StarTalk Lisboa

Há algum tempo que acompanho o fantástico podcast de Neil deGrasse Tyson, que consegue conciliar cultura pop com ciência. Essencialmente temos a oportunidade de conhecer o trabalho de cientistas brilhantes, com uma pitada de humor e uma abordagem que consegue apelar a diversas faixas etárias.

Foi com enorme surpresa que tomei conhecimento de uma edição em Portugal, mais concretamente na Sala Tejo, na zona adjacente ao MEO Arena. Após ter adquirido os bilhetes, fiz alguma pesquisa acerca do painel, que era exclusivamente reservado a cientistas portuguesas.

Lua Afonso, uma jovem investigadora portuguesa de 18 anos, fez a introdução, com um monólogo de 5 minutos, em que se apresentou e incentivou os jovens a seguir uma carreira na ciência. O painel contou com a presença de Zita Martins, uma astrobióloga, que conta com parcerias com a NASA e que pretende estudar os glaciares de Marte, em busca de vida. A segunda convidada foi Marta Cortesão, cientista e investigadora, que participa em diversas missões especiais, das quais destacou a ARIEL, que se foca no estudo da atmosfera de exoplanetas.

A grande surpresa acabou por ser a presença inesperada de Herman José, que trouxe a pitada extra de humor, convertendo este evento numa experiência incrível, em que pudémos aprender imenso acerca da contribuição científica portuguesa, os desafios futuros e as inevitáveis mensagens de esperança para um mundo melhor e em que nos respeitemos enquanto raça.

Dia 15 de outubro marca igualmente a primeira edição internacional de Startalk e, tendo em conta o sucesso, existe a possibilidade de um regresso num futuro próximo. Para terminar, quero partilhar convosco a entrevista de Chuck Nice e Neil deGrasse Tyson na Rádio Comercial, para além de algumas fotos do evento. E para quem acompanha o podcast, teremos brevemente esta edição disponível, dado que a mesma foi gravada.

Kobo Libra Colour

Ao longo dos anos tenho acumulado um volume considerável de livros, com destaque para clássicos de ficção científica, aventura, algum anime e omnibus da Marvel e DC.

Em 2025, tomei a decisão de seguir pelo digital, sendo a Kobo a plataforma escolhida, por uma questão de maior liberdade no que diz respeito a DRM. Esta solução permite-me criar a minha biblioteca de manga e manter a possibilidade de ler os êxitos mais recentes, o que é simplesmente perfeito.

No que diz respeito ao hardware, o écran de 7 polegadas tem uma resolução de 1264 x 1680, permitindo 300 PPI para conteúdo a preto e branco e 150 PPI para cores, o que é mais do que suficiente para as minhas necessidades. Os 32 GB de armazenamento permitem literalmente ter dezenas de livros e várias séries completas de manga, facilitando imenso a gestão do meu backlog.

A autonomia de bateria garante aproximadamente duas semanas, podendo nalguns casos atingir as três, o que é francamente positivo. Saliento que as cores presentes neste modelo cumprem a sua função, embora estejam muito distante de um écran OLED, algo que devem ter em consideração.

Na minha opinião, a experiência de leitura é fantástica, sem nunca cansar os olhos e a côr funciona como um complemento, no que diz respeito a manga e comics. Para quem pretende seguir pelo digital, esta não é claramente a opção mais económica. No entanto, sugiro que se desloquem a uma loja da FNAC e testem as várias versões disponíveis, para que possam ter noção de qual seria a melhor solução para o vosso caso em concreto.

Da minha parte, posso garantir que estou francamente satisfeito com o Libra Colour, embora continue a preferir o livro físico. Mas caso tenham limitações de espaço, esta é provavelmente a alternativa mais viável.

Terminou o terceiro semestre de 2026!

Este trimestre fica inevitavelmente marcado por uma perda na família, mas dei o meu melhor para focar a energia em momentos positivos e que me fizessem sentir feliz.

As férias de verão foram em setembro, no sul do país, na companhia de família e amigos e ajudaram a recarregar. Tive oportunidade de colocar alguma leitura em dia e concluir algumas séries.

No que diz respeito a anime, concluí Dr. Stone, que foi uma agradável surpresa, assim como a segunda temporada de Solo Leveling e a primeira de Frieren. Vou evitar entrar em pormenores, dado que disponibilizarei artigos específicos acerca desses tópicos.

Com as mais recentes alterações a nível profissional, consigo alocar uma hora diária para leitura, o que ajuda na redução do meu backlog. Assim sendo, consegui concluir BTOOM!, Demon Slayer e Don’t Toy With Me, Miss Nagatoro. Adicionalmente, terminei também a novela gráfica do clássico 1984, por Fido Nesti.

A nível de videojogos apenas consegui concluir Terminator 2D: No Fate, embora tenha iniciado Tomb Raider Definitive Edition e esteja na fase final de Guns Gore & Cannoli 2, que tem um gameplay específico no blog.

Para concluir, finalizei a (incrível) nona temporada de Rick and Morty, Ling Cage e duas temporadas de My Adventures with Superman. Quero apenas destacar esta produção chinesa, que terá igualmente um artigo específico e partilhar que regressei a uma sala de cinema para assistir a Coyote vs Acme, na companhia do meu sobrinho.

E este foi o balanço do terceiro trimestre deste ano. Fica apenas em falta o derradeiro artigo para fechar 2026 e em que espero ter reduzido mais algum backlog a nível de livros, videojogos, séries e cinema.