Rango

Johnny Depp dá a voz a Rango, um camaleão “doméstico” que se perde no deserto de Mojave. A sua aventura vai levá-lo a um cidade perdida no tempo (Dirt), que atravessa um misterioso período de seca. Fruto da sua imaginação e capacidade de “inventar histórias”, Rango acaba por se tornar no xerife da cidade, assumindo a responsabilidade de desvendar este mistério.

Para o auxiliar, conta com a preciosa ajuda dos habitantes locais, com destaque para Priscilla, Beans e Roadkill. Os perigos são constantes e os inimigos acumulam-se, o que torna a tarefa do nosso “herói” ingrata. Será possível que sobreviva ás investidas dos predadores naturais ou sucumbirá ás mãos de Rattlesnake Jake, o fora de lei deste western animado?

Em primeiro lugar, é uma lufada de ar fresco ver um filme sem 3D, tendo ficado novamente comprovado que essa tecnologia é uma “gimmick” para aumentar os resultados de bilheteira. Estamos sem dúvida perante um western (adorei o pormenor do “Espírito” do Oeste), que tem os seus momentos cómicos, aliados a excelentes cenas de acção. Não destrona Despicable Me, que na minha opinião continua a ser o melhor filme de animação dos últimos 6 meses, mas proporciona 107 minutos de entretenimento.

As personagens são bem mais densas do que estaríamos à espera num filme do género, mas a simbiose funciona muito bem. O desenvolvimento de Rango é evidente desde a primeira cena até ao derradeiro frame e a interacção com as restantes personagens é excelente.

Aliás, por breves instantes quase que nos esquecemos que estamos a ver um filme de animação. Penso que esse é o maior elogio que posso fazer a Johnny Depp, perdão Rango.

Pirates of the Caribbean: At World´s End

Eis que chega ao fim a saga dos Piratas embora tudo tenha ficado em aberto e francamente não me surpreenderia se Johnny Depp e companhia regressassem para mais aventuras.

At World´s End retoma a timeline do seu predecessor , em que a tripulação do Black Pearl vai ter de salvar o Capitão Sparrow do terrível castigo imposto por Davy Jones. A partir desse momento, uma série de acontecimentos culmina numa batalha final entre os Piratas e a East India Trading Company, que tem como aliado o navio The Flying Dutchman.

Pelo meio, vai ser apresentada a verdadeira história de Davey Jones e Calipso. Como filme, considero este terceiro episódio superior a Dead Man´s Chest, com mais acção, excelentes momentos de humor e claro, a fantástica personagem de Jack Sparrow. Nota para a participação de Keith Richards e para os extraordinários efeitos especiais.

Em suma, esta “trilogia” termina com relativa qualidade e as três horas de filme, apesar de parecerem excessivas, decorrem com grande fluidez.

Pirates of the Caribbean: Dead Man´s Chest

Há algum tempo que aguardava ansiosamente pelo regresso das aventuras do Capitão Jack Sparrow, pelo que este era mesmo um filme a não perder. Tem a vantagem de manter todas as estrelas do seu predecessor, contudo perde no facto de ser a primeira parte de uma sequela, pelo que teremos que aguardar por 2007 , altura em que sairá At World´s End.

Apesar do mega resultado em termos de bilheteira, considero esta primeira parte mais fraca do que original. Entramos num mundo mais dark e substancialmente mais direccionado para o fantástico. Somos “bombardeados” com informação referente ás personagens e efeitos especiais de muita qualidade, que são no entanto insuficientes para atingir o patamar do primeiro filme.

Para terminar, há que destacar (mais) uma excelente interpretação de Johnny Depp e sugerir que aguardem pelos créditos finais dado que há uma cena escondida.