Earn to Die 2 (Exodus)

Em Novembro do ano passado, sugeri aos leitores este jogo, que estava ainda na fase embrionária, disponibilizando apenas uma versão iOS. Estamos perante um título que está bem conseguido, com um grau de dificuldade aceitável e que é extremamente viciante, sobretudo pela implementação de um sistema de upgrade onde o jogador é premiado pelo seu sucesso e ambição.

Pois muito bem, Earn to Die tem agora uma versão web, que podem jogar gratuitamente utilizando o link em questão. Mas não fico apenas por aqui, uma vez que a versão Android também já se encontra disponível.

Convido-vos a testar o jogo e a deixar a vossa opinião na caixa de comentários. Caso pretendam, partilhem igualmente as vossas pontuações, de forma a elegermos o visitante do blog mais preparado para o apocalipse zombie.

The 100 T.1 e T.2

Nos últimos tempos tem sido frequente adaptar livros para séries de TV e The 100 é mais um exemplo. Baseado na trilogia de Kass Morgan, conta a história de 100 adolescentes enviados para a Terra, que vivem numa estação espacial apelidade de “The Ark”. De acordo com a informação transmitida, passaram 97 anos desde que uma explosão nuclear tornou o Planeta Terra estéril, o que forçou a que os sobreviventes tenham de residir na estação espacial, que tem vários problemas a nível de oxigénio.

Como castigo e forma de poupar ar, estes 100 adolescentes são enviados para o nosso planeta, com a justificação de que vão numa missão importante. A viagem é complexa mas bem sucedida e a nave consegue chegar a terra firme, com poucas baixas. O que se segue vai ditar grande parte da primeira temporada, dado que estes 100 adolescentes são igualmente delinquentes e vão fazer questão de eliminar todas as evidências de que estão vivos e que o Planeta é habitável. Formam-se facções, gera-se violência e acabamos por concluir que não estão sozinhos e que o meio ambiente está longe de ser amigável.

Estou a evitar ao máximo colocar spoilers, o que limita a informação que posso disponibilizar, mas recomendo esta série. Tinha as minhas reservas inicialmente, sobretudo porque os primeiros episódios pareciam antever uma narrativa muito direcionada a teenagers mas a realidade é bem diferente. As cenas de violência são constantes, as escolhas morais são dúbias e no fundo somos confrontados com o que faríamos para sobreviver. A segunda temporada, na minha opinião, é melhor que a primeira e apresenta alguns twists bem interessantes, o que me faz aguçar o apetite para a terceira temporada, que já está confirmada.

Qual a vossa opinião? Concordam? Gostaram da evolução da narrativa e das mudanças de comportamento em personagens como Clarke, Octavia ou Jaha?

O Bicampeonato

Jorge Jesus tem certamente um estilo único e é inegável que trouxe títulos para o Sport Lisboa e Benfica mas durante estes seis anos ainda não me tinha convencido a 100%. Passo a explicar: o seu primeiro ano foi de futebol espectáculo mas é importante relembrar que tinha uma das melhores equipas do Benfica a nível interno dos últimos 20 anos. Na temporada seguinte, fomos goleados no Dragão e eliminados de forma inglória da Taça de Portugal e da final da Liga Europa pelo FCP e Braga respectivamente. Seguiram-se dois anos em que entregámos os campeonatos a Vítor Pereira, com claro demérito do nosso treinador e equipa técnica.

A redenção foi alcançada na temporada transacta, com a vitória em todas as competições nacionais e mais uma final europeia perdida de forma indiscritível. E assim chegamos a 2014/2015, com a perda de seis titulares (Oblak, Siqueira, Garay, Enzo, Markovic e Rodrigo), entre outros jogadores importantes, uma pré-temporada repleta de derrotas e um início de campeonato complicado e sem futebol de qualidade. E é precisamente neste campo que dou total mérito ao treinador, dado que foi o grande responsável por este bicampeonato ao criar uma equipa forte, com personalidade e eficaz na maioria dos jogos. Jardel fez um temporada brilhante, Pizzi foi o joker que surgiu em 2015 e Jonas a peça que faltava para ligar a equipa ofensivamente. Pelo meio, fomos adicionando algumas pérolas para lapidar (Cristante, Mukhtar, Gonçalo Guedes, Jonathan Rodriguez) e integrando alguns talentos como Samaris e Talisca.

Em suma, com um plantel muito limitado, com claras carências a nível qualitativo em várias posições, conseguimos ser a equipa mais consistente, graças ao trabalho de Jorge Jesus. Não me esqueço que deveríamos estar a festejar o quarto título consecutivo mas aprendemos com os erros e o futuro é promissor. Nesta fase, espero que o treinador renove contrato, embora considere que a actual estrutura é capaz de suportar uma mudança sem grande danos. O mais importante é criar um plantel com mais soluções e garantir a permanência de referências como Maxi Pereira, Salvio e Gaitan.

No imediato, ainda existem dois jogos contra o Marítimo, sendo que um deles vale a vitória na Taça da Liga, competição que considero relevante e importante. Agora é tempo de festejar, descansar e manter a atitude competitiva nos 100%, sem facilitar ou menosprezar o adversário.