Há 26 anos atrás foi lançado o primeiro filme de Mortal Kombat, que contou com a participação de Christopher Lambert e Robin Shou. Apesar de não ser memorável, tornou-se num guilty pleasure, que vou revisitando ocasionalmente. Em 2015, foi partilhado no YouTube uma série de episódios, designados como Mortal Kombat Legacy, que lamentavelmente nunca se converteu numa realidade.
No entanto, 2021 vai ser o ano em que esta franchise regressa ao grande écran. O elenco é liderado por Lewis Tan, Hiroyuki Sanada e Mehcad Brooks e o trailer tem efetivamente muito bom aspecto.
Não espero um resultado final brilhante mas estou curioso para validar o potencial que o trailer evidencia. Será desta que temos um bom filme baseado no Universo Mortal Kombat?
Um dos projetos mais interessantes da Netflix narra as aventuras da missão Atlas, que irá colocar pela primeira vez a Humanidade no Planeta Marte. Apesar da premissa de ficção científica, Away é um drama, que se foca no isolamento da tripulação e respetivas famílias, assim como na desconfiança entre quatro cosmonautas de países distintos, com crenças e ideologias completamente opostas.
Os primeiros episódios, como seria de esperar, introduzem as personagens principais, com foco nas suas motivações e receios. O caminho seguido mostra pormenorizadamente a ansiedade dos familiares que permanecem na Terra, assim como o quotidiano da Atlas, que irá passar por muitas dificuldades ao longo da sua viagem até ao planeta vermelho.
Lentamente, vamos assistindo a mudanças drásticas em várias personagens e vamos conhecendo em pormenor a histórica da tripulação, o que cria um elevado nível de empatia. Aliás, diria que este é o ponto mais forte desta série, que lamentavelmente tem apenas uma temporada. Sem colocar spoilers, convido-vos a investir tempo em Away, que nos apresenta um princípio, meio e fim da missão até Marte.
Este é, na minha opinião, um dos projetos mais competentes da Netflix, com um elenco de qualidade, em que se destaca Hillary Swank, Mark Ivanir e Josh Charles. Segundo consta, o elevado custo por episódio foi a justificação para o cancelamento da segunda temporada, que teria uma premissa muito interessante.
Fica no entanto a minha recomendação, sobretudo se procuram uma narrativa focada no medo do desconhecido e na forma como lidamos com o peso da responsabilidade e das expectativas criadas.
O universo Star Trek continua em expansão, com a apresentação de Lower Decks, uma série de animação que acompanha as aventuras de quatro elementos da tripulação, no ano de 2380. A narrativa assenta na perspectiva quotidiana de quem trabalha nos níveis inferiores, sem acesso a informação privilegiada acerca das missões e com tarefas secundárias, embora fundamentais para o bom funcionamento da nave.
Desta feita, a escolha recaiu na USS Cerritos, sob o comando da Capitã Freeman, que tem uma abordagem invulgar relativamente a Beckett Marine, por motivos que irão sendo desvendados ao longo da temporada. Os restantes elementos são Brad Boimler, um humano que aspira chegar a capitão, Sam Rutherford, outro humano que tenta adaptar-se ao implante cyborg e D’Vana Tendi, da raça Orion, que está (demasiado) entusiasmada com a sua entrada na Starfleet.
A série tem uma componente cómica elevada, com referências constantes ás restantes séries de Star Trek e conta com participações especiais de William Rikker, Deanna Troi e Q. Outro ponto de destaque é o elevado nível do casting realizado, que conta com a voz de Jack Quaid, Jerry O´Connell, Fred Tatasciore, Eugene Cordero e Tawny Newsome, para citar os mais relevantes.
Pessoalmente, gostei desta primeira temporada, embora reconheça que está longe de ser consensual, sobretudo para os fãs mais hardcore. O facto de fazer parte da continuidade do universo Star Trek, aliado à elevada componente cómica, torna esta série numa viagem divertida, mas que pode ser considerada uma sátira para com a obra de Gene Roddenberry .
Para terminar, partilho o trailer e convido-vos a assistir aos dez primeiros episódios. A segunda temporada deverá ser disponibilizada ainda este ano via Amazon Prime.