Transformers: The Last Knight

Com excepção do primeiro filme, a saga Transformers não tem sido particularmente bem tratada, mas nada me preparou para algo tão mau como Age of Extinction. Por esse motivo, entrei com expectativas terrivelmente baixas para The Last Knight, que acabou por me surpreender pela positiva.

A narrativa apresenta-nos a Humanidade em guerra com os Transformers, numa fase em que Autobots e Decepticons se encontram fragmentados e sem líder. Optimus Prime encontra-se a caminho de Cybertron e a chave para salvar o planeta assenta na ligação histórica entre os Cavaleiros de Távola Redonda e os Transformers, que juraram defender e proteger o bastão de Merlin, uma poderosa arma capaz de mudar o desfecho de qualquer guerra.

Até agora tudo parece terrivelmente rebuscado, mas a realidade é que funciona, resultado da simbiose criada entre acção e humor, com destaque óbvio para Bumblebee e Cogman. O regresso de Cade Yeager, Agente Simmons e do Coronel William Lennox são igualmente importantes para fazer a ligação com os filmes anteriores, assim como a adição de Vivian Wembley e Sir Edmund Burton, que conferem uma dinâmica diferente a The Last Knight.

Por último, a vilã Quintessa tem a sua relevância, até porque faz claramente a ponte para o próximo filme, que envolverá garantidamente Unicron. Existem cenas épicas de acção, carros de alta cilindrada, cavaleiros, submarinos, nazis e até uma luta entre Optimus e Megatron, mas é a dinâmica entre Yeager e Vivian que elevam esta aventura a um patamar muito superior aos dois filmes anteriores.

Apesar de não deslumbrar, há muito de positivo nestes 269 minutos, pelo que sugiro que lhe dêem uma oportunidade.

Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales

O ano de 2017 traz-nos de volta o Capitão Jack Sparrow, para mais um aventura épica. Passaram cinco anos desde os eventos de On Stranger Tides e a vida não corre bem para o nosso pirata preferido, que se encontra sem navio e tripulação, após uma tentativa frustrada de assalto a um banco.

A narrativa tem três pontos fulcrais, em que acompanhamos Henry Turner, o filho de Will, que tenta libertar o seu Pai da maldição do The Flying Dutchman, Carina Smyth, uma mulher acusada de ser bruxa e o inevitável Jack Sparrow.

Na sua demanda pelo Tridente de Poseidon, que controla todas as maldições do Mar, Henry encontra o Capitão Salazar, que tem uma longa história com Jack, jurando vingança a partir do momento em que estiver livre da maldição do Devil´s Triangle. Para tal, e muito convenientemente, será necessário que o nosso Pirata preferido abdique da sua bússola de boa vontade, algo que irá ocorrer pelos motivos mais simples: rum!

O filme tem momentos cómicos fantásticos, relembrando por vezes as duas primeiras aventuras. O facto de ficarmos a conhecer parte das raízes de Jack e de como se tornou capitão, eleva a narrativa a um nível diferente, bem complementada com as aparições especiais de Paul McCartney, Will Turner e Elizabeth Swann.

Javier Bardem é o vilão Salazar, que sem deslumbrar consegue ser competente, num filme repleto de acção e que tenta dar um final a uma franchise em nítido declínio. Curiosamente, Dead Men Tell No Tales surpreendeu-me pela positiva, muito provavelmente pelo facto de ter entrado com baixas expectativas face aos últimos filmes. Mas fica a recomendação, sobretudo pelo enorme fan service que é realizado ao longo dos 129 minutos.

Sharknado V

O clã Shepard está de volta para mais uma aventura repleta de clichés, tubarões, cenas over the top e claro, as participações especiais de celebridades. O enredo, se é que existe, gira em torno de um artefacto recolhido em Stonehenge, que parece ser capaz de controlar sharknados e criar portais.

Fin encontra-se em Londres no início da aventura, mas vai percorrer grande parte do Mundo, com destaque para Australia, Itália, Brasil e Egipto. Será acompanhado nesta aventura pela sua esposa, April e pela destemida Nova, na tentativa de resgatar Gil, que se encontra preso no olho do furação, perdão, sharknado.

Temos participações especiais de Olivia Newton-John, Bret Michaels, Nichelle Nichols, Geraldo Rivera, Sasha Cohen, Tony Hawk e Dolph Lundgren, entre muitos outros, que enchem o écran de frases feitas e momentos verdadeiramente cómicos. Estejam preparados para cenas de acção constantes, sem grande interligação e que culminam em diálogos francamente hilariantes e terrivelmente mal interpretados.

Digno de registo é igualmente o humor negro constante, com referências a clássicos como Indiana Jones, Skyfall, Regresso ao Futuro e claro, à tragédia do Hindenburg. Vou evitar os spoilers, mas este quinto episódio termina num cliffhanger, o que confirma no mínimo, mais uma aventura deste verdadeiro ícone dos filmes de série B. Como não gostar da perseguição de carros que envolve um Smart, ou o aparecimento do Papa, que é interpretado por Fabio (sim, esse mesmo que estão a pensar) , para terminar na mais épica tagline de “Make America Bait Again”.

Sharknado 5, Global Swarming é uma ode a tudo o que é mau neste género, mas é precisamente essa característica que torna esta franchise única. Se gostaram dos filmes anteriores, garanto que não ficarão desiludidos com este quinto episódio. Ainda falta muito para o sexto?