Star Wars: Tales of the Jedi

Esta primeira antologia do universo Star Wars foca-se em dois Jedi: Ahsoka Tano e Dooku. Os primeiros três episódios focam-se na história de origem de Ahsoka, iniciando com o seu nascimento e primeiro ano de vida entre os Togruta. Desde muito nova que existe uma ligação à Força, algo que é explorado de forma brilhante, no primeiro episódio.

O segundo episódio foca-se no seu treino enquanto Padawan de Anakin, que cria um treino praticamente impossível, no sentido de a preparar para qualquer imprevisto no campo de batalha. Ironicamente, será este momento que se revela fundamental aquando da ordem 66, em que se vê rodeada de clones, contando apenas com o apoio de Rex.

O derradeiro episódio ocorre após a morte de Padmé, em que a nossa jovem Jedi tenta lidar com a perda da sua amiga, assim como do seu Mestre. Apesar da sua recusa em lutar, Ahsoka acaba por compreender que o Império Galáctico é uma ameaça que não pode ser ignorada e, de forma simbólica, acaba por pedir ajuda ao senador Organa, no sentido de integrar a Resistência.

No que diz respeito ao arco narrativo de Dooku, o foco vai para a Ordem Jedi, mais especificamente a forma como cumprem as ordens do Senado, sem questionar a sua lógica ou sentido de justiça. Lentamente, vamos assistindo à sua corrupção pelo lado negro, que culmina com uma batalha épica com a Mestre Yaddle.

Fica a sensação que vários dos eventos foram orquestrados por Sidious, precisamente para obter o resultado final que pretendia e que lança a premissa principal para o segundo filme das prequelas.

No global, este é um projecto muito interessante, que expande o universo Star Wars, sustentado por uma narrativa que desenvolve várias das personagens mais icónicas. Segue-se Tales of the Empire, que se focará em alguns membros do Império.

Running Man

Trinta e oito anos após o lançamento do original, temos o reboot de um filme inspirado num dos livros de Stephen King. No que diz respeito à narrativa, existem diversas alterações face ao original, embora a premissa principal se mantenha inalterada.

Os EUA são controlados por uma empresa de media que adultera a realidade e a percepção dos espectadores no sentido de aumentar as audiências. A maior parte dos habitantes vive em pobreza extrema, sem acesso a sistemas de saúde, encontrando um escape nestes reality shows, que visam manter o controlo sobre a população.

Ben Richards está numa posição complicada, em virtude das suas convicções, que o tornaram numa persona non grata, o que o impossibilita de arranjar trabalho. Numa medida de último recurso, acaba por concorrer para um destes programas, sendo selecionado para o mais agressivo de todos, The Running Man, em que o prémio são mil milhões de New Dollars (Easter Egg: as notas têm a cara de Arnold Schwarzenegger).

Este reality show é claramente condicionado e manipulado, permitindo que qualquer cidadão possa denunciar os três concorrentes. Para incentivar esta caça ao homem, são disponibilizados prémios monetários para os telespectadores, o que eleva o grau de dificuldade.

O segundo acto vai acompanhar o destino dos três concorrentes, dando contexto para uma série de personagens secundárias, que serão importantes para a progressão de Ben. Contem com muitas cenas de acção, que aliada a uma narrativa distinta do original, nos consegue cativar e manter interessados no desfecho final.

Evan McCone é o líder dos Caçadores e consegue ser um antagonista muito interessante, mas parece-me justo destacar Dan Killian e Elton Parrakis, que são, na minha opinião, as personagens que se destacam neste filme. Quero igualmente deixar uma nota de rodapé para o excelente elenco (Glen Powell, Josh Brolin, Colman Domingo, Lee Pace, Michael Cera, Emilia Jones, Katy O´Brian e William H Macy)

No global, diria que esta versão foi uma experiência agradável, embora tenha mais 15 a 20 minutos do que consideraria necessário. Curiosamente, ambos os filmes falharam de forma épica em termos de resultados de bilheteira, mas redimiram-se com boas vendas a nível de clubes de vídeo (1987) e nos serviços de streaming (2025).

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