The Fantastic Four: First Steps

A aquisição da 20th Century Fox permitiu finalmente a integração dos Fantastic Four na MCU. O primeiro acto introduz a Terra-828, no ano de 1964, em que Reed Richards e sua família já se estabeleceram como os heróis que protegem o planeta.

Confesso que gostei da forma como esta introdução foi realizada, focando-se em desenvolver as personagens em detrimento da história de origem que todos conhecem. A Future Foundation é o organismo que visa desmilitarizar o planeta, permitindo à Humanidade focar-se no desenvolvimento da nossa espécie.

O status quo vai ser quebrado com a chegada de uma estranha personagem, que se apresenta como o Arauto de Galactus, uma entidade cósmica, que marcou o planeta para extinção. A nossa equipa de super-heróis viaja até ao espaço, numa derradeira tentativa de encontrar uma solução pacífica mas vê-se confrontada com uma decisão impossível: a vida do seu recém nascido filho, Franklin, pela sobrevivência do planeta Terra.

No que fiz respeito a detalhes narrativos, vou ficar por aqui mas parece-me importante salientar a qualidade do casting, em que se destaca Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach e Joseph Quinn. Para quem é fã dos comics, estamos perante uma adaptação fantástica, que capta a essência da primeira família da Marvel.

Vou igualmente realçar o fan service, com pormenores deliciosos tais como a presença de Mole-Man, a forma como Subterranea é utilizada no terceiro acto e o inevitável tributo a Jack Kirby. Existem obviamente algumas adaptações, tais como a introdução de Shalla-Bal em detrimento de Norrin Radd, mas a existência deste universo paralelo acaba por justificar de forma competente as alterações. Acredito piamente que Doomsday vai realizar o reset à MCU, introduzindo os X-Men, Spiderman e Fantastic Four na mesma linha temporal.

O acto final tem a batalha final entre os super-heróis e Galactus, que está francamente bem conseguido a nível de CGI. Temos igualmente um momento marcante, em que são revelados alguns dos poderes de Franklin Richards, algo que poderá a ser explorado em maior detalhe no futuro próximo.

Em suma, First Steps é um filme competente, que acompanha as melhorias registadas com Thunderbolts, o que me faz ter muita esperança para a próxima fase da MCU. Existem duas cenas finais pós-créditos, embora a mais relevante seja a primeira.

Bom
74%

Marvels

O trigésimo terceiro filme da MCU traz-nos a sequela de Captain Marvel, integrando duas personagens provenientes da série Wandavision e Miss Marvel. A narrativa foca-se nos eventos que ocorrem após a destruição da Supreme Intelligence, que converte o planeta Hala num local inóspito.

O novo líder dos Kree, Dar-Benn opta por localizar e adquirir as Quantum Bands, que são essencialmente braceletes que detém um poder cósmico capaz de criar ruptura no tecido do espaço-tempo. O primeiro acto informa o espectador dos efeitos da utilização de uma das braceletes, criando problemas nos vários pontos de viagem intergaláctica, que afectam a SABER, a estação espacial onde Nick Fury monitoriza e mantém a paz na galáxia.

Adicionalmente, os poderes de Captain Marvel, Miss Marvel e Monica Rambeau estão interligados com a energia produzida pelas Quantum Bands, criando alguns momentos hilariantes, em que são teletransportadas para as coordenadas em que são activados os poderes. Há uma componente cómica, que caracteriza a MCU, que fica a cargo da família de Kamala e dos Flerken, convertendo-se num dos pontos altos deste projeto.

Dito isto, existem momentos menos positivos, mais especificamente a parte musical no planeta Aladna e o vilão, que nunca consegue ser particularmente convincente nas suas intenções. A sinergia entre as três personagens principais é competente mas, no global, Marvels é um filme mediano, que não se destaca face ao que foi lançado mais recentemente no universo da MCU.

Sem colocar spoilers, destaque para a derradeira cena, que menciona a criação dos Young Avengers e para a cena pós créditos, que pode servir de catapulta para a introdução dos X-Men na MCU. Para terminar, apenas salientar que prefiro o primeiro filme, embora reconheça que esta sequela pode vir a ser relevante para alguns eventos futuros que vão ocorrer na MCU.

Mediano
65%

Miss Marvel

A MCU continua a sua expansão, com a inclusão de Kamala Khan, uma jovem de 16 anos que vive na zona de New Jersey. O primeiro episódio introduz as personagens principais e mostra-nos uma adolescente fascinada com Carol Danvers e que se vê proibida pelos pais de assistir à Avenger-Con.

Tudo muda radicalmente quando a sua avó, Sana, envia uma encomenda, que contém uma bracelete. Kamala resolve desafiar os seus pais, deslocando-se para a Con, com a bracelete a fazer parte integrante do seu fato. De forma inadvertida, vai existir uma descarga de energia cósmica e Kamala passa a ter o poder de controlar essa luz/energia.

Um pouco à semelhança de Spider-Man, a nossa jovem heroína terá uma curva de aprendizagem lenta, contando com o apoio de Bruno Carrelli, o seu melhor amigo. As suas acções acabam por chamar a atenção da DODC, Department of Damage Control, que tudo farão para identificar e capturar Kamala, que é apelidada de Light Girl.

Um dos pontos mais cativantes desta série é a cultura paquistanesa, que é retratada de forma detalhada, demonstrando muito dos costumes e dificuldade de inserção na sociedade americana. Adicionalmente, teremos alguns episódios em Karachi, que servem para introduzir a organização Red Daggers e explicar a origem do poder da bracelete.

Miss Marvel tem como público alvo uma geração mais jovem, mas confesso que  gostei desta mini-série de 6 episódios, que introduz uma personagem cativante, que consegue englobar ação e momentos humorísticos. Estou curioso para ver como será realizada a sua introdução na MCU, com a participação em Marvels.