Eleições Legislativas 2011

Em primeiro lugar, começo por salientar o papel fundamental que o Twitter desempenhou em termos de informação sobre sondagens, reacções e comentários políticos. A minha timeline esteve literalmente ao rubro durante horas, com muita gargalhada e sarcasmo à mistura.

Eis as minhas breves considerações sobre o tema:

  1. Abstenção recorde – Pudera, então temos 200.000 novos eleitores e os boletins de voto sem caixa de like? Amadores! Ainda acerca da abstenção, o nosso país nunca fui muito bom na área da Matemática (como provou Guterres) mas é fácil constatar que 9.5 milhões de eleitores numa população de 10.5 milhões é altamente improvável.
  2. José Sócrates – Saiu amargurado mas a responder às questões dos jornalistas (o que é novidade). Penso que o ponto mais irónico foi o facto da porta do Altis ter ficado como o País (em cacos)
  3. Jerónimo de Sousa – Um senhor… mais uma vez a CDU ganhou as eleições. Podiam era dizer-lhe que aquela cassete é dos anos 50.
  4. Paulo Portas – um visionário: comprou submarinos alemães a preço inflacionado, antevendo que Portugal iria meter água por todo o lado. Talvez seja melhor dedicar-se a meios de transporte alternativo.
  5. PAM – Se efectivamente elegerem um deputado e tiverem que meter um animal na Assembleia, sugiro uma grande vaca por favor.
  6. Francisco Louçã – Quanto ao BE posso dizer que para ter o meu voto precisa apenas de colocar a Joana Amaral como líder
  7. Pedro Passos Coelho – Adepto do kizomba e de cantar o hino, deixou clara a sua primeira missão como novo PM: fazer a barba. Parece-me bem, afinal de contas temos de ter um tipo asseado para seguir as instruções da Troika.

E é assim que o País muda… resta saber se para melhor. Pior que o (des)Governo de Sócrates é difícil mas no fundo apenas escolhemos os elementos que vão implementar a política de gestão da Troika.  Melhores dias virão!

Nem tudo foi mau, alguns lisboetas puderam ir para o Marquês festejar, algo raro nos dias que correm.  🙄

A crise

Quem segue o blog, sabe que não é comum falar de política ou de economia, mas nesta fase tão complexa parece-me importante tecer algumas considerações. Não tenho filiação política e honestamente não acredito em nenhum dos líderes políticos, mas parece-me que se terá exagerado nas medidas. É um facto incontornável que Portugal tem muito a oferecer, mas existem demasiados “jobs for the boys” e factor C.

O fosso entre a classe baixa e alta é cada vez maior (a classe média é praticamente inexistente) e a criminalidade começa a ser preocupante. Será prudente nesta fase tão complicada, reduzir ainda mais o escasso poder de compra do português? Penso que não mas o tempo o dirá…

Todos teremos de contribuir para a recuperação do País, aliás o meu sentimento vai no sentido de ter esperança e acreditar que o cenário só tende a melhorar. Vão ser tempos complicados, que irão interferir nos meus planos pessoais, mas não me queixo. Considero que é um privilégio poder ter carro, casa e trabalho (o meu sonho é um dia ter emprego) nos tempos que correm. Não tenho certamente uma vida de Lorde, mas consigo viver sem grandes sobressaltos, o que, infelizmente, é algo que nem todos se podem gabar actualmente.

Este post serve sobretudo como desabafo, quem me conhece sabe que tendo a ser optimista. Estou longe de ser um fã do nosso PM, aliás nem votei PS ou PSD, mas compreendo a necessidade de algumas das medidas. Gostaria no entanto de ver mais igualdade social e sobretudo medidas concretas para combater o desemprego. Garantir mais apoio ás pequenas e médias empresas deste país, que com estas alterações irão perder competitividade. Enfim, poderia falar de muitos outros temas, mas seria apenas a minha opinião. Não quero tornar estas palavras num ataque a José Sócrates e ao status quo que impera neste Portugal.

Espero que possamos todos ultrapassar este período complicado com distinção. Os próximos meses serão fundamentais… boa sorte a todos nós!