House of the Dragon T.1

O sucesso de Game of Thrones abriu caminho para uma prequela, que se foca no livro Fire & Blood, mais especificamente no reinado dos Targaryen, que ocorreu  200 anos antes dos eventos da série original.

Viserys é o quinto rei dos Sete Reinos, tornando-se o principal responsável por uma Era em que a paz imperou. No entanto, são frequentes os jogos de poder, em que as traições e a violência são uma constante. Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que a ausência de herdeiros fará com que a Princesa Rhaenyra assuma a sucessão no trono, algo que desagrada a várias casas.

Mais tarde, o Rei acaba por casar-se e ter filhos, mas opta por manter a sua decisão, abrindo caminho para inúmeros jogos de bastidores, que envolvem a Mão do Rei, os Targaryen, Velaryon e os Hightower. Daemon, o irmão mais novo do Rei, terá igualmente um papel fundamental nesta primeira temporada, que mantém a tradição de chocar os espectadores com o comportamento de algumas das personagens.

O ponto que sempre considero interessante é a ambiguidade narrativa, mostrando as motivações das várias facções e invalidando o conceito de certo e errado. No que diz respeito a interpretações, House of The Dragon é uma referência, sobretudo no que diz respeito a Matt Smith, Paddy Considine e Olivia Cooke, que são os grandes destaques.

Preparem-se para dez episódios de qualidade, com muita violência e cenas marcantes, bem complementado com a integração dos dragões e com sub-narrativas que elevam esta primeira temporada a um patamar de muita qualidade. Resta-nos aguardar pacientemente por 2024, altura em que teremos o regresso desta fantástica série da HBO.

Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles

O sucesso da série de animação da Nickelodeon levou ao desenvolvimento desta aventura, que tem início em 2044. O planeta Terra encontra-se totalmente dominado pelos Krang e a Resistência foi aniquilada. Numa derradeira tentativa de mudar o rumo da guerra, Leonardo e Michelangelo transportam Casey Jones para o passado, com o intuito de evitar que o Foot Clan abra o portal que dá início à invasão dos alienígenas.

Esta é a premissa do filme, que tem um primeiro acto repleto de ação, em que as Tartarugas revelam a sua imaturidade, com excepção de Raphael, que tenta preparar os seus irmãos para os cenários mais improváveis. Casey Jones regressa ao passado, mais precisamente dois anos após a derrota de Shredder, para encontrar uma realidade completamente distinta, em que os seus mestres (Leo e Michelangelo) estão muito distantes da realidade que conheceu.

Existem vários momentos de humor, que visam precisamente demonstrar esta faceta dos nossos heróis, que aparentam estar mais preocupados com a diversão. O Foot Clan, com a preciosa ajuda de Hypno-Potamus e Warren Stone, conseguem a chave que permite libertar a ameaça alienígena. As Tartarugas, com o apoio de Casey Jones, voltam a falhar na sua missão, sendo incapazes de trabalhar em equipa, o que leva precisamente ao cenário inicial, em que os Krang regressam à nossa dimensão.

O segundo acto expõe o ego da equipa, que prioritiza os objetivos individuais, colocando o sucesso da missão em risco. Lentamente, vamos assistindo ao processo de aprendizagem, com o inevitável sacrifício pessoal em prol do bem maior. Apesar do excelente casting (Ben Schwartz, Omar Miller, Brandon Mychal Smith, Josh Brener, Haley Joel Osment, Kat Graham) a realidade é que Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles não me convenceu.

Sou um fã da série original, que não dependia de armas místicas e considero que o humor utilizado torna-se exagerado em determinados momentos. Dito isto, também compreendo que não represento o público alvo, pelo que apenas sugiro o investimento na eventualidade de terem acompanhado a série de animação (2018-2020) que inspirou esta aventura.

Mediano
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