Legends of Tomorrow T.6

A sexta temporada leva-nos para inúmeros períodos temporais, mas foca-se nas relações interpessoais dos vários membros da tripulação. Conforme referi noutras ocasiões, os guionistas focam-se em criar cenários extremos, com humor constante, que acaba por funcionar, na maior parte dos casos.

A adição de Spooner traz uma energia diferente, assim como o papel mais relevante de Gary, que se converte finalmente num membro da equipa. Adicionalmente, a relação de Astra e Constantine continua a ser extremamente complexa, após os eventos no Inferno. Ava e Sara tentam desesperadamente iniciar a sua vida a dois, sem sucesso.

Diria que o arco narrativo inerente a Bishop, é um dos pontos mais positivos desta temporada, assim como a perda dos poderes mágicos de Constantine. O episódio 10, Bad Blood, é um dos meus preferidos, introduzindo uma fonte mágica, vampiros e uma mudança na dinâmica narrativa, que se converte num dos pontos mais interessantes.

Os derradeiros episódios ficam reservados para a saga dos Zagurons, que se converte em algo verdadeiramente épico e hilariante. Sem revelar demasiado, envolve uma ligação inesperada entre Mick e Kayla, que marcará o fim de um era na equipa. No global, esta sexta temporada tem 15 episódios divertidos, na sua maioria. Está longe de ser algo que recomende, mas tomei a decisão de ver a sétima e derradeira temporada, com o consequente artigo acerca do desfecho desta disfuncional equipa de heróis.

Legends of Tomorrow T.5

A loucura narrativa permanece uma constante nesta temporada, levando-nos a uma batalha épica com Rasputin no primeiro episódio. Um das premissas principais é a libertação de almas assassinas do Inferno, com o objetivo de semear o caos na Terra.

A magia continua a ter um papel fundamental, forçando John Constantine a recorrer a medidas extremas para salvar Ray, que foi possuído por Neron, assim como o resgate da alma de Astra Logue. Adicionalmente, ficamos a descobrir a verdadeira identidade de Charlie e a sua ligação ao Tear do Destino.

Os eventos da temporada anterior impactam igualmente a composição da equipa, com a adição de Behrad Tarazi e uma alteração profunda na personagem de Zari. Ao longo dos episódios, como é apanágio, acontece de tudo um pouco, sem grande preocupação com a qualidade da narrativa. Destaque para um episódio absolutamente fabuloso que envolve uma horda de zombies, assim como arco narrativo que envolve Mick e a sua filha.

Nora Darhk acaba por ter o seu arco de redenção e os últimos episódios colocam as Lendas contra as Fates, entidades dívinas que pretendem controlar e eliminar o livre arbítrio da Humanidade. A temporada termina num impasse, em que o Mundo aparenta ser controlado por Atropos, Lachesis e Clotho.

Legends of Tomorrow T.4

Após a derrota de Mallus, a equipa passa por um curto período de sucesso, que os coloca num patamar distinto junto do Time Bureau. No entanto, e ao bom estilo de Legends, são informados por Constantine de uma ameaça mágica que promete alterar a História como a conhecemos. O primeiro episódio transporta-nos para Woodstock e envolve unicórnios, mantendo a habitual componente humorística que caracteriza a série.

No que diz respeito à equipa, contamos com a adição de Constantine, Charlie e um papel mais activo de Gary. Vão existir alterações na dinâmica, sobretudo nas personagens de Hank e Ray Palmer mas no global a narrativa garante entretenimento, lançando uma premissa muito interessante para a quinta temporada.

A introdução da magia no quotidiano diário permite aos argumentistas uma liberdade quase completa, que é bem visível nos episódios de Salem, Londres, Paris e México. Saliento que, na minha opinião, esta é uma série muito específica, que vive no limiar da “loucura” narrativa e que obedece a poucas regras. Por esse motivo, vai apelar a um público alvo que privilegie o entretenimento e não tenha expectativas elevadas em termos de complexidade do enredo.

Se foram fãs das temporadas anteriores, diria que vão gostar do ritmo frenético e do humor constante que vai continuar a definir Legends of Tomorrow. Para os restantes, diria que é uma série que devem evitar, dado que não vai acrescentar nada ao universo da DC criado pela CW.