Up

Pete Docter traz-nos mais um grande filme de animação. Acima de tudo, UP dá-nos uma lição de vida, na figura de um escuteiro e de um idoso, que tenta ultrapassar a morte da esposa. A narrativa do filme desenvolve-se em torno da viagem alucinante de Carl Fredricksen, que procura desesperadamente cumprir uma promessa que fez à sua esposa.

Rapidamente somos transportados para a Amazónia, onde decorre grande parte da acção, com os nossos “heróis” a envolverem-se numa situação complicada, com aves raras, cães e um aventureiro desesperado à mistura.

Sem ser deslumbrante, UP é um bom filme, com uma mensagem simples e que vai certamente apelar à grande maioria dos espectadores. Como habitualmente, a Pixar escolheu as vozes com grande precisão, o que contribui decisivamente para a criação de personagens cativantes e reais.

Para terminar, deixo uma nota muito positiva à curta-metragem que antece o filme, e que se intitula “Parcialmente Nublado”.

GI Joe – Rise of Cobra

Finalmente chegou ás salas de cinema o primeiro filme baseado na famosa linha de brinquedos/action figures da Hasbro. Depois de ler várias críticas e artigos não estava à espera de uma obra prima, mas sim de um filme de acção.

Posso neste momento confirmar que o filme correspondeu em pleno ás minhas expectativas. Não há grande preocupação com o enredo, mas a velocidade frenética do guião deixa-nos visualmente satisfeitos.

Como é óbvio temos algumas caras conhecidas (Christopher Eccleston, Jonathan Pryce e Randy Quaid) misturadas com perfeitos desconhecidos, mas neste filme a interpretação não é o mais importante.

Gostei essencialmente do facto de Sommers se ter preocupado em fazer um filme de acção, mantendo o feeling dos desenhos animados da Hasbro. GI Joe tem um público específico, e na minha opinião, tem nota positiva para quem goste do género.

Public Enemies

Quando Michael Mann junta Christian Bale e Johnny Depp é expectável que o resultado final seja um grande filme mas, na minha modesta opinião, este não é o caso.  A narrativa ocorre antes da formação do FBI, com um desesperado J Edgar Hoover a tentar anular a onda de crimes que assola os Estados Unidos. Prostituição, apostas ilegais e lavagem de dinheiro são alguns dos temas constantes, mas a grande storyline é sem dúvida o jogo de gato e rato entre John Dillinger e Melvin Purvis. s clichés são uma constante, dado que Johnny Depp interpreta um anti-herói, muito ao estilo de Robin Hood, que tenta ser feliz com a mulher dos seus sonhos, ao mesmo tempo que ilude as autoridades. Pelo meio, debate-se com a mudança da mentalidade criminosa e a necessidade de abandonar uma vida de crime, marcada pela morte de todos quanto o rodeiam.

Parece-me claro que existem algumas ideias dos “Intocáveis” de Brian de Palma que são trazidos para a tela, nomeadamente o conceito de pensar como um criminoso para poder apanhá-lo. Não estamos perante um filme de acção, mas considero que merece a pena ser visto.

Fico apenas desiludido com o facto de não ter sido aproveitado todo o potencial dos actores e da própria narrativa. Mas sabe sempre bem ver um filme de ganistes! E agora que venha UP, da Pixar.