The Witcher T.2

A segunda temporada retoma os eventos da batalha de Sodden. Geralt é informado por Tissaia do falecimento de Yennefer mas apesar do abalo psicológico, resolve manter a sua missão. O spasso seguinte passa por visitar o seu amigo Nivellen, algo que vai revelar-se numa aventura imprevista . O primeiro episódio foca-se numa maldição e apresenta-nos as várias fações que estarão envolvidas na narrativa.

Ficamos igualmente a conhecer Filavandrel e Francesca Findabair, os líderes dos Elfos, que irão forjar uma aliança improvável com Nilfgaard. Pelo meio, teremos a estranha aparição de uma entidade, conhecida por Deathless Mother, que tem uma agenda própria e que será fulcral para o desfecho desta temporada.

Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que vamos conhecer Kaer Morhen, a fortaleza onde os Witcher repousam e treinam as suas aptidões sobrenaturais. Vesemir, o mentor de Geralt, descobre um segredo que converte Ciri numa poderosa arma na luta contra as trevas. De forma relutante, o nosso herói concorda em treinar a jovem na arte do combate, ficando Triss com a parte de magia e ciência.

Esta temporada tem um excelente ritmo e desenvolve de forma muito competente as personagens. O arco narrativo que envolve Yennefer, Jaskier e Cahir é muito interessante, abrindo uma série de desfechos inesperados, mas fundamentais para conhecemos finalmente a identidade do Imperador Emhyr.

O derradeiro episódio é repleto de ação, com uma batalha épica entre os Witchers e Voleth Meir. Paralelamente, ficamos igualmente a conhecer mais do plano de conquista do Rei Vizimir , que conta com a ajuda de Sigismund Dijkstra. Ao longo desta temporada são frequentes as menções a Wild Hunt, algo que inevitavelmente irá fazer parte do futuro desta série.

Termino com a recomendação (óbvia) de The Witcher, que tem uma segunda temporada superior à original, na minha opinião. O que mais me impressionou foi a narrativa fluida e a ligação criada para com as personagens, que podem converter este projeto numa referência do género.

XLIV

Os dois últimos anos parecem saídos de uma realidade paralela, mas a vida continua e o tempo passa. O ano de 2022 vai efetivamente marcar uma grande mudança na minha vida profissional mas estou preparado para um novo capítulo, com o inevitável recomeço.

Dito isto, o meu quadragésimo quarto aniversário foi diferente, com a vantagem de ter sido passado em família, algo que me permite sempre recarregar as baterias. Quero agradecer a todos os que dispensaram uns minutos do seu dia para me parabenizar.

Aproveito para comunicar que vou passar por um hiato profissional, que me permite alocar mais tempo e recursos a este blog. Contem por isso com muitas novidades e sejam felizes.

Invincible

Robert Kirkman é reconhecido mundialmente por The Walking Dead, mas a realidade é que o seu trabalho é extenso e contém algumas pérolas, das quais destaco Invincible. A recente adaptação da Amazon Video deu outra visibilidade a este projeto, que narra as aventuras de Marc Grayson, um terrestre que vai descobrir a sua origem Viltrumite.

Ao longo de 144 capítulos vamos acompanhar a evolução de Marc, que adquire os seus super poderes aos 17 anos. O seu Pai, Omni-Man, é uma espécie de Super-Homem desde Universo, no que diz respeito a poderes, sendo um dos protectores do Planeta Terra. Sem revelar pormenores relevantes, posso adiantar que a principal Liga de Super Heróis, os Guardians Of The Globe, é eliminada de forma brutal, abrindo a narrativa para uma série de eventos que marcam os primeiros capítulos.

Somos igualmente apresentados a Robot, Rex Splode, Dupli-Kate e Atom Eve, uma equipa de jovens de super-heróis, que se vê forçada a substituir os Guardiões e que contará com a ajuda de Marc Grayson, que adopta a personalidade de Invincible. Lentamente, vamos assistindo à adaptação do nosso herói aos seus poderes, que são praticamente ilimitados. A narrativa é fértil em imprevistos, traições e situações extremas, que vão moldando Marc de forma decisiva e condicionar as suas ações futuras.

O primeiro grande momento é a batalha entre Omni Man e Invincible, no sentido de salvar o planeta Terra da invasão Viltrumite. O nosso herói fica gravemente ferido e Nolan abandona a galáxia, numa decisão altamente invulgar para a sua espécie. Ficamos mais tarde a conhecer as suas motivações e ao longo de vários capítulos Marc vai iniciar uma relação com Atom Eve e debater-se com inúmeros perigos, dos quais destaco os vilões Titan, Doc Seismic e Angstrom Levy.

Contem com aventuras temporais, invasões extra terrestres e viagens estelares, em que Marc conhece o seu irmão, Oliver, que desempenhará um papel relevante. No planeta Terra, a narrativa primária envolve as personagens de Cecil Stedman, The Immortal, Monster Girl e Robot, que terão um papel fundamental no desfecho do livro.

Gosto particularmente do desenvolvimento de personagens e de alguns temas abordados, que apesar de densos, são relevantes para a sociedade atual em que vivemos. No que diz respeito ao Império Viltrumite, os elementos mais importantes são Conquest, Thragg e Anissa, que por razões distintas, vão impactar a vida de Marc Grayson.

Evitei entrar em demasiados pormenores sobre a narrativa, precisamente para manter a experiência de descoberta desta aventura épica de Marc Grayson e Atom Eve. Para finalizar, recomendo vivamente Invincible, mais especificamente a edição Compendium, que apresenta a melhor relação preço/qualidade. São três livros, que apresentam um custo médio de 50 euros/unidade, mas que na minha opinião, representam um dos melhores franchises da Image Comics.