Dandadan T.2

Após um início auspicioso, a minha expectativa era elevada e confesso não ter ficado desapontado. A temporada arranca com a introdução da família Kito, que tem uma estranha ligação a Tsuchinoko, uma criatura que faz parte do folclore nipónico.

Com o auxílio de Jiji e Okarun, Momo vai tentar desvendar este mistério, que se revela fulcral para a narrativa desta segunda temporada. Sem revelar pormenores, Jiji vai converter-se num repositório humano para Evil Eye, um espírito poderoso que pretende destruir a Humanidade.

Após uma batalha épica, em que temos a intervenção de Mantis Shrimp, Seiko e Taro, a equipa regressa a casa, com o objetivo de libertar Jiji da influência desta entidade.

Como é apanágio, o humor é uma constante, bem complementado pela evolução da relação entre Momo e Okarun, introduzindo uma dinâmica diferente para a segunda metade da temporada.

Segue-se uma tentativa de exorcismo e o início do treino de Okarun, que tem em Turbo Granny a sua mentora. Estes dois episódios, são, na minha opinião, os melhores desta temporada, que consegue ser superior à original.

Nos derradeiros episódios, temos a introdução de Kinta, um otaku que tenta compreender o motivo pelo qual Okarun é tão popular com o sexo oposto. Escusado será dizer que as suas interações são hilariantes, convertendo esta personagem numa espécie de comedy relief.

O último episódio conclui com a vitória da nossa equipa, que consegue derrotar um Kaiju. Ficamos a saber que a criatura era controlada por uma jovem, que beija Okarun. deixando Momo à beira de um ataque de nervos.

Dandadan, no papel, tem tudo para ser um desastre, mas consegue ser um dos animes mais surpreendentes de 2025. Recomendo igualmente a manga, que vai no volume 16 à data de publicação deste artigo.

Dandadan T.1

Por vezes, surgem aqueles conceitos completamente fora da caixa que se revelam absolutamente brilhantes. Diria que esta é melhor forma de explicar o quão épico é Dandadan.

Yukinobu Tatsu é o criador da manga, que recebeu esta adaptação em formato anime, que se encontra disponível em território nacional via Netflix.

A premissa assenta numa amizade improvável entre Momo Ayase e Okarun. A primeira é uma rapariga popular na escola, que acabou um namoro e Okarun é o típico introvertido, que sofre bullying e é apaixonado por lendas urbanas e extra-terrestres.

Ambos acabam por desafiar-se, dado que Momo não acredita em extra-terrestres e Okaru considera inconcebível a existência de fantasmas. Assim sendo, concordam em passar a noite num local assombrado por fantasmas e numa área conhecida por actividade alienígena.

Escusado será dizer que tudo vai correr terrivelmente mal. Momo Ayase vai ser atacada pelos Serpo, que pretendem realizar experiências e Momo é possuído por Turbo Granny, um espírito que pretende os seus orgãos genitais.

Sem revelar pormenores, este é o ponto de partida para uma aventura épica. Ao longo de 12 episódios, vamos assistir ao desenvolvimento da sua relação, assim como da criação de uma família composta por novos aliados e antigos inimigos.

O humor é uma constante, aliado a cenas de acção completamente ridículas mas que funcionam, dentro deste universo disfuncional e absolutamente épico.

Dandadan apanhou-me completamente de surpresa e captou a minha atenção.

Vampire in the Garden

Vanpaia in za Gāden é um anime da Wit Studios, que retrata um futuro distópico, em que os sobreviventes humanos lutam pela sobrevivência, em cidades fortificadas com luz. O primeiro episódio tem início com um ataque a uma estrutura, que alberga vampiros. Um dos soldados, Momo, é incapaz de matar um jovem vampiro, sendo resgatada por Mirena, que recupera uma caixa de música.

O conflito entre as duas facções é longo e para além de dizimar os recursos, gerou o desespero. Nas cidades humanas, a música foi banida, devido à sensibilidade auditiva do inimigos e do lado dos vampiros, foi sintetizada uma droga que aumenta os seus poderes, a um custo fatal. Sem entrar em pormenores, a narrativa assenta na amizade  entre Momo e Fine, a Rainha dos Vampiros, que aspira viver em harmonia com os humanos.

Ao longo de 5 episódios, vamos explorar essa premissa, num contexto de romance, que tem muita violência e fanatismo associado. As assimetrias entre ambos os mundos são narradas de forma quase perfeita, descrevendo a ausência de valores e a necessidade de derrotar o inimigo a todo o custo. A relação entre Momo e Fine complementa precisamente essa componente, oferecendo uma perspectiva sentimental e a busca de algo que chega a roçar o utópico.

Fiquei agradavelmente surpreendido com este projeto, que recomendo sem hesitação para quem procura algo diferente e que se destaque pela qualidade narrativa. Em território nacional, Vampire in the Garden encontra-se disponível via Netflix.