A crise

Quem segue o blog, sabe que não é comum falar de política ou de economia, mas nesta fase tão complexa parece-me importante tecer algumas considerações. Não tenho filiação política e honestamente não acredito em nenhum dos líderes políticos, mas parece-me que se terá exagerado nas medidas. É um facto incontornável que Portugal tem muito a oferecer, mas existem demasiados “jobs for the boys” e factor C.

O fosso entre a classe baixa e alta é cada vez maior (a classe média é praticamente inexistente) e a criminalidade começa a ser preocupante. Será prudente nesta fase tão complicada, reduzir ainda mais o escasso poder de compra do português? Penso que não mas o tempo o dirá…

Todos teremos de contribuir para a recuperação do País, aliás o meu sentimento vai no sentido de ter esperança e acreditar que o cenário só tende a melhorar. Vão ser tempos complicados, que irão interferir nos meus planos pessoais, mas não me queixo. Considero que é um privilégio poder ter carro, casa e trabalho (o meu sonho é um dia ter emprego) nos tempos que correm. Não tenho certamente uma vida de Lorde, mas consigo viver sem grandes sobressaltos, o que, infelizmente, é algo que nem todos se podem gabar actualmente.

Este post serve sobretudo como desabafo, quem me conhece sabe que tendo a ser optimista. Estou longe de ser um fã do nosso PM, aliás nem votei PS ou PSD, mas compreendo a necessidade de algumas das medidas. Gostaria no entanto de ver mais igualdade social e sobretudo medidas concretas para combater o desemprego. Garantir mais apoio ás pequenas e médias empresas deste país, que com estas alterações irão perder competitividade. Enfim, poderia falar de muitos outros temas, mas seria apenas a minha opinião. Não quero tornar estas palavras num ataque a José Sócrates e ao status quo que impera neste Portugal.

Espero que possamos todos ultrapassar este período complicado com distinção. Os próximos meses serão fundamentais… boa sorte a todos nós!

De volta ao frenesim

É verdade, tudo o que é bom chega ao fim e as minhas férias estão quase a terminar. Foram 15 dias de praia em Altura, Algarve, a beber sumo de laranja e a apanhar raios solares como se não houvesse amanhã. Foi acompanhar o Euro e mais uma vez ficar desiludido, por falharmos nas alturas mais críticas. Foi interessante no entanto, passar duas semanas sem portátil e internet (com alguns acessos ocasionais via PDA), dando apenas relevância a livros e claro, séries que levei no meu estimado media player.

Foi tempo de redescobrir a gastronomia algarvia e de constatar que em Espanha a gasolina é 35 cêntimos mais barata. Essencialmente retemperei forças, relaxei e ganhei stamina para mais alguns meses de esforço. Resta-me aproveitar os ultimos dias para finalizar alguns projectos e questões pendentes.

Venha a labuta e o stress diário LOL

O regresso…

Bem, por motivos vários, este ano optei por fazer turismo rural. O local escolhido foi Pias, que se situa a 14 km de Serpa. Pela primeira vez, não houve praia mas o que perdeu em bronze, foi ganho em descanso. Foram nove dias de absoluto repouso, em que a tarefa mais complicada era escolher o que comer às refeições. Pelo meio, alguns passeios de carro a Serpa, Moura e Alqueva. Estou lentamente a actualizar o fotoblog, pelo que vão poder associar as imagens ao texto. É uma realidade que existia todo o conforto possível (internet, tv cabo, ar condicionado, piscina, etc) mas durante a estadia, procurei apanhar sol e ler a obra de Tolkien que ainda tenho em atraso. As férias coincidiram com as festas da vila, pelo que a paródia foi uma constante, com o fogo de artifício e os habituais entretenimentos.

Foi igualmente uma excelente oportunidade para testar a mais recente aquisição: o Qtek S200. É verdade, numa das minhas visitas ao MediaMarkt deparei-me com uma promoção daquelas a não perder e cá estou com um novo equipamento móvel. Não vale a pena maçar-vos com as especificações, apenas realço a panóplia de aplicações disponíveis e claro o GPS. Está na moda, mas a realidade é que se torna numa ferramenta extremamente útil quando em viagem. Até ao momento estou francamente satisfeito e com um SD de 2 gb esta PDA é uma verdadeira biblioteca móvel.

Claro que as minhas férias, não foram apenas descanso. Finalmente consegui dar uso à camera de filmar e assim que possível vou disponibilizar alguns vídeos. Outra das grandes virtudes foi o facto de o disco externo ser uma mais valia. Nos tempos mortos (noite sobretudo) era soberbo poder ligá-lo e ver umas séries e filmes. Digamos que o meu conceito de turismo rural está um bocado distorcido mas é-me praticamente impossível viver sem tecnologia 😉

Antes de terminar, gostaria de recomendar o restaurante “O Adro”, que para além de ter uma cozinha e atendimento excepcional, é de uma qualidade acima da média. Até sinto água na boca só de relembrar as iguarias que comi por lá. Pode-se igualmente pensar que o turismo rural é caro, pelo menos confesso que tinha essa ideia. Nada mais errado: posso adiantar que por nove dias o valor da estadia é de 300 euros e inclui acesso à piscina e pequeno almoço.

Em suma, recomendo vivamente o turismo rural, com ou sem as modernidades da sociedade actual. É um escape tremendo e uma forma de libertar stress acumulado. É verdade que se ganha uns quilos, mas não é esse o objectivo das férias?

E quarta-feira estou de regresso à labuta! 🙄 Damn!