Star Trek: Discovery T.3

Após os eventos da segunda temporada, a tripulação viaja até ao ano 3188, para constatar que a Federação perdeu grande parte da sua identidade, devido a um estranho evento apelidado como “The Burn”, em que grande parte do dílitio foi destruído.

Os primeiros dois episódios mostram a viagem solitária de Michael Burnham, que trava conhecimento com Book, um estafeta que transporta “mercadoria sensível. Ao longos dos episódios iniciais, é interessante a interação da equipa com a nova tecnologia, assim como a busca pelo último reduto da Federação.

O motor de esporos da Discovery é uma mais valia incrível neste universo, dado que não utiliza dilítio, que se converteu num  material cada vez mais escasso. Vou evitar entrar em demasiado pormenor, mas posso adiantar que vão existir algumas adições à equipa e que a Discovery consegue encontrar a fação sobrevivente da Starfleet, que é liderada pelo Comandante Charles Vance.

Tendo em conta o universo expandido e o lançamento de uma nova série, existe uma saída que, na minha opinião, retira qualidade à narrativa embora, no global, a segunda metade desta temporada seja francamente melhor que a inicial.

A temporada termina com vários cenários em aberto mas converte finalmente Michael Burnham na nova capitã da Discovery. Estou francamente curioso para saber qual será a narrativa escolhida para a quarta temporada, que já se encontra confirmada.

No global, esta temporada tem os seus momentos, elevando claramente a qualidade nos derradeiros três, quatro episódios. Mas, na minha opinião, continua a faltar algo para que Discovery dê o salto warp para o patamar de TNG.

The Clone Wars

Em 2008, foi lançado um filme de animação acerca do universo Star Wars, que narra as aventuras dos Jedi, nos três anos que antecedem o Episódio III das prequelas. Pessoalmente, sou um grande fã deste projeto, que durante sete temporadas apresenta de forma detalhada a guerra dos Clones, introduzindo detalhadamente as diversas fações envolvidas.

Nas primeiras temporadas, o maior foco está na batalha entre a República e os Separatistas mas, é precisamente nesse período, que são introduzidas duas personagens particularmente marcantes, por motivos distintos: Hondo Ohnaka, o líder dos piratas de Outer Rim e Cad Bane, o caçador de recompensas mais feroz da Galáxia.

A narrativa explora igualmente os bastidores da política no Senado, e as ligações aos sindicatos do crime, liderados pelo clã Hutt. Mandalor é igualmente um pólo relevante, sobretudo pela posição neutral, em conformidade com as crença de Satine Kryze. Existe uma evolução progressiva na narrativa, com ações que resultam em consequência trágicas para algumas das personagens e muita informação sobre a origem de Anakin, Obi-Wan e da Ordem Jedi.

No que diz respeito a vilões, temos igualmente várias sub-narrativas, que se focam em Nute Gunray, Death Watch, Asajj Ventress, Mother Talzin e Savage Opress, com informação relevante, que complementa e contextualiza alguns eventos que culminam na derradeira temporada, com a ordem 66.

Vou evitar os habituais spoilers, deixando deliberadamente uma personagem fora deste artigo, que é bastante relevante nas prequelas. Na minha opinião, Clone Wars é um dos melhores produtos do novo Universo Star Wars, proporcionando cenas de ação épicas, que opõe os Jedi aos Sith, para além de introduzir Ahsoka Tano, a padawan de Anakin Skywalker.

Pessoalmente, a grande vantagem da animação é a capacidade de nos mostrar, sem restrições, a verdadeira escala da “Galáxia Distante” onde decorre esta narrativa. Caso tenham oportunidade, invistam tempo nesta série, que é fundamental para os fãs de Star Wars, na minha modesta opinião.

Star Trek: Lower Decks T.1

O universo Star Trek continua em expansão, com a apresentação de Lower Decks, uma série de animação que acompanha as aventuras de quatro elementos da tripulação, no ano de 2380. A narrativa assenta na perspectiva quotidiana de quem trabalha nos níveis inferiores, sem acesso a informação privilegiada acerca das missões e com tarefas secundárias, embora fundamentais para o bom funcionamento da nave.

Desta feita, a escolha recaiu na USS Cerritos, sob o comando da Capitã  Freeman, que tem uma abordagem invulgar relativamente a Beckett Marine, por motivos que irão sendo desvendados ao longo da temporada. Os restantes elementos são Brad Boimler, um humano que aspira chegar a capitão, Sam Rutherford, outro humano que tenta adaptar-se ao implante cyborg e D’Vana Tendi, da raça Orion, que está (demasiado) entusiasmada com a sua entrada na Starfleet.

A série tem uma componente cómica elevada, com referências constantes ás restantes séries de Star Trek e conta com participações especiais de William Rikker, Deanna Troi e Q. Outro ponto de destaque é o elevado nível do casting realizado, que conta com a voz de Jack Quaid, Jerry O´Connell, Fred Tatasciore, Eugene Cordero e Tawny Newsome, para citar os mais relevantes.

Pessoalmente, gostei desta primeira temporada, embora reconheça que está longe de ser consensual, sobretudo para os fãs mais hardcore. O facto de fazer parte da continuidade do universo Star Trek, aliado à  elevada componente cómica, torna esta série numa viagem divertida, mas que pode ser considerada uma sátira para com a obra de Gene Roddenberry .

Para terminar, partilho o trailer e convido-vos a assistir aos dez primeiros episódios. A segunda temporada deverá ser disponibilizada ainda este ano via Amazon Prime.