Deadpool

Há cerca de uma década que este projecto se encontrava em standby, tendo recebido ordem para avançar fruto do sucesso comercial que outros filmes da Marvel têm recebido. Para os mais desatentos, é importante ressalvar que Deadpool é um anti-herói, politicamente incorrecto ao extremo, com poderes regenerativos ao nível de Logan, mais conhecido por Wolverine.

Pessoalmente, um dos grandes pontos de interesse  seria confirmar até que ponto poderíamos ter no grande écran um Wade Wilson mordaz e com o humor que o caracteriza. A escolha de Ryan Reynolds assenta que nem uma luva, conferindo ao filme a solidez que necessita para se tornar num dos sucessos deste ano.

Neste filme, o enredo não é o mais importante mas narra a origem de Deadpool, fazendo alguma sátira ao género, com alguns conceitos cliché e que são comuns neste tipo de aventuras. São recorrentes as piadas a Hugh Jackman, ao próprio Reynolds, aos recursos financeiros do filme e mesmo á dificuldade em adquirir licenças para personagens adicionais dos X-Men.

Nota-se que estamos perante uma produção com um orçamento baixo (58 milhões de dólares), apesar de termos algumas cenas bem coreografadas. O humor é constante ao longo da aventura e vou evitar spoilers, mas garanto-vos que vale a ida ao cinema. Tenho perfeita noção que Deadpool é um gosto adquirido, sendo muito distinto do típico filme de super-heróis da Marvel.

Contem com a presença de dois X-Men (Colossus e Negasonic Teenage Warhead), que tentam recrutar Wilson para a equipa, o que leva a cenas hilariantes, com destaque para o taxista Dopinder. Há que destacar a interpretação de Morena Baccarin e Ed Skrein, que interpretam Vanessa e Ajax, o interesse amoroso e o vilão respectivamente. No final, aguardem pelos créditos e vejam a cena final que contém um pequeno bónus acerca da sequela, que já se encontra confirmada.

Deadpool não foi uma surpresa para mim, mas superou as minhas expectativas. Será que vai fazer parte do meu Top 5 de 2016? É sem dúvida uma boa possibilidade.

O génio de Einstein

A Teoria da Relatividade Geral, de Albert Eistein, mais concretamente a questão das ondas gravitacionais, foi comprovada pelo LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), que realizou hoje uma conferência de imprensa para o efeito.

Actualmente, a existência destas ondas era um dado adquirido pela comunidade científica, estando em falta comprovar, de forma inequívoca, a última previsão da Teoria da Relatividade. Com esta descoberta, o dia 11 de Fevereiro entra para a História da Ciência, mais concretamente da Física, abrindo caminho para novas fronteiras e descobertas.

Para vos enquadrar, é importante mencionar que Einstein, em 1916,  afirmou que “o espaço-tempo é um contínuo de quatro dimensões, as três que conhecemos, mais o tempo. Os objectos, qualquer que seja a sua massa, conseguem distorcer este “tecido” de espaço-tempo, fenómeno esse que explica a força da gravidade, e que provoca as ondas gravitacionais.”

Foi necessário esperar um século para que uma colisão entre dois buracos negros, com cerca de 150 km de diâmetro, evento ocorrido há mais de 1.3 mil milhóes de anos, pudesse gerar a emissão dessas ondas, confirmando as palavras do Físico mais conhecido da História. É evidente que não possuo o grau de conhecimento necessário para explanar este evento da forma mais científica, mas estamos perante algo que poderá mudar a forma como encaramos o Universo.

A comunidade científica está em êxtase com este avanço, sobretudo pelo leque de conhecimento que se vislumbra para a Humanidade, ao poder estudar “objetos que não emitem luz, como a matéria negra e os buracos negros”.

Poderá ser este o caminho para compreender o Big Bang? Apenas o tempo o dirá, mas tenho a certeza que a descoberta de hoje marca o início de uma nova Era na Astronomia.