Train to Busan

Considero-me um entusiasta de filmes de zombies, pelo que não podia continuar a procrastinar no que diz respeito a este projeto, realizado por Yeon Sang-ho. A narrativa centra-se na personagem de Seok-woo, um gestor de investimentos que tem uma visão cínica do mundo. O primeiro acto introduz este pai divorciado, viciado em trabalho, que tem uma relação distante para com a sua filha, Su-an. Após grande insistência, Seok concorda em apanhar o comboio para Busan, permitindo à sua filha passar o aniversário com a mãe, com que tem uma relação de proximidade.

Após o embarque, a narrativa começa a desenvolver-se, com a partilha de informação de tumultos no exterior e um infectado a bordo, que vai iniciar uma verdadeira epidemia no comboio KTX 101, com destino a Busan. Lentamente, vamos tomando conhecimento das restantes personagens desta narrativa, com destaque para Sang-hwa, a sua esposa grávida, Seong-kyeong  e Yon-suk, um executivo que prioritiza a sobrevivência.

As cenas de acção estão bem conseguidas, garantindo o envolvimento do espectador com as personagens. Essa ligação sentimental é fundamental para a progressão da história, em que vários elementos se vão sacrificando, por motivos distintos, para garantir a sobrevivência dos mais jovens. Parece-me igualmente relevante destacar as cenas a bordo do comboio, que conseguem conferir uma sensação de claustrofobia, maximizando a experiência inerente a esta aventura.

Train to Busan é um filme muito competente, garantindo entretenimento e criando uma empatia para com os desafios constantes do grupo, que são constantemente confrontados com probabilidade baixas de sobrevivência. Fica a minha recomendação, sobretudo para quem é fã deste género. Do meu lado, segue-se Península, que apesar de ter sido comercializado como uma sequela, é apenas uma história paralela, que decorre no mesmo universo.

Bom
72%

Scouts Guide to the Zombie Apocalypse

Ocasionalmente, gosto de investir tempo em filmes que garantem diversão pura. Neste caso, temos uma combinação invulgar de escuteiros e zombies, que decorre numa pacata cidade americana. O primeiro acto introduz as personagens principais e a forma como a população é exposta ao vírus.

Os escuteiros são Ben, Carter e Augie, três jovens que fazem parte do agrupamento local e que planeiam uma cerimónia nos bosques para receber o emblema de condor. Escusado será dizer que os planos não correm como esperado, resultando num ataque por parte do escuteiro mor Rogers, que se converte numa personagem icônica ao longo do filme.

Há muita ação e cenas francamente hilariantes, que convertem Scouts Guide to the Zombie Apocalypse numa experiência agradável. A narrativa, conforme expectável, é previsível e foca-se nas estratégias que os jovens encontram para salvar a irmã de Carter, que se encontra numa festa secreta de final de ano lectivo.

Dito isto, não esperem algo memorável ou que tenha grande valor em termos de visionamento futuro. O próprio filme não se leva a sério e incorpora vários clichés do género, concluindo num final previsível e que não acrescenta nada de novo. No entanto, se procuram entretenimento, esta é uma escolha segura e que vai certamente arrancar-vos algumas gargalhadas.

Mediano
65%

Sky Sharks

Recordo-me de ter partilhado este projeto em 2016, acreditando que existia potencial para converter-se em algo especial, dentro do género, à semelhança do que aconteceu com a saga Sharknado.

A primeira sequência do filme é absolutamente épica, introduzindo nazis zombies, a voar montados em tubarões alterados geneticamente. Lamento informar que tudo o que ocorre a partir desse momento é medíocre. Sky Sharks falha em conseguir atingir aquele patamar de “tão mau que se converte em algo bom”. Existem cenas ridículas e que vão arrancar uma gargalhada mas não é algo que consiga recomendar, mesmo para os fãs do género.

De qualquer forma, vou partilhar a premissa, que consiste na descoberta de um laboratório nazi, na Antártida. Acidentalmente, os cientistas libertam uma arma química, que tem o poder de alterar geneticamente os soldados e tubarões que se encontram a bordo de um navio de guerra.

A família Richter, que tem fortes ligações ao Governo é encarregue de resolver esta questão, lançando Angelique e Diabla numa batalha épica contra estes nazis, que pretendem cumprir o seu propósito e conquistar o Mundo. As interpretações são terríveis e em termos de elenco tenho de destacar a presença de Tony Todd, no papel (secundário) de Major General Frost.

Conforme mencionei, o potencial existe mas este projeto vai cair facilmente no esquecimento. Não percam 102 minutos da vossa existência com este filme.

Mau
30%