forma a evitar problemas para si e para a sua família. A primeira temporada termina com uma revelação interessante, em que Sung consegue obter a classe de Necromancer, que lhe permite conjurar e comandar um exército pessoal.

Curiosamente, nestes primeiros doze episódios não existe um rival ou antagonista claro, sendo mais uma missão de evolução de poderes, com uma batalha com um boss final. Se vos despertei a curiosidade, fica o convite para investirem neste anime, que me surpreendeu de forma bastante positiva.

Solo: A Star Wars Story

Apesar de ser uma das minhas personagens favoritas do Universo Star Wars, este filme nunca me suscitou particular interesse. Os constantes adiamentos em termos de datas, a mudança de argumentista e de realizador ajudaram a fomentar a ideia que seria um projeto condenado ao insucesso. Por esse motivo, a minha expectativa era muito baixa, o que resultou no facto de ter gostado muito mais deste filme do que antecipava.

Saliento que a narrativa está longe de ser perfeita e lança muitas dúvidas (sem spoilers) mas a realidade é que consegue ilustrar a evolução de Han, um rapaz oriundo do planeta Corellia, que tem o sonho de se tornar num piloto e resgatar Qi´Ra, a sua grande paixão.

As circunstâncias levam-no a converter-se num fora da lei, juntando-se à equipa de Beckett, um mercenário que apresenta ligações ao sindicato Crimson Dawn, liderado por Dryden Vos. De forma a pagar uma dívida e garantir a sobrevivência, Han aceita ir ao planeta mineiro Kessel e roubar um carregamento de coaxium, um mineral muito valioso.

Ao longo do filme existem momentos deliciosos, dos quais destaco a forma como Han e Chewbacca se conhecem, passando pelo épico jogo de cartas com Lando e claro o robot L3-37, que tem alguns dos momentos mais hilariantes.

Gostei imenso da personagem de Emilia Clarke (Qi´Ra) e Woody Harrelson (Beckett), que conferem uma dinâmica fantástica, assim como aos maneirismos de Donald Glover (Lando), que consegue garantir essa ligação aos filmes originais. No entanto, a narrativa é francamente previsível e pouco ou nada acrescenta ao Universo Star Wars, apesar de retirar muita inspiração da série de animação Clone Wars (novamente, sem spoilers!).

Ron Howard realiza de forma competente esta nova aventura, que muito possivelmente terá uma sequela. Não estamos perante algo memorável mas face aos múltiplos entraves que foram sendo colocados, Solo: A Star Wars Story acabou por ser uma agradável surpresa para mim.