Star Wars – The Rise of Skywalker

Três anos após a estreia da nova trilogia, este arco da narrativa chega à sua conclusão. O caminho seguido por Rian Johnson, em The Last Jedi foi tudo menos consensual, o que acabou, na minha opinião, por condicionar as decisões de Rise of Skywalker.

Começo por dizer que há muito fan service, com alguns regressos da trilogia clássica e uma participação especial, numa cena com Kylo Ren. A minha maior dificuldade com esta trilogia é o facto de pouco ou nada acrescentar ao universo em questão, embora a Disney tente (desesperadamente) fazer-nos acreditar que representa o final de uma saga épica.

Como sempre, vou evitar os spoilers mas posso adiantar-vos que não fiquei convencido com a decisão de converter (novamente) Palpatine no vilão principal, em detrimento de Snoke, que é das mais personagens mais enigmáticas desta nova trilogia. O caminho seguido para Rey e Kylo Ren é igualmente extraordinariamente previsível, com clichés e uma narrativa que evitar dar grandes explicações sobre temas relevantes.

Temos a adição de algumas personagens com carisma (Babu Frik, D-O e Zorii Bliss) e a presença esporádica dos clássicos (Lando, Leia e mesmo Luke) que conseguem elevar claramente a qualidade do filme. Confesso que fiquei preocupado com o primeiro acto, que é sustentado unicamente por cenas de ação e a necessidade de explicar o que aconteceu após The Last Jedi.

O segundo acto melhora substancialmente, influenciado pela presença de Poe e Finn, que são claramente as minhas personagens preferidas desta trilogia. Volto a frisar que aprecio o fan service e as pequenas pérolas que vão estando presentes, mas fico com a nítida sensação que JJ Abrams utiliza este filme para corrigir muitos dos erros cometidos no anterior, limitando os caminhos que poderiam e deveriam ter sido seguidos.

Como fã de Star Wars, anseio pela expansão da narrativas e dos arcos mas esta nova trilogia não me convence minimamente. Aliás, sou da opinião que sem a presença das personagens clássicas, estes filmes seriam uma desilusão completa, o que nunca é positivo. Kylo Ren consegue ser um vilão fantástico, sempre que tem o capacete colocado e Rey é uma personagem interessante mas que não consegue elevar o filme ao patamar seguinte.

Como referi, ficam inúmeras questões por responder mas no acto final, The Rise of Skywalker consegue ser competente. Mas ao analisar a trilogia, como um todo, torna-se difícil encontrar uma consistência de narrativa, ficando claramente a sensação de três filmes distintos, o que me leva a dar uma nota final bem mais baixa do que gostaria.

Espero que exista um hiato no universo Star Wars, no que diz respeito a filmes. Acredito que as séries serão o futuro imediato da saga, o que me leva a crer que existirá tempo e vontade para criar novas narrativas, que complementem este arco, como sucede à data com The Mandalorian.

Para terminar, convido-vos a partilhar a opinião. Qual é o vosso feedback acerca do filme?

Mediano
72%

Star Trek: Discovery T.2

A segunda temporada está muito bem conseguida, essencialmente pelo facto de ter (finalmente) uma identidade própria. A narrativa tem o dom de transportar as personagens mais relevantes da primeira temporada, adicionando elementos como o Controlo e a Secção 31, para uma missão de pesquisa relacionada com sete misteriosos sinais que apareceram no espaço.

O Capitão Pike é o escolhido para liderar este missão, abandonando a USS Enterprise para o efeito. Há uma preocupação em desenvolver as personagens e contar mais acerca da sua história, como forma de justificar algumas acções que irão ser tomadas.

Como habitualmente, não gosto de colocar spoilers, motivo pelo qual vou ser muito superficial na análise. Apesar de discordar de algumas decisões, a realidade é que a segunda metade desta temporada é extremamente bem conseguida, criando o crescente de emoção e mistério necessário para a batalha final, que lança os eventos para a terceira temporada.

A presença de Spock acaba por ter um efeito positivo na narrativa, assim como saúdo a adição de Leland e Jet Reno, que conferiram uma dinâmica muito interessante enquanto antagonista e membro da tripulação.

A presença de Ash, Saru e Georgiou são fundamentais enquanto complemento para Michael, que assume finalmente o seu papel de personagem principal da série. Discovery está ainda longe de ser um êxito mas a melhoria significativa nesta temporada deixa-me com esperança que estejamos a ir na direcção certa.