Harley Quinn T.4

A vida profissional de Ivy e Harley vão exigir sacrifícios, que vão interferir com a relação amorosa entre as duas protagonistas. Ivy tem um início agitado como CEO da Legion of Doom e Harley sente dificuldade de integração na Bat-Family.

Os dez episódios são focados nesta premissa, mas ao bom estilo desta série, vai introduzindo sub-narrativas épicas. King Shark converte-se no responsável de IT da Legion of Doom e torna-se Pai a meio da temporada, num episódio absolutamente hilariante. O momento mais alto fica reservado para a MalCon, uma convenção de vilões que ocorre na Lua, sobre a alçada de Lex Luthor, em que teremos a participação de nomes sonantes tais como Talia al Gul e Steppenwolf.

Ivy sente a pressão de ser uma mulher ao comando da LOD, forçando-a a elaborar um plano que garanta a admiração dos seus pares criminosos. Para tal, vai recorrer aos serviços das suas protegidas, Terra, Volcana e Tefé Holland, com o objetivo de furtar a esfera da Legion of Super-Heroes. A missão corre terrivelmente mal, graças à intervenção de Harley, catapultando as nossas protagonistas para o ano de 2048.

Nesta linha temporal, vão conhecer a sua filha Neytiri, que é a líder da Resistência, numa Gotham que é controlada por Damian Wayne, que se converteu num vilão totalitarista. Ivy e Harley conseguem regressar à sua linha temporal, embora numa altura em que o planeta jã se encontra privado de luz solar, graças à intervenção de Lex Luthor.

Os derradeiros episódios colocam Ivy e Harley na base lunar de Luthor, com o objetivo de salvar a Humanidade. Paralelamente, teremos uma adaptação dos eventos de Killing Joke, com Barbara Gordon a ficar paraplégica após ser baleada por Joker. Nightwig é ressuscitado no Lazarus Pit e a temporada termina com o início do que aparenta ser a criação das Gotham Sirens.

Esta temporada está muito bem conseguida e concilia ação e humor de forma quase perfeita. O meu destaque vai para a o episódio em que Bane vai a Itália para reparar a máquina de fazer pasta, numa clara tentativa de impressionar Nora. Dito isto, só posso recomendar esta série, que continua a surpreender pela positiva.

Scooby-Doo! Mystery Incorporated T.2

Após os eventos da primeira temporada, a equipa encontra-se desmantelada e num rumo completamente oposto. Scooby Doo tem a difícil missão de reunir novamente a Mystery Incorporated, que vai ter um novo elemento, em substituição de Daphne. Os primeiros episódios vão colocar a equipa em situações complexas, em que é notória a disfuncionalidade dos membros, com especial destaque para Fred, que aparenta ter perdido a sua capacidade de criar armadilhas.

Sem grande surpresa, ficamos a saber quem é o vilão principal e continuamos a ter a presença de Mr. E, Angel Dynamite e Hot Dog Water, que complementam uma narrativa mais complexa e que envolve portais interdimensionais e o planeta Nibiru. Um dos pontos mais cativantes é sem dúvida a introdução de elementos paranormais, algo que colocará à prova o cepticismo de Velma.

Parece-me relevante salientar os episódios em que temos alguns vilões icónicos, dos quais destaco Crybaby Clown, Baba Yaga, os Kriegstaffebot e o Man-Crab. A temporada tem uma conclusão, revelando o motivo da maldição de Crystal Cove e a relevância da Mystery Incorporated ao longo de séculos.

Esta é sem dúvida uma recomendação, que consegue conciliar o clássico com um toque moderno, elevando a qualidade do produto final. Destaque para o elenco, que conta com a participação especial de Lewis Black, Tia Carrere, Gary Cole, Vivica A.Fox, Kate Higgins, Udo Kier, Tim Matheson e Patrick Warburton.

The Witcher T.3

O nosso trio de heróis abandonam Kaer Morhen mas continuam a ser perseguidos por caçadores de recompensas, ávidos de capturar Ciri. Eventualmente, acabam por ser confrontados por Rience, o que origina uma mudança de estratégia por parte de Geralt e Yennefer.

Esta temporada é a última a contar com Henry Cavill,  e, no global, é a menos consistente em termos de narrativa.  O Rei Vizimir continua a ser manipulado por Dijkstra e Philippa Eilhart e a Redania continua a apostar no regresso de Ciri como trunfo para vencer a Guerra que assola o Continente. Adicionalmente, temos o regresso de Fringilla e Cahir, que pretendem voltar a ganhar a confiança do Imperador Emhyr.

No entanto, diria que o momento mais marcante desta temporada é o conclave da Brotherhood of Sorcerers, que decorre em Aretuza e visa unir todos os membros e reforçar a posição do Norte, face à ameaça de Nilfgaard. É durante este evento que a narrativa sofre uma nova mudança radical, com uma batalha sangrenta e uma traição improvável, que terá repercussões profundas no rumo do conflito. Geralt encontra-se gravemente ferido e Ciri é transportada para o deserto de Korath, onde será colocada à prova pelo terreno e as alucinações de Falka.

No derradeiro episódio, os eventos de Thanedd Coup vão resultar em mais uma baixa importante e na Redania vamos assistir a uma nova mudança radical de poder. Por último, Jaskier e Geralt, com a ajuda de Milva, partem na direção de Nilfgaard, com o objectivo de resgatar Ciri. Na derradeira cena, a verdadeira Ciri é resgatada pelos Rats, um grupo de mercenários e introduz-se como Falka, o que deixa por confirmar se a sua aventura no deserto terá contribuído para uma mudança radical na sua conduta moral.

Existem muitas incógnitas nesta temporada. Diria que os melhores episódios são aqueles em que o nosso trio de heróis está reunido, dado que combinam ação com progressão narrativa. Dito isto, os monólitos e a Wild Hunt são vagamente explorados nestes oito episódios, o que em certos momentos, se torna bastante monótono. O impasse inerente a Ciri é interessante mas estou céptico, sobretudo pela saída de Cavill, que na minha opinião, é a alma desta série.