HoHoHo, Boas Festas 2025!

Eis que chegámos ao inverno, o que significa que estamos em plena época natalícia. As ruas estão repletas de aroma a castanhas, chocolate quente e, por quase todo o lado, temos aquela “magia” característica da quadra.

Conforme mencionei em diversas ocasiões, o importante é criar memórias e aproveitar o tempo em família. Mas a realidade é que todos gostamos de uma surpresa, motivo pelo qual partilho este projecto, que vai certamente reavivar memórias dos leitores mais “experientes”.

A Bouncer Games é o estúdio responsável por Mighty Final Fight Forever, um remake baseado no clássico de 1993, que será disponibilizado algures no decorrer de 2026. O responsável pelo projecto realizou uma live stream no dia 23, para apresentar em detalhe o título, mas parece-me relevante divulgar e quem sabe, convencer-vos a apoiar este indie.

Despeço-me com votos de Boas Festas, abusem qb nas calorias e vejam Die Hard, o melhor final de Natal de S-E-M-P-R-E.

Dune: Part 2

Consegui finalmente ver a segunda parte da saga épica de Denis Vileneuve, mesmo a tempo de fechar o meu TOP 5 para este ano de 2025.

A narrativa vai acompanhar a evolução de Paul Atreides, que apesar de não acreditar ser o Messias, se vê numa situação em que tem de assumir esse papel, de forma a unir os Fremen e vingar a morte do seu Pai.

Pelo caminho, vão existir revelações inesperadas, que dizem respeito ás suas origens, assim como um aprofundar das raízes da cultura Fremen, que estão divididos pelas suas crenças religiosas.

O universo criado por Frank Herbert ganha vida através da incrível fotografia de Dune, que tem nesta segunda parte uma componente de acção bem superior ao original. Adicionalmente, exploramos Giedi Prime, a capital de Harkonnen, que nos é apresentada a preto e branco, numa clara alusão à sua industrialização e ausência de beleza natural.

Lentamente, vamos obtendo fragmentos do plano das Bene Gesserit, que controlam o destino da Galáxia há gerações, através de técnicas de manipulação e crença religiosa. Como sabem, não gosto de partilhar spoilers, motivo pelo qual estou a omitir alguns pormenores relevantes.

O segundo acto introduz Feyd-Rautha, o sobrinho do Barão Vladimir Harkonnen, que irá assumir as operações em Arrakis, no sentido de eliminar a ameaça rebelde, criando o antagonista ideal para a conclusão desta segunda parte, em que é lançada a premissa narrativa que sustentará o final desta trilogia.

Estamos perante um filme fantástico, independentemente de conhecerem ou não a obra literária em que se baseia. O elenco teve a adição de Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Léa Seydoux, elevando o nível de representação e complementando a incrível performance de Timotheé Chalamet, Zendaya, Javier Bardem, Stellan Skarsgard e Rebecca Ferguson.

Estou francamente curioso para a parte 3, que estreará em dezembro de 2026. Será interessante confirmar qual o caminho seguido, no que diz respeito ás Casas a introduzir (Corrino, Richese e quiçá, Ordos), para além do desfecho épico da lenda de Muad’Dib e Kwisatz Haderach.

Para concluir, apenas destacar que este filme apresenta um ritmo e foco narrativo muito próprio. Pessoalmente, considero a parte 1 superior, mas a forma como é explorado o lore de Arrakis e a lenda de Muad’Dib convertem as 2 horas e 45 minutos numa experiência memorável e que recomendo sem hesitação.

Bom
84%

Kraven

A minha adolescência foi fortemente marcada pela banda desenhada, mais especificamente os X-Men e Homem-Aranha. Conforme já referi algumas vezes, era frequente comprar BD usada, quando passava o verão na praia da Costa da Caparica.

Esta curta introdução serve para enquadrar o meu entusiasmo por este filme, que seria a introdução do meu vilão preferido de Peter Parker. Kraven é o sexto filme da SSU (Sony’s Spider-Man Universe), que se revelou um fracasso de proporções épicas até ao momento.

O primeiro acto introduz a premissa narrativa, mostrando a forma como Sergei Kravinoff obtém os seus poderes e a sua decisão de abandonar a família, que tem uma ligação estreita ao tráfico de drogas. Apesar do seu afastamento, Sergei mantém uma ligação ao seu irmão, Dmitri, que será explorada ao longo da narrativa.

Aaron Taylor-Johnson tem uma interpretação competente, mas que se revela insuficiente para elevar este projecto a um patamar relevante. A narrativa é extremamente simples, desenvolvendo pouco as personagens e focando-se excessivamente nas cenas de acção.

Russell Crowe é uma lufada de ar fresco, mas está igualmente condicionado por uma personagem genérica, com o típico protótipo de pai russo. E o vilão, Rhino, é reduzido a uma batalha no terceiro acto, que nada acrescenta ao resultado final de um filme que se revelou uma desilusão, à semelhança de todo o SSU.

Na minha opinião, este é o filme menos fraco deste universo, mas que dificilmente merece o investimento de tempo da vossa parte. Existe uma cena final pós-créditos, que introduz uma personagem relevante para uma potencial sequela, que não irá existir.

Mediano
65%