Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Godzilla vs Kong

Cinco anos após a derrota de King Ghidorah, a Monarch continua o seu trabalho, monitorizando Kong, num habitat controlado. O primeiro acto apresenta-nos a Dra Ilene Andrews e a sua filha adoptiva, Jia, a última nativa dos Iwi, que consegue comunicar com Kong através de linguagem gestual.

Ficamos igualmente a conhecer Bernie Hayes, um funcionário da Apex Cybernetics, que tem uma teoria de conspiração que envolve as mais altas patentes da empresa e os Titans. Rapidamente, temos a primeira grande cena de ação do filme, com um ataque de Godzilla ás instalações da Apex, sem motivo aparente.

A última personagem principal a ser introduzida é Nathan Lind, um ex-cientista da Monarch, que tem uma teoria sobre a Terra Oca, lançando a possibilidade dos Titans serem provenientes  dessa zona do planeta. Após um encontro com o CEO da Apex, Walter Simmons, fica acordada uma expedição, que será suportada por HEAVs, que são essencialmente veículos capazes de suportar os campos magnéticos e gravitacionais necessários para o sucesso da missão.

Sinceramente, a narrativa é praticamente inexistente, complementada com extraordinárias cenas de ação e uma batalha final épica que vai opor Godzilla ao mais poderoso adversário até ao momento. Vou evitar entrar em pormenores excessivos, mas começamos por ter uma batalha directa entre Godzilla e Kong, para decidir o Alfa, algo que está visível nos trailers.

Parece-me importante destacar que a narrativa está igualmente dividida pela missão de Lind e da Dra Ilene Andrews ao centro da Terra, assim como a investigação de Bernie Hayes, que conta com a ajuda inesperada de Madison Russell e Josh Valentine.

A minha expectativa para este filme era baixa, o que talvez tenha ajudado a ultrapassar as (inúmeras)  falhas deste projeto. Para quem anseia unicamente por um blockbuster, esta é efetivamente uma boa escolha.

Os efeitos especiais são soberbos e as cenas com Kong e Godzilla valem a pena, mas tudo o resto é francamente mediano. Caso já tenham visto este filme, convido-vos a partilhar o feedback, de forma a iniciarmos um debate saudável sobre este tema.

Mediano
70%

The Spectacular Spider-Man

As últimas décadas estão repletas de séries de animação com qualidade acima da média. No que diz respeito a Spider-Man, esta é sem dúvida uma das minhas preferidas. Baseado no conteúdo criado por Stan Lee, Steve Ditko e John Romita Sr., esta adaptação de Greg Weisman e Victor Cook narra o quotidiano diário de Peter Parker, na Midtown Manhattan Magnet High School.

Os episódios iniciais da primeira temporada estão claramente direccionados para o desenvolvimento de personagens como Aunt May, Flash Thompson, Gwen Stacy e Harry Osborn. Paralelamente, Peter vai começando a lidar com os seus novos poderes, optando por tornar-se fotógrafo freelancer no Daily Bugle, que é gerido por J. Jonah Jameson, um editor obcecado em descobrir a identidade secreta do jovem super-herói.

No que diz respeito a vilões, contem inicialmente, com aparições de The Enforcers, Chameleon, Vulture, Electro, Doctor Octopus, Sandman e Rhino, que trabalham para o sindicato do crime, liderado pelo misterioso Tombstone. O seu braço direito é Hammerhead, que recorre à Oscorp Industries para distribuir super habilidades  a vários dos elementos da lista acima indicada, com o objetivo de distrair o nosso herói dos seus verdadeiros planos.

Peter e Gwen vão trabalhar como assistentes de laboratório para a universidade de Empire State, com o objetivo de auxiliar o Dr Curt Connors, criando o arco narrativo associado a Lizard. O seu braço direito é Eddie Brock, amigo de infância de Peter, que será igualmente relevante, sobretudo na segunda temporada, com a ligação ao simbionte Venom.

O que mais aprecio nesta série é a constante dificuldade de Peter em lidar com a sua vida pessoal, sendo sistematicamente forçado a dar prioridade à sua vida secreta, o que afeta profundamente a sua relação pessoal com Gwen Stacy e mais tarde, Liz Allan e Mary Jane.

Apesar da segunda temporada ser focada na batalha entre Spider-Man e Venom, temos a inserção de personagens como Captain Jupiter e Kraven, o meu vilão preferido. Black Cat regressa igualmente, para um episódio relevante, que irá lançar a premissa para os derradeiros episódios, que vão opor todas as facções criminosas ao nosso jovem herói.

The Spectacular Spider-Man é uma excelente série de animação, que retira muita inspiração da BD e que conta com uma excelente escolha de vozes. Infelizmente, a terceira temporada foi cancelada, por questões legais entre a Sony e a Disney. Mantenho no entanto a minha recomendação, dado que existe uma conclusão para a narrativa, apesar de terminar nalguns impasses, sobretudo no que diz respeito ao Green Goblin e a relação amorosa de Peter.

Mortal Kombat

A adaptação cinematográfica dos anos 90 resultou em dois filmes pouco memoráveis, coincidindo com a falência da Midway. Essa infeliz conjugação de eventos deixou a franchise num hiato, no que diz respeito à sétima arte, mas permitiu a sua consolidação no reino dos videojogos.

O ano passado foi lançado o filme de animação, Scorpion´s Revenge, que se revelou uma agradável surpresa, abrindo caminho para o projeto live action. É notória a convergência de ideias, sobretudo no que diz respeito à história de Hanzo Hasashi, que é assassinado por Bi-Han, do clã Lin Kuei.

O primeiro acto apresenta-nos as principais personagens da narrativa, separando claramente vilões e heróis. Contem por isso com os clássicos Rayden, Shang Tsung, Sonya Blade, Jax, Kung Lao, Mileena, Cabal, Kano e Goro, assim como a adição de Cole Young, que foi criado especificamente para este filme.

Vou evitar, como habitualmente, os spoilers, mas posso adiantar que há muito fan service e frases específicas dos jogos ao longo dos 110 minutos. A premissa é a habitual: a Terra (Earthrealm) perdeu 9 torneios consecutivos, estando à mercê da invasão de Shang Tsung caso some mais uma derrota. O Deus responsável pela Terra, Lord Rayden, vê-se forçado a recorrer a um improvável grupo de heróis, treinando-os para encontrar o seu poder oculto (arcana).

Vamos lentamente tomando conhecimento do lore de Mortal Kombat, com a explicação dos motivos que levam à escolha dos heróis para o torneio. Adicionalmente, vamos aprofundar a ligação de Cole a Hanzo Hasashi e acompanhar a forma como os diversos heróis vão superar os seus fantasmas e aprender a trabalhar em equipa, para travar os planos de escravidão da Humanidade.

As cenas de ação estão bem coreografadas e, no geral, o universo de Mortal Kombat é retratado de forma competente. Gostaria de ter visto mais detalhe acerca do NetherRealm mas, tendo em conta o desfecho, diria que teremos essa oportunidade numa sequela, algo que ainda está pendente de confirmação.

Para terminar, diria que este filme é claramente direcionado a fãs da franchise, apresentando uma visão interessante do universo. É curiosa a decisão da narrativa não ser focada no torneio, mas sim numa tentativa  de “batota” por parte de Shang Tsung. O filme não tem uma cena pós-créditos, mas faz uma alusão clara a uma das personagens mais icónicas de Mortal Kombat.

Mediano
72%