Deadpool & Wolverine

A quarta fase da MCU tem sido repleta de filmes decepcionantes e que pouco acrescentam ao lore. Dito isto, estava na altura de Kevin Feige puxar um coelho da cartola e tentar revitalizar uma franquia que parecia estar a dar os seus derradeiros suspiros. A escolha recaiu no terceiro filme de Deadpool, que marca o regresso de Hugh Jackman, como Wolverine.

A narrativa é francamente básica e consiste em encontrar a âncora que pode ajudar a estabilizar a Sacred Timeline, evitando a destruição de vários universos, em que se inclui o de Wade Wilson. O nosso herói aceita ajudar Mr Paradox, um dos membros da TVA, dando inicio a uma série de encontros com versões alternativas de Wolverine. Existem momentos hilariantes e um cameo relevante, que conferem a componente cómica, que caracteriza Deadpool.

Sem colocar spoilers, saliento que nem tudo é o que aparenta, o que vai colocar os nossos heróis numa aventura épica no Void, que é controlado por Cassandra Nova, a irmã mais nova do Professor Charles Xavier. Contem com diversas personagens que reconhecem dos filmes de X-Men e outros cameos de super-heróis pr? MCU, que culminam numa batalha épica pela manuteção da linha temporal que conhecemos.

Diria que o grande ponto a favor deste projecto é o incrível fan service, que atinge proporções bíblicas em determinadas cenas. A narrativa é praticamente inexistente e serve como justificação para algumas das cenas dos dois super heróis. O final garante a permanência de ambos no universo MCU, o que pode antever alguma participação futura em Secret Wars ou mesmo The Avengers.

Ironicamente, este acaba por ser o filme em que poucos apostariam mas a realidade é que Deadpool & Wolverine revitalizou a MCU, alcançando um sucesso de bilheteira e deixando uma sensação de optimismo para os projectos futuros. E, pessoalmente, nem considero que seja superior ao primeiro filme da saga.

Bom
76%

Loup Garous

Family Pack é o título inglês para este projecto de François Uzan, que é inspirado no jogo de cartas The Werewolves of Millers Hollow. Estamos perante uma comédia, que retira inspiração de clássicos como Jumanji mas tem um foco na reaproximação da família Vassier.

Tudo tem início numa viagem ao campo, para visitar Gilbert Vassier, o patriarca da família, que está lentamente a perder a memória. O seu filho, Jérôme, decide experimentar um jogo da sua infância, algo que vai mudar radicalmente a vida de todos os participantes, que são catapultados para a França do final dos século XV.

Cada um dos participantes obtém um poder especial, que deverá ser utilizado para identificar os quatro lobisomens e consequentemente, ganhar o jogo, que representa a única forma de regressar ao período temporal correcto. Escusado será dizer que a tarefa será extremamente complicada, sobretudo graças ao comportamento desviante de toda a família. Existem momentos hilariantes, com interações com os locais, mas igualmente com a obtenção dos seu poderes.

Destaque para a participação do grande Jean Reno, Bruno Gouery e Franck Dubosc, no papel de Gilbert, Jérôme e Piero. Se procuram um filme que garante entretenimento e umas gargalhadas, esta é uma escolha sólida, para uma tarde de inverno. Em território nacional, podem aceder a este título através da Netflix.

Mediano
66%

Custom Final Space

Olan Rogers criou, na minha opinião, uma das mais épicas franquias da última década. Lamentavelmente, a série foi cancelada após três temporadas, embora possam adquirir o livro que vai fechar o arco narrativo. Dito isto, com a minha decisão de iniciar um hiato no que diz respeito ao colecionismo, esta era a altura perfeita para encomendar uma peça não licenciada.

A decisão recaiu num diorama, em que temos Gary Goodspeed, Mooncake e KVN. O processo demorou cerca de um mês e o resultado final foi bastante do meu agrado. Relembro que estamos a falar de uma peça não licenciada, com cerca de 38 cm, composta por filamento específico e que resulta num material bastante mais leve do que a resina. Esta é a derradeira adição à coleção, complementando o meu canto dedicado a manga e títulos independentes.

Como habitualmente, termino este artigo com uma galeria de fotos, em que podem comprovar alguns dos pormenores.

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