O tempo voa…

Sinto-me um privilegiado por fazer parte da geração de 78 e confesso que tive uma infância e adolescência fantástica. Pude presenciar a evolução do computador pessoal e o nascimento das consolas, com grandes serões a jogar Chuckie Egg, Rick Dangerous, Sonic, Mario, Quake, Duke Nukem e Metal Gear Solid, entre muitos outros.

Quando olho para trás, não consigo deixar de esboçar um sorriso. Era uma vida cómoda e sem sobressaltos, com constante animação e sempre na companhia dos meus amigos. Os tempos mudam e as responsabilidades surgem, o que me tem cortado (e muito) a vida social e os momentos simples da vida. Estamos efectivamente numa fase em que o trabalho absorve grande parte do dia, deixando pouco tempo para as actividades triviais.

Como prezo a minha sanidade mental, tento reservar diariamente uma ou duas horas para colocar as séries em dia ou ligar a minha Wii/PS2 para relaxar. Em muitas ocasiões tenho recorrido ao iPad para seguir os meus podcasts e acompanhar as minhas subscrições no YouTube. Mas o tempo passa e a frustação aumenta, derivado da incapacidade de conseguir gerir o tempo de forma eficiente. Por vezes penso que um dia deveria ter 30 horas, para poder fazer o que quero.

Quem me conhece, sabe que sou persistente e não gosto de desistir. Estou convicto que esta fase menos positiva irá terminar rapidamente e espero aproveitar esta semana, que vai ser mais curta devido a umas mini-férias. É evidente que a minha “história” é semelhante a muitas outras e possivelmente alguns dos visitantes do blog estão na mesma situação, mas não deixa de ser curioso que a evolução tecnológica esteja a ter o efeito inverso ao pretendido. O grande objectivo seria tornar a vida quotidiana menos stressante e permitir mais períodos de lazer, mas estamos a caminhar precisamente no sentido contrário.

Estarei a ser pessimista? Penso que não, a minha visão do status quo é realista e gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.

Dinosaur Jr.

Parte da minha adolescência foi passada a ouvir a banda de J.Mascis . Apesar de se terem separado por volta de 1997, o seu legado perdurou e para grande alegria minha, regressaram em 2005 em toda a sua glória.

Recomendo vivamente os álbuns Where You Been e Without a Sound, que fazem parte da minha colecção musical há vários anos. Como vão poder comprovar, é uma banda com uma sonoridade muito peculiar mas que ainda hoje continua a criar excelente música.

Optei por Outta Hand, do ?lbum Without a Sound, que, na minha opinião, é um dos grandes temas da banda de Massachusetts.

Fico a aguardar o vosso feedback! 🙂