Superman

Com o fecho de ciclo da era Snyder na DC, coube a James Gunn a tarefa de realizar (mais) um reboot. Apesar de gostar imenso de Cavill, compreendo a necessidade de escolher sangue novo, para um projecto que alegadamente terá a duração de oito anos.

Em primeiro lugar, quero enaltecer a decisão de termos um Super-Homem estabelecido, evitando a história de origem, que começa a ser repetitiva e a não acrescentar qualidade ao produto final.

A narrativa introduz um clima de tensão entre a nação de Boravia, que pretende invadir Jarhanpur. Após a intervenção do nosso herói, o “Hammer of Boravia”, um meta-humano controlado por Lex Luthor, inflinge uma pesada derrota ao Homem de Aço. A sua vantagem parte do facto de conseguir antecipar os movimentos do seu adversário, por motivos que serão revelados no segundo acto.

Adicionalmente, temos a introdução de The Engineer, uma personagem retirada do universo Wildstorm e que se alia a Lex Luthor, com o objectivo de derrotar o nosso herói. Há uma clara intenção de humanizar o Super-Homem, mostrando os seus erros e a forma emotiva como reage em determinadas situações. A sua ligação a Krypto e Lois Lane leva-o a ser manipulado por Luthor em inúmeras ocasiões.

No que diz respeito aos heróis, há que destacar a presença de Metamorpho, Hawkgirl, Guy Gardner e Mister Terrific, que são escolhas curiosas mas que resultam no contexto da narrativa.

No que diz respeito a interpretações, o destaque vai claramente para Nicholas Hoult, embora tenha de mencionar os momentos de humor proporcionados por Nathan Fillion e Sara Sampaio. No que diz respeito ás duas personagens principais, diria que existe química, mas David Corenswet e Rachel Brosnahan estão longe de deslumbrar .

James Gunn deu início à sua visão, introduzindo alguns conceitos da BD que podem atrair um público alvo mais velho. Mas, no imediato, diria que este filme é interessante, sem nunca atingir um patamar de excelência que o catapulte para uma referência no género.

Mediano
72%

Legends of Tomorrow T.6

A sexta temporada leva-nos para inúmeros períodos temporais, mas foca-se nas relações interpessoais dos vários membros da tripulação. Conforme referi noutras ocasiões, os guionistas focam-se em criar cenários extremos, com humor constante, que acaba por funcionar, na maior parte dos casos.

A adição de Spooner traz uma energia diferente, assim como o papel mais relevante de Gary, que se converte finalmente num membro da equipa. Adicionalmente, a relação de Astra e Constantine continua a ser extremamente complexa, após os eventos no Inferno. Ava e Sara tentam desesperadamente iniciar a sua vida a dois, sem sucesso.

Diria que o arco narrativo inerente a Bishop, é um dos pontos mais positivos desta temporada, assim como a perda dos poderes mágicos de Constantine. O episódio 10, Bad Blood, é um dos meus preferidos, introduzindo uma fonte mágica, vampiros e uma mudança na dinâmica narrativa, que se converte num dos pontos mais interessantes.

Os derradeiros episódios ficam reservados para a saga dos Zagurons, que se converte em algo verdadeiramente épico e hilariante. Sem revelar demasiado, envolve uma ligação inesperada entre Mick e Kayla, que marcará o fim de um era na equipa. No global, esta sexta temporada tem 15 episódios divertidos, na sua maioria. Está longe de ser algo que recomende, mas tomei a decisão de ver a sétima e derradeira temporada, com o consequente artigo acerca do desfecho desta disfuncional equipa de heróis.