Upload T.2

Após os eventos da primeira temporada, a relação entre Nathan e Nora sofre um gigantesco revés. O “sacrifício” de Ingrid tem o seu impacto em Nathan, que acaba por ceder e dar uma segunda oportunidade à sua ex-namorada.

Nora também é persuadida pelo seu Pai a juntar-se aos Ludds, um grupo que luta contra o enriquecimento digital, na tentativa de eliminar o Upload. É precisamente nesta comunidade que Nora conhece Matteo, dando início uma relação que vai alimentar a narrativa.

Confesso que a primeira metade desta temporada é fraca, com o foco em temas redundantes e que nada acrescentam ao desenvolvimento da história. No entanto, a segunda metade melhora significativamente, revelando pormenores relevantes acerca da morte de Nathan e lançando a premissa para a terceira temporada, que estará disponível no segundo semestre de 2023.

Na derradeira cena, somos confrontados com uma consequência da decisão tomada por Nathan e que nos deixa no habitual “impasse narrativo”. Diria que esta temporada vale sobretudo pelos episódios em que Aleesha, Luke e Ivan têem um papel mais activo.

Game Over, Man!

Alexx, Darren e Joel são um trio de amigos que trabalham na limpeza de quartos, num luxuoso hotel de Los Angeles. No entanto, aspiram a uma vida de riqueza, apostando em projetos tecnológicos que possam ser apoiados por investidores.

A narrativa é claramente inspirada no primeiro Die Hard, embora o objetivo passe por obter um resgate pelo Bei da Tunísia. Como é evidente, o trio de jovens acaba por, inadvertidamente, derrotar alguns dos terroristas, num misto de sorte e comédia, que é uma constante do longo do filme.

Há um excesso de piadas fáceis, que se perdem na pouca imaginação dos diálogos. Por outro lado, há um investimento nos cameos, com a introdução de Shaggy, Sugar Lyn Beard, Fred Armisen, Joel McHale, Flying Lotus, Steve-O, Donald Faison, Action Bronson, Chris Pontius, Mark Cuban. Jillian Bell, Chloe Bridges e King Bach, que nada acrescentam ao produto final.

Adicionalmente, são introduzidas cenas propositadamente violentas, numa tentativa de chocar o espectador, embora sem grande efeito prático. O elenco tem alguns actores reconhecidos, tais como Neal McDonough, Rhona Mitra, William Bruce Davis e Daniel Stern, mas falha redondamente no que diz respeito à narrativa.

Tenho muita dificuldade em recomendar este filme, mesmo para quem procura um projeto nonsense, dado que Game Over, Man! não consegue proporcionar diversão e sobretudo gargalhadas, ao longo dos 100 minutos de duração. A minha sugestão é investirem o vosso tempo em algo mais interessante, como por exemplo curling ou tinta a secar.

Mau
50%

Spawn T.1

Todd McFarlane é o criador de Spawn, uma das franquias mais icónicas no que diz respeito a banda desenhada, na minha modesta opinião. A adaptação televisiva ocorreu em 1997 e permanece disponível na HBO, o que me levou a revisitar esta série.

Ao longo de seis episódios, vamos conhecer a história do Tenente-Coronel Simmons, que trabalha para o Governo Americano, em missóes ultra-secretas. Tragicamente, acaba por ser traído por Chapel, um dos membros da sua equipa, que o assassina de uma forma brutal. Estão criadas as condições para um acordo entre Al Simmons e o Demónio Malebolgia, convertendo o primeiro num  HellSpawn, que é essencialmente um oficial do exército do Inferno,

Sem surpresa, nem tudo corre conforme o esperado, dado que Simmons regressa ä Terra cinco anos após a sua morte, para constatar que a sua esposa Wanda seguiu a sua vida, casando com o seu melhor amigo, Terry Fitzgerald. Adicionalmente, a sua memória foi apagada, restando apenas alguns flashbacks, que seráo lentamente eliminados com passar do tempo.

No entanto, uma série de eventos irá permitir que Al exerca a sua vingança, dando inicio ao seu afastamento das forças do mal. Esta série está muito bem conseguida, aliando uma narrativa forte a um excelente casting de vozes, em que sobressaem Keith David, Dominique Jennings, John Rafter Lee, Jennifer Jason Leigh e Michael Nicolosi.

Fica a minha forte recomendação, apesar de ser importante destacar a violência e intensidade desta fantástica série de animação, cujo público alvo é claramente acima dos 16 anos-