Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Invincible T.1

Robert Kirkman é normalmente reconhecido pelo seu trabalho em The Walking Dead, embora tenha associado o seu nome a outros projetos de elevada qualidade. Recentemente, a Amazon Video adquiriu os direitos para uma série de animação, que diz respeito ao universo de Invincible.

Mark é um jovem adolescente, filho de Nolan Grayson, um famoso escritor, cuja identidade secreta é Omni-Man, um poderoso extra-terrestre, do Planeta Viltrum. Poucos dias após celebrar o seu décimo sétimo aniversário, Mark obtém os poderes do seu pai, iniciando o processo de se converter no próximo defensor do Planeta Terra.

Os primeiros episódios focam-se precisamente na evolução dos seus poderes, aliado às habituais inseguranças de um adolescente. Mark é terrivelmente ingénuo e vai aprender da forma mais dolorosa as escolhas impossíveis de um super-herói. Adicionalmente, a narrativa segue numa direção inesperada, mostrando uma faceta oculta de Nolan Grayson, que levará a um confronto brutal com o seu filho no desfecho da primeira temporada.

Nos primeiros oito episódios, somos apresentados à Global Defense Agency, uma organização liderada por Cecil Stedman, responsável por gerir as equipas de super-heróis, com destaque para os Guardians of the Globe e os Teen Team. No que diz respeito a vilões, os Mauler Twins são o principal foco da narrativa, por motivos que irei manter no anonimato (sem spoilers, recordados?).

Invincible é uma série deliciosamente violenta, que não tem pudor em demonstrar o que seria a realidade caso existissem super-heróis. Contem com incontáveis danos colaterais e decisões completamente desprovidas de empatia. O enredo é repleto de imprevistos e mudanças drásticas, mas consegue cativar-nos e envolver-nos no drama emocional que se cria em redor da família Grayson.

Destaque para o fabuloso casting, com destaque para nomes como Steven Yeun, Walter Goggins, Zachary Quinto, Mark Hamill, Zazie Beetz, Clancy Brown e J.K. Simmons. Tenho tido a oportunidade de recomendar várias séries de animação, mas neste momento estou tentado a considerar Invincible como a cereja no topo do bolo. Claramente, a não perder!

Silver Surfer Black

Donny Cates tem feito um trabalho incrível a nível criativo, com elevado foco no Universo Cósmico da Marvel. Como tal, e na minha opinião, nada podia ser mais apropriado do que confiar-lhe a narrativa que explica precisamente essa origem.

As primeiras páginas recordam os eventos que transformaram Norrin Radd para sempre, convertendo-o no arauto de Galactus. Rapidamente, a narrativa volta ao presente, com a luta pela sobrevivência de diversos heróis cósmicos, que foram absorvidos por um buraco negro, da autoria da Black Order. Silver Surfer usa o seu poder cósmico para abrir uma fenda no espaço/tempo, conseguindo salvar vários desses heróis.

As suas ações não o impedem de sucumbir ao abismo, por onde vagueia durante período indeterminado. Eventualmente, o seu poder regenerativo permite-lhe recuperar a forma corpórea, constatando que regrediu milhões de anos no passado, numa era em que as estrelas ainda estão a nascer.

No limiar do Universo, encontra um planeta, repleto de escuridão e morte, onde é atacado por uma série de guardiões. Apesar de debilitado, acaba por derrotar os atacantes, invocando a luz de uma estrela. Toda a escuridão do planeta é consumida, revelando rios, montanhas e um ecossistema rico, mas rapidamente se forma um portal, que projeta o nosso herói para a presença de Knull, o Deus dos Symbiotes (sim, simbiontes como Venom e Carnage).

Como é evidente, Knull pretende absorver a luz de Silver Surfer, convertendo-o num dos seus guerreiros. A batalha é relativamente curta e graças a uma manobra de diversão, o nosso herói consegue fugir, tendo perfeita noção que se encontra demasiado debilitado para conseguir emergir como vencedor.

As páginas seguintes ilustram o cruzar de caminho com Ego, o planeta vivo, numa Era em que ainda é benigno, sendo fundamental a sua intervenção para o desfecho da narrativa. Há um constante desafio ás convicções de Silver Surfer, que, apesar da possibilidade de anular a sua ligação a Galactus, opta por aceitar a necessidade de equilíbrio cósmico.

Existem batalhas que nunca poderão ser ganhas mas é fundamental manter a esperança e combater a escuridão com a luz. Essa é a premissa fundamental desta narrativa, que termina com um momento extraordinário, que envolve a criação de Zenn-La e a redenção de Silver Surfer enquanto agente da morte.

Fica a promessa de manter o desfecho final em segredo, mas recomendo vivamente que adquiram a edição Treasury desta saga de cinco capítulos.

Estamos, sem dúvida, perante uma obra de referência de Donny Cates, que é complementada com a extraordinária arte gráfica de Tradd Moore e a deslumbrante palete de cor de Dave Stewart.

Star Trek: Discovery T.3

Após os eventos da segunda temporada, a tripulação viaja até ao ano 3188, para constatar que a Federação perdeu grande parte da sua identidade, devido a um estranho evento apelidado como “The Burn”, em que grande parte do dílitio foi destruído.

Os primeiros dois episódios mostram a viagem solitária de Michael Burnham, que trava conhecimento com Book, um estafeta que transporta “mercadoria sensível. Ao longos dos episódios iniciais, é interessante a interação da equipa com a nova tecnologia, assim como a busca pelo último reduto da Federação.

O motor de esporos da Discovery é uma mais valia incrível neste universo, dado que não utiliza dilítio, que se converteu num  material cada vez mais escasso. Vou evitar entrar em demasiado pormenor, mas posso adiantar que vão existir algumas adições à equipa e que a Discovery consegue encontrar a fação sobrevivente da Starfleet, que é liderada pelo Comandante Charles Vance.

Tendo em conta o universo expandido e o lançamento de uma nova série, existe uma saída que, na minha opinião, retira qualidade à narrativa embora, no global, a segunda metade desta temporada seja francamente melhor que a inicial.

A temporada termina com vários cenários em aberto mas converte finalmente Michael Burnham na nova capitã da Discovery. Estou francamente curioso para saber qual será a narrativa escolhida para a quarta temporada, que já se encontra confirmada.

No global, esta temporada tem os seus momentos, elevando claramente a qualidade nos derradeiros três, quatro episódios. Mas, na minha opinião, continua a faltar algo para que Discovery dê o salto warp para o patamar de TNG.