Mortal Kombat 2

Cinco anos após o título original, vamos regressar a Outworld. O primeiro acto introduz Shao Kahn e a história de origem da Princesa Kitana. Ficamos a conhecer o reino de Edenia, a Rainha Sindel e a dura realidade de perder o torneio em dez edições consecutivas.

No que diz respeito ao Earthrealm, os Deuses escolhem Johnny Cage, um actor que teve os seus dias de glória nos anos 90. Apesar da insistência de Raiden, Liu Kang, Jax Briggs e Cole Young, o mesmo recusa a participação, algo que se revela inconsequente, dado que é transportado para uma batalha com Kitana, que defende o reino de Outworld.

Vou evitar partilhar pormenores adicionais, mas teremos diversas baixas na equipa, que acaba por tentar um resgate desesperado, na tentativa de salvar a Terra. Por outro lado, o plano de Shao Kahn resulta, convertendo-o num ser imortal, o que diminui drasticamente as possibilidade de sucesso.

No segundo acto teremos o regresso de personagens do primeiro filme (sem spoilers) e a introdução de personagens como Baraka, Quan Chi e Jade. Honestamente, a narrativa é bastante previsível mas o fan service é assinalável, tendo alcançado um ligeiro lucro em termos de receitas de bilheteira. Mas, de acordo com os rumores, teremos efetivamente um terceiro filme, que deverá encerrar a saga de Mortal Kombat, pelo menos no futuro imediato.

Considero este filme inferior ao original, mas para os fãs do videojogo, diria que é quase uma opção incontornável e que garante entretenimento. Tendo em conta o seu orçamento, alguns dos efeitos especiais são questionáveis mas contribuem para a estética de um projecto que é essencialmente para cativar os fãs desta franquia.

Mediano
68%

What If T.3

A terceira e derradeira temporada leva-nos para mais uma montanha russa de emoções, com uma versão Kaiju de Hulk, a presença de Agatha Harkness, o casamento de Howard the Duck com D’Arcy e a introdução de Iron Heart.

Todos estes episódios acabam por formar uma narrativa coerente, que fará sentido na julgamento de The Watcher. Segue-se uma batalha épica entre a facção composta por The Eminence, The Incarnate e The Executioner, que pretende apagar da existência Uatu, Captain Carter, Kahhori, Byrdie e Storm.

Para quem é fã do universo Marvel, esta é, sem dúvida, uma abordagem muito interessante, combinando poderes e personagens em cenários únicos, que seriam impensáveis numa lógica de live action.

Não é claramente um projecto que agrade ao público alvo da MCU mas é uma série que recomendo sem hesitação. A qualidade da animação, o casting de vozes e a narrativa são sublimes, elevando What If para um patamar de referência no género.

Vivemos uma era em que a Marvel está claramente numa fase descendente, mas são projectos como este que me fazem ter esperança numa revitalização da franquia para os próximos anos.

Disclosure Day

Este é um dos filmes que mais me entusiasmaram para 2026, pelo facto de ser realizado e produzido pelo enorme Steven Spielberg e por centrar-se numa temática de revelação da existência de vida extraterrestre.

O acto inicial introduz Daniel Kellner, um especialista em ciber-segurança e Margaret Fairchild, uma jornalista que apresenta a metereologia num canal de televisão local. Estes duas pessoas, completamente anónimas, serão as personagens principais desta trama, que envolve o roubo de dados confidenciais que se encontravam na posse da Wardex, uma organização que trabalha para o governo americano.

Com a preciosa ajuda de Hugo Wakefield, Daniel consegue escapar com petabytes de informação que irá expor a verdade acerca da existência de vida no Universo, algo que Noah Scanlon, o líder da Wardex, tenta impedir.

Existem várias cenas de acção e utilização de tecnologia que claramente foi adaptada, o que eleva o nível de complexidade e a carga dramática deste filme. Ao bom estilo de Spielberg, somos encorajados a interpretar os factos e o verdadeiro significado desta revelação, sendo notório as implicações a nível teológico e religioso.

Quero destacar o acto final, que tem alguns pontos muito interessantes, dado que revela um mundo à beira da terceira guerra mundial, que se “une” em torno desta revelação. O elenco é de luxo, contando com nomes como  Emily Blunt, Colin Firth, Josh O’Connor, Henry Lloyd-Hughes, Colman Domingo e Wyatt Russell. entre muitos outros.

Para concluir, estamos perante um bom filme, sobretudo para quem se interessa por estes tópicos. O final é totalmente aberto, algo que foi deliberado e que pode resultar numa eventual sequela, que não foi confirmada até ao momento.

Disclosure Day obtém facilmente o “prestigiado” selo de recomendação do Portal Pessoal e entra no meu TOP 5 de filmes deste ano.

Bom
75%