The Strain T.2

Após uma primeira temporada interessante, a luta contra o Mestre retoma, com os nossos heróis a serem colocados à prova em inúmeras ocasiões. A batalha com Setrakian deixou as suas marcas e vai forçar a mudança de corpo do Mestre, algo que não acontecia há séculos.

Em termos de narrativa, vamos acompanhar a demanda pelo Occido Lumen, um livro que pode deter o segredo para a derrota dos strigói. Existem igualmente algumas tentativas de criar uma arma biológica capaz de infectar os vampiros e o aparecimento de alguns aliados inesperados. A parte mais interessante desta segunda temporada é que foge em grande medida aos livros, o que é curioso, tendo em conta que os produtores são Chuck Hogan e Benicio del Toro, precisamente os criadores da obra.

Existem menos flashbacks, com o intuito de explicar as origens de algumas personagens, excepção feita a Quinlan, que se revela como um dos inimigos mortais do Mestre. E é nesta fase que vou inserir alguns spoilers, pelo que sugiro a vossa atenção. A grande virtude da primeira temporada foram precisamente as personagens, que são extremamente cativantes e relevantes para a narrativa, algo que se perde nesta segunda parte.

Existe nalguns episódios uma desorganização total da narrativa, em que acompanhamos Eldritch Palmer e Coco, outros em que somos apresentados a Angel, um ex-lutador mexicano, que realizava filmes acerca de vampiros (sim… isso mesmo), mas em que nunca fica claro a relevância para o resultado final do episódio em questão. Outro dos pontos que me fez confusão é o facto de passar a não existir preocupação na contaminação, aquando das batalhas. Essencialmente vemos sangue branco a voar por todo o écran mas nesta temporada ninguém é exposto (bem, quase ninguém, vou evitar esse spoiler).

Dito isto, considero que a segunda temporada de The Strain não é tão forte como a primeira, embora tenha mais acção. Estou muito curioso pela terceira temporada, que será a final, dado que tenho a certeza que irá desviar-se ainda mais da obra literária. Serão os strigoi a vencer? Ou a Humanidade? Ou será que após a batalha final, restará alguém para ser declarado vencedor? Em 2016 vamos ter essa confirmação.

Top 5 – 2015

Ao contrário do que inicialmente previ, 2015 foi uma decepção em termos cinematográficos. No entanto, nem tudo foi mau, pelo que elaborei a lista em questão com os títulos que mais se destacaram no ano que terminou.

Não posso deixar de realizar uma menção honrosa a Theory of Everything e John Wick, que fariam parte deste TOP mas as regras são para respeitar. Apesar de os ter visto em 2015 só podem constar desta lista filmes que digam respeito ao ano em questão.

Como sempre, fica a ressalva que se trata apenas da minha opinião, que pode e deve ser considerada subjectiva. Algo me diz que algumas destas escolhas vão ser polémicas.