FiiO DM13 BT

A minha adolescência foi passada a idolatrar bandas de grunge, os Smashing Pumpkins e a descobrir bandas como os Queen, ACDC, Pink Floyd e K’s Choice. Uma das ferramentas utilizadas foi um leitor de CD, mais especificamente o D-171, em verde.

Um pouco mais tarde, consegui comprar uma aparelhagem de boa qualidade e esse equipamento caiu no esquecimento. Com o avançar da tecnologia, consegui adquirir um iPod e, mais tarde, todos passámos a utilizar serviços de streaming, como o Spotify ou o Tidal.

Atualmente, temos grande parte da nossa biblioteca na nuvem, ao alcance do nosso telemóvel, mas a realidade é que continuo a ser um adepto do analógico. Há cerca de três meses, resolvi investir no DM13BT, da Fiio, que me permite ouvir, de forma portátil, alguns dos meus álbuns preferidos.

Em primeiro lugar, começo por esclarecer que guardei uma boa parte da minha coleção de CD, que continuo a utilizar religiosamente, sempre que possível. Honestamente, a componente nostálgica teve uma importância considerável na decisão, mas a realidade é que prefiro a fidelidade audio deste equipamento, que incorpora a tecnologia atual, com uma aparência retro.

Display LCD

DAC CS43198 incorporado

Compatibilidade com headphones de 3.5 e 4.4 mm

Compatibilidade com CD ripping e gravação para flash drive

Saída óptica e coaxial

Saída USB e SPDIF

Bluetooth 5.4

Chassis de metal

Proteção para Skip de CD

A bateria incluída é de 3750mAh, com 3.8V, garantindo aproximadamente 10 horas de autonomia, o que é francamente interessante. A qualidade de construção é outro dos pontos positivos, incluíndo um chassis de metal, que aparenta ser bastante duradouro.

No entanto e, à semelhança de qualquer outro produto, tem prós e contras. Apesar da sua inegável relação qualidade/preço, este produto é direcionado para quem gosta de uma experiência mais refinada em termos de som, sem entrar nos valores proibitivos, reservados aos audiófilos.

Se procuram um leitor de qualidade, que vos permita reutilizar os vossos CD de audio, esta é, sem dúvida, uma das melhores opções disponíveis no mercado, abaixo da faixa dos 200 euros.

Como sempre, caso tenham dúvidas ou questões, encorajo-vos a utilizar a caixa de comentários.

Alien Earth

Começo por salientar que esta franquia não tem sido bem tratada nos tempos mais recentes. Apesar do potencial das prequelas, apenas Romulus e Prometheus foram experiências positivas, o que colocou várias reservas à qualidade do produto final.

A primeira metade da temporada introduz uma premissa interessante, com a busca incessante pela imortalidade. Ficamos a saber que o planeta é controlado por cinco corporações, que reúnem a maior parte da riqueza e recursos. Na vanguarda desta pesquisa, está a Prodigy que alcança progresso assinalável, transferindo de forma bem sucedida a consciência humana para seres sintéticos.

Paralelamente, acompanhamos a nave científica USCSS Maginot, que tem a bordo várias espécies alienígenas, que seriam utilizadas para pesquisa na Weyland-Yutani . Escusado será dizer que a contenção vai falhar, dando origem a falha catastrófica que resultará numa aterragem forçada na cidade de New Siam.

Vou evitar os spoilers narrativos, mas esta nova equipa de sintéticos é chamada ao local para recolher os espécimes a bordo, que são do interesse de Boy Kavalier, o CEO da Prodigy. A partir do momento em que missão é concluída com sucesso, inicia-se uma luta entre corporações, que vai levar a confrontos armados e a chantagem por parte de Morrow, o único sobrevivente da missão da USCSS Maginot.

O desenvolvimento de personagens está bem conseguido e os jogos de bastidores são muito interessantes, demonstrando uma sociedade focada em atingir a imortalidade a qualquer custo e em que o valor da vida humana é extremamente desvalorizado.

Confesso que a segunda metade da temporada não me convenceu tanto, dado que se foca na relação entre Wendy e o Alien, assim como na revelação das verdadeiras intenções da Prodigy para com os Lost Boys, que são essencialmente as cinco consciências que foram transferidas com sucesso para corpos sintéticos.

À data de publicação deste artigo, ainda não há confirmação da segunda temporada. Tendo em conta os eventos finais, tenho alguma curiosidade em acompanhar as aventuras deste grupo improvável de sobreviventes. Espero no entanto que a narrativa possa focar-se no lore do Alien, dado que continuamos sem respostas acerca de várias questões colocadas nos primeiros episódios.

The Fantastic Four: First Steps

A aquisição da 20th Century Fox permitiu finalmente a integração dos Fantastic Four na MCU. O primeiro acto introduz a Terra-828, no ano de 1964, em que Reed Richards e sua família já se estabeleceram como os heróis que protegem o planeta.

Confesso que gostei da forma como esta introdução foi realizada, focando-se em desenvolver as personagens em detrimento da história de origem que todos conhecem. A Future Foundation é o organismo que visa desmilitarizar o planeta, permitindo à Humanidade focar-se no desenvolvimento da nossa espécie.

O status quo vai ser quebrado com a chegada de uma estranha personagem, que se apresenta como o Arauto de Galactus, uma entidade cósmica, que marcou o planeta para extinção. A nossa equipa de super-heróis viaja até ao espaço, numa derradeira tentativa de encontrar uma solução pacífica mas vê-se confrontada com uma decisão impossível: a vida do seu recém nascido filho, Franklin, pela sobrevivência do planeta Terra.

No que fiz respeito a detalhes narrativos, vou ficar por aqui mas parece-me importante salientar a qualidade do casting, em que se destaca Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach e Joseph Quinn. Para quem é fã dos comics, estamos perante uma adaptação fantástica, que capta a essência da primeira família da Marvel.

Vou igualmente realçar o fan service, com pormenores deliciosos tais como a presença de Mole-Man, a forma como Subterranea é utilizada no terceiro acto e o inevitável tributo a Jack Kirby. Existem obviamente algumas adaptações, tais como a introdução de Shalla-Bal em detrimento de Norrin Radd, mas a existência deste universo paralelo acaba por justificar de forma competente as alterações. Acredito piamente que Doomsday vai realizar o reset à MCU, introduzindo os X-Men, Spiderman e Fantastic Four na mesma linha temporal.

O acto final tem a batalha final entre os super-heróis e Galactus, que está francamente bem conseguido a nível de CGI. Temos igualmente um momento marcante, em que são revelados alguns dos poderes de Franklin Richards, algo que poderá a ser explorado em maior detalhe no futuro próximo.

Em suma, First Steps é um filme competente, que acompanha as melhorias registadas com Thunderbolts, o que me faz ter muita esperança para a próxima fase da MCU. Existem duas cenas finais pós-créditos, embora a mais relevante seja a primeira.

Bom
74%