Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

James May´s Toy Stories

É mais conhecido por Captain Slow, mas James May tem outros projectos para além de apresentar o Top Gear. Esta série de 2009 leva-nos de volta ao passado, mais concretamente ao período em que não existiam consolas e o entretenimento era proporcionado por actividades mais arcaicas.

Toy Stories tem apenas uma temporada, repartida em seis episódios dedicados a aviões, plasticina, lego, meccano, pistas de carros e comboios. Já consegui a vossa atenção?

Essencialmente em cada episódio são criados projectos em formato de escala real, com a participação da população local e que culminam em sucessos épicos. Confesso que gostei imenso desta série, que recomendo a todos os saudosistas da década de 80.

Ficamos igualmente a conhecer o outro lado de James May, com apontamentos cómicos e de humor verdadeiramente britânico. Cada episódio tem a duração aproximada de 50 minutos, que decorrem a um ritmo frenético, mas de forma simples e cativante.

Considero a criação da casa de LEGO o auge do programa e espero que sigam este meu conselho. Como habitualmente, fico a aguardar o vosso feedback sobre este tema.

Rango

Johnny Depp dá a voz a Rango, um camaleão “doméstico” que se perde no deserto de Mojave. A sua aventura vai levá-lo a um cidade perdida no tempo (Dirt), que atravessa um misterioso período de seca. Fruto da sua imaginação e capacidade de “inventar histórias”, Rango acaba por se tornar no xerife da cidade, assumindo a responsabilidade de desvendar este mistério.

Para o auxiliar, conta com a preciosa ajuda dos habitantes locais, com destaque para Priscilla, Beans e Roadkill. Os perigos são constantes e os inimigos acumulam-se, o que torna a tarefa do nosso “herói” ingrata. Será possível que sobreviva ás investidas dos predadores naturais ou sucumbirá ás mãos de Rattlesnake Jake, o fora de lei deste western animado?

Em primeiro lugar, é uma lufada de ar fresco ver um filme sem 3D, tendo ficado novamente comprovado que essa tecnologia é uma “gimmick” para aumentar os resultados de bilheteira. Estamos sem dúvida perante um western (adorei o pormenor do “Espírito” do Oeste), que tem os seus momentos cómicos, aliados a excelentes cenas de acção. Não destrona Despicable Me, que na minha opinião continua a ser o melhor filme de animação dos últimos 6 meses, mas proporciona 107 minutos de entretenimento.

As personagens são bem mais densas do que estaríamos à espera num filme do género, mas a simbiose funciona muito bem. O desenvolvimento de Rango é evidente desde a primeira cena até ao derradeiro frame e a interacção com as restantes personagens é excelente.

Aliás, por breves instantes quase que nos esquecemos que estamos a ver um filme de animação. Penso que esse é o maior elogio que posso fazer a Johnny Depp, perdão Rango.