Dandadan T.1

Por vezes, surgem aqueles conceitos completamente fora da caixa que se revelam absolutamente brilhantes. Diria que esta é melhor forma de explicar o quão épico é Dandadan.

Yukinobu Tatsu é o criador da manga, que recebeu esta adaptação em formato anime, que se encontra disponível em território nacional via Netflix.

A premissa assenta numa amizade improvável entre Momo Ayase e Okarun. A primeira é uma rapariga popular na escola, que acabou um namoro e Okarun é o típico introvertido, que sofre bullying e é apaixonado por lendas urbanas e extra-terrestres.

Ambos acabam por desafiar-se, dado que Momo não acredita em extra-terrestres e Okaru considera inconcebível a existência de fantasmas. Assim sendo, concordam em passar a noite num local assombrado por fantasmas e numa área conhecida por actividade alienígena.

Escusado será dizer que tudo vai correr terrivelmente mal. Momo Ayase vai ser atacada pelos Serpo, que pretendem realizar experiências e Momo é possuído por Turbo Granny, um espírito que pretende os seus orgãos genitais.

Sem revelar pormenores, este é o ponto de partida para uma aventura épica. Ao longo de 12 episódios, vamos assistir ao desenvolvimento da sua relação, assim como da criação de uma família composta por novos aliados e antigos inimigos.

O humor é uma constante, aliado a cenas de acção completamente ridículas mas que funcionam, dentro deste universo disfuncional e absolutamente épico.

Dandadan apanhou-me completamente de surpresa e captou a minha atenção.

E vão três meses de 2026…

Este ano arrancou com muita vontade da minha parte em cumprir algumas das resoluções que defini no final de 2025. Como tal, este primeiro trimestre ficou marcado por muito investimento de tempo em actividades que me trazem imensa satisfação.

Tomei a decisão de partilhar um artigo em que nomeio os objetivos cumpridos no trimestre anterior. O propósito é simples: documentar e partilhar projectos que podem vir a ser do vosso interesse.

No que diz respeito a videojogos, terminei Alentejo: The Tinto and the Ugly, que terá um terceiro jogo na calha. A Loading Studios está de parabéns, dado que este projecto nacional é uma ode aos (longínquos) tempos do Gameboy e com doses épicas de saudosismo!

A Nintendo Switch continua a ser uma plataforma de eleição e concluí o primeiro jogo da trilogia Cat Quest, um open world 2D, que se revelou um RPG de boa qualidade. Nesta aventura, controlamos um herói sem nome, que vai explorar o mapa de Felingard, com o objetivo de salvar a sua irmã e descobrir a sua ligação aos Dragonblood. Foi uma experiência interessante, que irei partilhar em maior detalhe, num artigo futuro.

Para concluir a temática dos videojogos, concluí a campanha de Diablo 4, após cerca de 48 horas. Foi, sem dúvida, uma experiência incrível, que recomendo sem hesitação. Estou a contemplar se devo investir em Lord of Hatred, o novo DLC que será lançado este mês.

A outra aposta para 2026 são os animes, mais especificamente a conclusão de algumas séries que sigo há algum tempo. Assim sendo, concluí a terceira temporada de One Punch Man, a segunda de Doctor Stone e Shangri-La Frontier e Darling in the Franxxx, que se revelou uma agradável surpresa.

Com a aquisição do Kobo, o meu backlog de manga está a sofrer uma redução significativa. Durante estes primeiros meses, concluí Black Torch, Gantz, Leviathan, Blame e Planetes. Podem facilmente constatar que existe um padrão, dado que apostei bastante no género de ficção científica, algo que deverá mudar drasticamente para o trimestre seguinte.

Para concluir este artigo, apenas mencionar as duas séries que terminei: Eyes of Wakanda e a segunda temporada de Tomb Raider. Ao longo das próximas semanas, podem ler os artigos específicos sobre todas estas experiências. Estou francamente satisfeito com a minha progressão, embora deva alertar que vou claramente diminuir o ritmo, dado que estou a investir em livros de maior dimensão e a concluir séries que fazem parte do meu backlog.

Numa nota paralela, quero apenas fazer uma curta homenagem a Scott Adams e Dan Simmons, que nos deixaram este ano. As suas obras perduram e fica sem dúvida a recomendação para as (re)descobrirem.

Boa Páscoa a todos!

Shangri La Frontier T.1

Toshiyuki Kubooka é o responsável por este anime, que se baseia na manga criada por Katarina. Ao longo de 25 episódios, vamos acompanhar as aventuras de Rakuro Hizutome, um jovem que adora explorar jogos com bugs, precisamente pelo seu nível de dificuldade.

A narrativa decorre numa era em que os títulos de realidade virtual se converteram na norma, relegando todos os restantes formatos para uma simples memória do passado. No decorrer das suas férias escolares, Rakuro opta por dar uma oportunidade a Shangri-La Frontier, um videojogo extremamente popular, com 30 milhões de utilizadores. Apesar desta decisão ir contra todos os seus instintos, a busca por um desafio acaba por ser o factor decisivo, dando início a uma aventura épica.

Habituado a lidar com glitches e videojogos inacabados, o nosso protagonista tem dificuldade em lidar com este mundo polido, em que tudo funciona perfeitamente, sendo essa parte do encanto desta série. A escolha do seu avatar (Sunraku) é igualmente peculiar, dado que prioritiza as habilidades em detrimento do aspecto, resultando numa personagem em tronco nú, com uma máscara de pássaro. Shangri-La Frontier tem uma componente cómica, embora narre as aventuras de Sunraku, que irá formar uma aliança com Psyger-0, Arthur Pencilgon e Oikatzo, no sentido de desvendar os inúmeros mistérios deste jogo verdadeiramente único.

A narrativa retira clara inspiracão do género RPG, delineando eventos e missões que devem ser terminadas numa determinada ordem, para desbloquear novas áreas ou items. Nos primeiros episódios somos introduzidos a Lycagon the Nightslayer, uma entidade mítica que irá estabelecer uma ligacão com Sunraku. Sem partilhar demasiada informação, adianto que essa premissa será relevante para todos os eventos da primeira temporada, que terminam com a batalha épica com Wethermon the Tombguard.

Para quem é fã de videojogos, esta é, sem dúvida, uma série fantástica, repleta de referências e com uma atenção ao pormenor digna de registo. Os Vorpal (Emul,Vysache e Bilac) convertem-se em aliados fundamentais para Sunraku, em diversas fases, contribuindo para o seu treino, desenvolvimento e criação de armas. A primeira temporada termina com uma proposta do Professor, que oferece ajuda na batalha com Lycagon, em troca de informação que permita descobrir o verdadeiro significado do mundo de Shangri-La Frontier.

Confesso que este anime foi uma agradável surpresa, o que me deixa entusiasmado para a segunda temporada. E como não poderia deixar de ser, conta com o selo de recomendação do Portal Pessoal.