The Legend of Vox Machina T.1

Esta série foi financiada via kickstarter, sendo baseada em Critical Role, da primeira campanha de Dungeons & Dragons. Ao longo de doze episódios, vamos acompanhar as aventuras de Vox Machina, um peculiar grupo de heróis, que tenta melhorar  a sua reputação. Os primeiros dois episódios centram-se num pedido do Conselho de Tal’Dorei, que pretende saber o motivo pelo qual estão a ser destruídas várias cidades do reino. A equipa aceita o desafio e rapidamente constata que se trata de Brimscythe, um poderoso dragão azul, que se converterá num desafio inesperado e que irá mudar a perpectiva dos membros.

Após derrotarem o dragão, torna-se evidente que existem forças ocultas a trabalhar nas sombras, algo que será explorado nos restantes episódios da temporada. Os Briarwoods (Lady Delilah  e Lord Sylas) são convidados para avaliar uma potencial aliança entre os vários reinos, mas a sua  ligação ao passado de Percy vai alimentar a narrativa desta primeira temporada. Tomamos conhecemos que ambos foram responsáveis pelo assassinato do clã De Rolo e que planeiam algo tenebroso, que irá mudar o equilíbrio do poder em todo o Reino.

A animação é de qualidade e o casting de voz mantém-se fiel ao jogo, com a adição de nomes sonantes tais como David Tennant, Rory McCann, Dominic Monaghan e Gina Torres. A narrativa é envolvente, com uma simbiose aceitável de humor e ação, para além de desenvolver as personagens de forma extremamente competente. Para manter a componente do jogo, há uma espécie de “level up” de alguns membros da equipa, que vão desenvolvendo os seus poderes à medida que se colocam em situações de risco, o que é extremamente satisfatório.

Vou obviamente evitar os spoilers, mas posso adiantar que a temporada termina com um ataque inesperado, que promete elevar o grau de dificuldade para os Vox Machina. Fica a minha recomendação para esta fantástica série, que se encontra disponível via Amazon Video.

Zombie Tidal Wave

Após o sucesso da saga Sharknado, Ian Zering está de regresso para enfrentar algo diferente: uma ameaça zombie. A ação decorre em Emrys Bay, uma zona paradisíaca que se vê infestada por mortos-vivos, que aparentam estar a emergir dos destroços de um navio.

Hunter Shaw, Ray McCray e a sua afilhada Jada são atacados a bordo do seu barco. Após conseguirem libertar-se do zombie, constatam que Jada foi mordida, sendo necessário regressarem a terra e obter cuidados médicos. Esta é a premissa que suporta a propagação do vírus na ilha, com a agravante de existir um tsunami que traz hordas de zombies para terra.

Zombie Tidal Wave é o típico “filme série Z”, que é tão mau que se converte em algo bom. A narrativa e as interpretações são algo secundário, sendo relevante o ridículo das cenas de ação e os métodos utilizados para ultrapassar a crise. Nesse aspecto, este projeto é inferior a Sharknado, mas garante entretenimento para quem se identifica com este género.

Para os restantes, diria que é um filme a evitar, pelos motivos acima indicados. A personagem de Hunter Shaw não atinge o nível de Fin Shepard mas consegue ser “competente” ao longo desta aventura. À data de publicação deste artigo, não existe confirmação de uma sequela.

Mau
50%