Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Spider-Man

Esta série é um reboot de Ultimate Spider-Man e narra as aventuras de Peter Parker, que é aceite na Horizon High, uma escola para jovens com talentos científicos. Contem com a habitual relação com Harry Osborn, assim como o aparecimento de grande parte dos vilões clássicos, com destaque para Doctor Octopus, Hammerhead, Kraven, Venom, Vulture, Scorpion, Sandman, Rhino e Green Goblin.

Max Modell, o criador da Horizon High, converte-se no mentor de Peter, que tem dificuldade em equilibrar a sua vida pessoal com a identidade secreta e que, inevitavelmente, irá ter repercussões severas na narrativa que vamos acompanhando.

A primeira temporada é focada maioritariamente em Doc Ock, com o soberbo arco narrativo associado a Spider Island, em que grande parte de Nova Iorque adquire os poderes do nosso super-herói. Miles Morales converte-se igualmente no aprendiz de Parker, que passa a contar com a ajuda de Spider Gwen e Spider-Girl.  E claro, tenho de mencionar a presença de Felicia Hardy, aka Black Cat.

A segunda temporada é claramente a minha favorita, que se baseia na obra de Dan Slott, apresentado-nos Superior Spider-Man, uma “versão alternativa” de Peter Parker. Existem episódios soberbos, que envolvem Miss Marvel, Iron Man e The Hulk mas o grande destaque vai para a Goblin War, que fecha esta temporada de forma absolutamente épica.

Se procuram uma série de animação que capte a essência de Spider-Man e Peter Parker , esta é uma escolha sólida. Os valores que vão sendo partilhados ao longo dos 51 episódios assentam na amizade, família, confiança e crescimento, o que faz todo o sentido para esta personagem icónica da Marvel.

Tomorrow War

Um dos meus dark horses para 2021 foi precisamente este filme, que devido ao cenário de pandemia, saiu diretamente no serviço de stream da Amazon. A narrativa assenta na necessidade de derrotar um inimigo extra-terrestre, os WhiteSpikes, que invadem o planeta em 2048.

O primeiro acto decorre em dezembro de 2022, em que tomamos conhecimento de Dan Forester Jr, um professor de biologia que é preterido para um projeto de investigação. Desiludido com o resultado, segue para casa, onde decorre uma festa de Natal, que é interrompida em choque com o aparecimento de humanos, que alegam ser do ano de 2050. Somos informados da invasão e da necessidade de enviar tropas para o futuro, na tentativa de evitar a extinção da Humanidade, que está reduzida a cerca de 500 mil sobreviventes.

Apesar de todos os esforços, as forças militares enviadas apresentam uma taxa de sobrevivência de 20% e, em pouco tempo, o Governo Mundial vê-se forçado a recrutar civis. Como expectável, Dan acaba por ser selecionado, dado que tem experiência militar e acaba por seguir para uma missão de sete dias. O habitual período de treino é interrompido abruptamente, sendo necessário realizar um salto temporal imprevisto, que corre terrivelmente mal.

Uma anomalia deixa a equipa de Dan em Miami, numa zona completamente infestada de WhiteSpikes, originando o primeiro grande momento de ação de Tomorrow War. Este ponto marca o início do segundo acto e tenho de enaltecer as excelentes cenas de ação , aliadas a uma boa interpretação de Chris Pratt, Sam Richardson e Yvonne Strahovski. Existem algumas falhas narrativas, que são compensadas por personagens interessantes e com as quais criamos uma ligação forte.

O filme não acrescenta algo de inovador ao género de ficção científica e tem alguns clichés típicos de Hollywood, mas cumpre a função de entretenimento, estando prevista uma sequela. Sem entrar em detalhes, o terceiro acto tem um final contido, embora abra alternativas que poderão ser utilizadas futuramente (eheh, foi propositado).

Mediano
71%

Trese

A obra filipina da autoria de Budjette Tan e Kajo Baldisimo foi adaptada para animação, com uma clara influência de anime. Ao longo de seis episódios, vamos conhecer Trese, uma mortal que protege a Humanidade do sobrenatural, com a ajuda dos irmãos Kambal e o Capitão Guerrero.

O primeiro episódio está relacionado com fantasmas e a necessidade de cumprir o seu caminho para o Além. Vamos conhecer os protagonistas e um pouco da sua história de origem. Somos igualmente apresentados aos líderes dos diversos clãs de sobrenatural, que aparentam ter uma agenda oculta, algo que irá ser investigado pela nossa heroína.

Trese tem um claro sentimento de culpa pela morte do seu Pai, por motivos que vão sendo lentamente revelados no decorrer da segunda metade desta temporada. Gosto particularmente do facto da série investir bastante no desenvolvimento de personagens, sustentada por uma narrativa sólida e que irá testar o nosso trio de heróis.

Contem com um ataque zombie à esquadra da polícia e atentados bombistas que visam iniciar a libertação de um poderoso demónio, denominado por Talagbusao.

Vou, como habitualmente, evitar os spoilers, mas recomendo vivamente esta série. A animação está muito bem conseguida, suportada por mitos e lendas urbanas muito interessantes. A narrativa apresenta alguns twists imprevistos e tem um final, que deixa em aberto a possibilidade de uma segunda temporada.

Trese é uma lufada de ar fresco e uma agradável surpresa, que recomendo sem hesitação.