Highschool of the Dead T.1

Este anime é baseado na manga de Daisuke Satō e conta a história de sobrevivência dum grupo de jovens, após uma epidemia zombie. A narrativa tem início na escola de Fujimi, que é atacada por uma horda de infectados. É nesta fase que somos apresentados a Rei Miyamoto e Takashi Komuro, que se vê forçado a matar o seu melhor amigo Hisashi, após este ter sido mordido.

Segue-se uma luta frenética, com o intuito de abandonar a escola, que irá juntar o resto do grupo, mais concretamente os alunos Saeko Busujima, Saya Takagi, Kohta Hirano e a enfermeira Shizuka Marikawa. Há uma clara tentativa de aligeirar o tom da série, com humor tipicamente nipónico, aliado a uma sexualidade que chega a roçar o erótico nalgumas cenas.

HOTD vai apelar apenas a um público alvo muito específico mas, no geral, consegue captar a atenção, sobretudo com as lutas épicas e as formas desproporcionadas das heroínas femininas. Existem inúmeros clichés, que aliados a alguns episódios menos conseguidos podem retirar alguma força ao binge watching mas a inclusão de Alice Maresato consegue reavivar a narrativa, dado que responsabiliza a equipa e os foca na missão de chegar à residência de Saya Takagi.

Os últimos quatro episódios são muito interessantes, deixando um final em aberto e que um dia pode vir a ser explorado, face ao seu claro potencial. Tanto quanto tenho conhecimento, não existem planos para uma segunda temporada, embora tenha sido lançado uma OVA em 2011.

Caso tenham Netflix, sugiro que invistam algum tempo nesta série e que partilhem o vosso feedback.

Cyborg 009: Call of Justice

A manga criada por Shotaro Ishinomori foi publicada entre 1964 e 1981, criando uma legião de fãs considerável. Para celebrar o quinquagésimo aniversário, a Ishimori Productions e a TOHO Animation criaram um filme em 3D, com a designação de Call of Justice.

A narrativa assenta na premissa que os nossos heróis se retiraram do activo, tentando levar uma vida normal e pacata, algures no Texas, longe dos conflitos e esquemas da ONU. No entanto, tudo vai mudar após receberem a visita de Lucy Davenport, uma jornalista que aparenta saber a verdadeira identidade da equipa e que pretende ajuda para expor os Blessed, uma suposta facção de seres imortais, dotados de poderes e intelecto superior.

Dá-se início a uma série de hostilidades, em que conhecemos o primeiro elemento dos Blessed, que tem o poder de dominar os elementos, criando tempestades e utilizando relâmpagos como forma de ataque. Vamos ter diversas batalhas épicas, em que a equipa tenta evitar que esta raça de imortais consiga apagar a memória de toda a Humanidade, numa tentativa de reiniciar a civilização como a conhecemos.

O mentor dos Cyborg é o Dr Isaac Gilmore, que dotou a equipa de poderes especiais, que vão desde a camuflagem, passando pela capacidade de correr e voar a uma velocidade supersónica e terminando na telepatia. A batalha contra os Blessed será sem dúvida complexa e repleta de surpresas, sendo necessário a utilização de novas habilidades para derrotar os poderosos adversários, sobretudo quando percebemos que se se infiltraram em praticamente todas as esferas de influência, controlando os Guardians, a força militar da ONU.

O filme está disponível via Netflix, embora tenha sido convertido numa série de doze episódios, com 25 minutos aproximadamente. No geral, gostei de Call of Justice, embora esteja longe de deslumbrar. Mas se gostam do original, acredito que vão ficar satisfeitos com este projecto, que tem um look diferente do anime, precisamente pelo 3D presente. Convido-vos a investir algumas horas e a partilhar a vossa opinião.

One Punch Man T.1

Num planeta semelhante à Terra, vamos acompanhar a viagem de Saitama, um herói que possui uma força sobre-humana. Começamos por tomar conhecimento da sua história, com alguns flashbacks, que são absolutamente geniais. A cidade Z é o pano de fundo para a narrativa, sendo interessante perceber a sua busca por um adversário capaz de desafiar o seu poder.

Aliás, como podem perceber pelo nome, o nosso herói derrota todos os inimigos com um simples murro. Nas suas aventuras, vai passar a treinar Genos, um cyborg que aspira a ser o melhor super-herói de sempre. Com o evoluir dos episódios, ambos se registem na Associação dos Heróis, que tem um hierarquia ajustada aos poderes de cada um dos membros.

É a partir desta fase que a primeira temporada entra no seu auge, proporcionando momentos deliciosos, com batalhas épicas, em que o nosso herói acaba sempre por ser considerado uma fraude, face ao seu tremendo poder. Pelo meio, existe sempre uma narrativa secundária, em que vamos conhecendo os restantes heróis, que tentam testar frequentemente as capacidades de Saitama.

One Punch Man é altamente recomendado por mim e é um dos melhores anime que vi nos últimos tempos. Se gostam de uma boa sátira e momentos cómicos, esta é a série a acompanhar.