V for Vendetta

A crítica em relação a este filme era arrasadora. Como tal pareceu-me uma óptima ideia ir ver e comprovar a minha teoria de que por detrás de uma má crítica está normalmente um bom filme. A história desenrola-se numa Grã Bretanha futurista e fala de uma jovem que é salva por um estranho indivíduo de máscara que dá pelo nome de V.

Com o desenrolar da trama vamos percebendo que se trata de uma vingança relacionada com experiências médicas macabras. O objectivo de Hugo Weaving é desencadear uma revolução e derrubar o regime totalitarista e militar que impera.

Os cenários dark e a própria fotografia do filme levam a comparações com a ideologia nazi (a perseguição aos homossexuais é um exemplo) e levantam algumas questões relacionadas com o terrorismo.

Os irmãos Wachowski dão um toque à Matrix no final do filme, mas o que mais me agrada é o facto de que a história é claramente a componente principal, relegando os efeitos especiais para um lugar secundário. Quanto à escolha do actor parece-me perfeita, uma vez que a voz do “Agent Smith” é inconfundível e imponente o que reforça ainda mais a personagem. 

Ufa…foi mesmo à tangente

Foi um campeonato muito competitivo e com alguma dificuldade consegui a manutenção a uma jornada do fim. Apesar de inúmeras contratações a realidade é que o Hattrick está a tornar-se cada vez mais difícil. Como já referi anteriormente o objectivo dos Guhamianos é subir à V Divisão mas não está nada fácil.

Dou os meus parabéns à equipa campeã e na próxima temporada tudo farei para andar nos lugares de cima. Resta agora recuperar os jogadores lesionados e ponderar as contratações mais urgentes.É fulcral renovar a equipa se quero ter algum sucesso.

Pirataria vs Hipocrisia

Era uma questão de tempo mas chegou finalmente ao nosso país a “moda”dos processos judiciais relacionados com a pirataria. Segundo as editoras a quebra de vendas é uma justificão para penalizar os meliantes.

A questão dos downloads ilegais é muito fascinante dado que esbarra com a hipocrisia. Ora vejamos: o serviço dos ISP´s é sustentado pelas condições oferecidas em termos de utilização e downloads. Não é imposta qualquer limitação ou aviso em relação aos conteúdos. Eis um excerto do contrato do meu ISP:

“Se utiliza software de partilha de ficheiros como o eMule ou Gnutella, ou se comunica pela Internet com softwares do tipo Messenger ou Skype, e ainda se é adepto dos jogos online, saiba que a utilização de Peer-to-Peer (P2P) entre clientes é totalmente grátis.”

O download é encorajado e incentivado pelo próprio prestador do serviço o que nos encaminha para a questão seguinte: quem é o culpado? A resposta é complexa mas poderei resumi-la ao facto de o poder da internet ter sido menosprezado pelo corporativismo.

O acesso à informação é uma arma poderosa e as empresas discográficas não estavam preparadas para esta “revolução”. A pirataria é uma consequência natural das exageradas margens de lucro. É uma hipocrisia o slogan “piracy kills music” dado que os artistas recebem muito pouco pela venda de cada álbum.

Aliás muito deles já se renderam ao mercado da internet e disponibilizam musicas para download nos seus websites. A “solução” do problema passa pela diminuição dos preços mas como tal não deverá acontecer preparem-se para a caça ás bruxas. Sugiro a consulta á legislação actual para mais informações.