The Harder They Fall

O primeiro acto introduz a origem de Nat Love, que aos onze anos de idade é testemunha do assassinato dos seus pais, ás mãos de Rufus Buck. Após este evento marcante, Nat jura vingança, convertendo-se num fora da lei, que apenas rouba bandos de ladrões.

A narrativa avança vinte anos, apresentando a equipa de Nat, mais especificamente Bill Picket e Jim Beckwourth, que roubam 25.000 dólares ao Crimson Hood, que tem ligações ao bando de Buck. Assistimos igualmente ao resgate de Rufus, que vai ser transferido para a Prisão de Yuma. O método utilizado para essa operação é invulgar, apresentando os pontos fortes da sua equipa, liderada por Trudy Smith e Cherokee Bill, lançando igualmente a premissa para os eventos do segundo acto.

Este filme retira inspiração clara do estilo de Quentin Tarantino, com ênfase na música utilizada e no diálogo, que serve de suporte para o desenvolvimento das personagens e da história. Cada um dos bandos tem o seu antagonista, culminando numa batalha épica no derradeiro acto, em que vão ser reveladas ligações improváveis entre alguns elementos.

O elenco (de luxo) é composto por Jonathan Majors, Idris Elba, Zazie Beetz, Regina King, Delroy Lindo e Deon Cole, garantindo 139 minutos de diversão. Sou um adepto de western e esta abordagem moderna é agradável, embora não chegue ao nível de Hateful Eight, por exemplo.

Como sabem, não partilho spoilers mas existem alguns elementos da narrativa que são previsíveis, mas que são minimizados pelas cenas de ação e a tensão existente nos embates que ocorrem entre os elementos de ambos os bandos.

No entanto, se procuram um western e são fãs do género, The Harder They Fall é sem dúvida uma excelente escolha.

Mediano
70%

Luckslinger Ep.9

Os mais atentos vão rapidamente compreender que este episódio avançou na história. Tal ficou a dever-se a um ficheiro corrompido, que me impediu de partilhar convosco a batalha com o vilão anterior. Por esse motivo, apresento as minhas sinceras desculpas.

Mas adiante, desta vez, vou em busca de mais uma recompensa, numa aventura repleta de candeeiros, trampolins e barris!

Django Unchained

O mestre Tarantino está de volta, desta vez com um spaghetti-western que aborda um tema quente nos EUA: a escravatura. O filme causou reacções violentas, com Spike Lee a insurgir-se e a propor o boicote da comunidade negra, o que me parece um perfeito absurdo. Django é uma verdadeira experiência, com humor e cenas gore ao bom estilo de Tarantino. A escravatura é abordada de forma cómica por vezes mas de uma forma séria e sem faltar ao respeito a várias gerações que foram vítima dessa mentalidade abominável.

Dito isto, é conveniente realçar que Django é um “filmaço”, mantendo a qualidade habitual nos projectos de Tarantino. Os diálogos são verdadeiramente ÉPICOS, com destaque para a prestação de Christoph Waltz, Samuel L Jackson e DiCaprio. A banda sonora do filme é soberba, com música de Ennio Morricone e claro RAP… sim temos música RAP durante um western. O facto de Django ter praticamente 180 minutos começou por me preocupar mas a narrativa é fluida, repleta de momentos gore e aquele sentido de humor que apenas conseguimos encontrar nos filmes de Tarantino. Foi frequente rir-me de piadas racistas (a personagem de Stephen), o que não deixa de ser curioso num filme que é passado no Sul dos EUA, com destaque para as plantações de escravos e lutas até à morte (Mandingo).

Um pouco à semelhança de Kill Bill este não é um filme que agrade ás massas, embora esteja a ser muito bem recebido pela crítica. Mas para quem gosta de bom cinema Django é uma escolha óbvia. Recomendo o filme sem qualquer hesitação e tenho a certeza que irei adicioná-lo à minha colecção no futuro próximo.

E aquele momento cómico de Don Johnson antes do ataque à caravana? Simplesmente memorável… (estou a evitar spoilers). Vão ver este filme por favor. É tudo!