Agents of S.H.I.E.L.D. T.5

A quinta temporada tem uma abordagem interessante, levando-nos para um futuro, em que a Terra foi literalmente partida ao meio. De acordo com a escassa informação disponível, a responsável foi Daisy Johnson, o que coloca a nossa equipa numa situação complexa.

Alguns dos membros são capturados pelos Kree, que criaram uma espécie de prisão espacial, nos destroços da Terra, que é apelido de o Farol. Lentamente, vai ser criada uma resistência, liderada por Coulson, que acaba por ser traída por um dos seus membros. Diria que esta primeira metade da temporada, está bem conseguida, introduzindo as personagens de Deke Shaw e Casius, que serão relevantes para o desfecho dos eventos.

A equipa consegue regressar ao presente, com o objetivo claro de prevenir os eventos que levam à destruição do planeta. No entanto, são considerados criminosos, após a tentativa de assassinato do General Talbot, por um LMD com a aparência de Quake. Vamos igualmente assistir ao regresso de uma organização criminosa, que tem uma ligação directa com  a SHIELD e tomamos conhecimento do estado de saúde de Coulson.

Sem colocar spoilers, a equipa vai passar por diversas experiências traumáticas, que envolvem a perda de alguns elementos, na tentativa de parar a General Hale e a sua filha, Ruby. Confesso que esta temporada tinha potencial para uma narrativa épica, mas perde-se na segunda parte, com a introdução de Graviton.

São lançados alguns pontos interessantes para a sexta temporada, embora confesse a minha relutância, face ao que ocorre na segunda metade. No entanto, gosto de ter uma perspectiva positiva, motivo pelo qual vou dar uma oportunidade a Coulson e Companhia.

Bad Batch T.2

Após os eventos da temporada anterior, a equipa tenta gerir a sua relação profissional com Cid, mantendo-se fora do radar do Império. Começo por salientar que os primeiros episódios são essencialmente missões paralelas, sem qualquer relevância para a narrativa principal.

No entanto, os episódios dedicados ao fecho do arco narrativo do Vice Almirante Rampart são francamente bons, dando início a uma série de eventos que introduz o Doctor Hemlock como o vilão principal desta temporada.  Gostei particularmente do “regresso” ao Senado, com episódios dedicados aos Clones, que estão a ser substituídos pelos Soldados Imperiais.

Destaque para a presença de Bail Organa  e o regresso do Capitão Rex, que serão fundamentais para a divulgação dos eventos que levaram à destruição de Kamino. No que diz respeito à equipa, vão existir mudanças inesperadas, com a presença de Phee Genoa, que irá ajudar a equipa a encontrar um novo rumo.

Sem colocar spoilers, teremos uma inevitável traição e um desfecho imprevisto, que deixa a equipa num impasse, que será certamente explorado na terceira temporada. Pessoalmente, considero que a segunda metade é claramente o ponto mais forte duma temporada que deixou bastante a desejar na primeira metade.

Estou francamente curioso pelo rumo que a narrativa irá seguir na terceira temporada, assim como a relevância de Crosshair e Omega para o desfecho desta aventura. Como habitualmente, convido-vos a partilhar a vossa opinião , de forma a iniciarmos um debate saudável acerca desta série da Disney.

Rebel Moon: A Child of Fire

Zack Snyder conseguiu finalmente luz verde para um projeto ambicionava concluir há vários anos. A Netflix foi a plataforma escolhida para esta space opera, que se centra no Império Galáctico denominado como Motherworld. Começo por salientar que esta narrativa retira muita inspiração de Star Wars, com uma pitada de influência nipónica e um aspecto visual que conjuga o nazismo com cyberpunk.

A narrativa é simples e consiste numa pequena colónia agrícola, que é visitada pelo Almirante Atticus Noble, que tenta localizar e destruir a rebelião, que é liderada por Devra e Darrian Bloodaxe.  A localização remota da colónia converte-se no refúgio perfeito para Kora, um dos membros mais recentes que tem uma ligação a Motherworld e a Balisarius, o seu líder impiedoso.

Sem relevar pormenores narrativos, Gunnar junta-se a Kora, no sentido de contratar guerreiros que possam ajudar e treinar os membros da colónia. Essa é a premissa que sustenta esta primeira parte, introduzindo o mercenário Kai, o príncipe Tarak, a samurai Nemesis, o general Titus e Darrian, o líder da Resistência, que por motivos distintos, aceitam a proposta dos representantes da colónia.

Paralelamente, vamos desenvolvendo a história de Kora, que é na realidade a fugitiva Arthelais, com ligações profundas a Motherworld. Destaco igualmente a introdução de Jimmy, o último membro de uma raça de robots militares, que tem igualmente a missão de proteger a Princesa Issa. Relativamente a este ponto, tenho uma teoria, que poderá ou não ser confirmada na segunda parte de Rebel Moon, que será disponibilizada em abril deste ano.

As cenas de ação estão bem conseguidas e temos vários momentos típicos de Zack Snyder, nomeadamente a inclusão do slow-motion. O elenco principal é composto por nomes secundários tais como Sofia Boutella, Djimon Hounsou, Ed Skrein, Michiel Huisman, Doona Bae, Staz Nair e Fra Free, que são complementados por participações especiais de nomes sonantes, dos quais destaco Sir Anthony Hopkins, Corey Stoll, Cary Elwes, Tony Amendola e Charlie Hunnam.

Rebel Moon está longe de ser um filme brilhante, sobretudo em termos narrativos, mas cumpre a função de entretenimento. Tenho noção que este projecto recebeu críticas pouco abonatórias, mas diria que vai agradar a fãs de ficção científica e de filmes de ação. Pessoalmente, estou curioso em ver a segunda parte desta space opera de Zack Snyder.

Mediano
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