King Arthur

Legend of the Sword é realizado por Guy Ritchie, seguindo uma abordagem diferente à tradicional história do Rei Artur. Os minutos iniciais apresentam-nos a premissa do enredo, dando a conhecer o desejo de poder de Vortigern, o irmão do Rei Uther Pendragon, que faz um pacto de sangue que lhe permite ascender a Rei de Inglaterra.

Artur acaba por escapar ileso, graças à coragem dos seus Pais, sendo criado por prostitutas em Londinium, onde vai desenvolver aptidões naturais para a luta, criando uma rede de negócios que envolve o pagamento de comissões para contrabando e outras actividades ilícitas.

Misteriosamente, a Excalibur reaparece no local onde o Rei Uther foi assassinado, instigando uma violenta acção de Vortigern, que obriga todos os jovens a tentar retirar a espada da pedra onde se encontra, na tentativa de encontrar Artur. Ficamos a saber que existe uma lenda, que narra o regresso do legítimo herdeiro da coroa, algo que o actual Rei vai tentar impedir a todo o custo.

O filme tem os seus momentos de acção verdadeiro épicos, sobretudo a partir do momento em que Artur passa a brandir a Excalibur. Parece-me desnecessário abordar a narrativa, dado que todos sabemos como termina, pelo que me vou limitar a falar das interpretações e o resultado final.

Apesar do elenco repleto de nomes sonantes (Eric Bana, Jude Law, Dijon Hounson e Charlie Hunnam) o produto final está longe de me convencer. É um filme repleto de acção, com uma cinematografia digna de registo mas que falha na empatia com o público. As partes sobrenaturais são interessantes e a inserção da aprendiz de Merlin tenta criar alguma dinâmica com Artur, sem sucesso.

Se procuram algo para vos entreter durante duas horas, Legend of the Sword pode ser interessante, mas não consigo recomendar o filme, mesmo sendo um fã do trabalho de Guy Ritchie.

Vixen

Há alguns anos que a DC disponibiliza excelentes filmes e séries de animação. O mais recente projecto é Vixen, que nos apresenta a história de Mari McCabe, uma órfã de Zambesi que acaba por ser adoptada por uma família em Detroit.

A narrativa decorre no presente, numa fase em que Mari começa a descobrir os poderes do colar que lhe foi deixado pela sua mãe biológica. Com a ajuda do Professor MacAlester, os segredos do Tantu Totem começam a ser desvendados, o que lhe permite aceder aos poderes do reino animal (força de um gorila, velocidade de uma chita, etc).

Um dos pontos mais interessantes é o facto de estar enquadrado no Arrowverse, ou não fosse Marc Guggenheim, produtor de Arrow, um dos escritores. Assim sendo, temos a participação de Arrow, Flash, Cisco, FireStorm, Felicity, Atom e Black Canary, que recebem as vozes originais dos actores das respectivas séries de TV.

No que diz respeito a Vixen, temos um filme com qualidade, com bom desenvolvimento de personagens e que assenta na batalha entre Mari e a sua irmã Kuasa, que vão reencontrar Benatu Esh, um inimigo comum que remonta ás origens de ambas.

Altamente recomendado para quem é fã de animação e banda desenhada.

Spider-Man: Homecoming

Os leitores mais atentos do blog conhecem o meu desagrado com a escolha de Tobey Maguire para Homem-Aranha. Seguiu-se Andrew Garfield, que fez um trabalho admirável, apesar do segundo filme ser uma desilusão em termos de vilões.

A Marvel resolveu regressar ás origens neste reboot, escolhendo Tom Holland para o papel de um adolescente, que se encontra nas nuvens após a sua pequena contribuição ao lado dos Avengers, em Civil War. Peter acredita que será o novo protegido de Tony Stark, fazendo quase tudo para o impressionar. Homecoming mostra-nos a génese do nosso herói, que irá cometer vários erros e colocar sucessivamente as suas escolhas em causa.

Temos igualmente os dramas e a vida normal de um jovem de 14 anos em pleno liceu, que tenta ser popular e conquistar Liz, a sua primeira paixão. O filme está repleto de cenas cómicas e conta com o inevitável cameo de Stan Lee. Peter vai ter como antagonista Adrian Toomes, mais conhecido por Vulture, que está longe de ser um vilão comum, provando ser um adversário digno de respeito.

Destaque para a participação de Happy e a forma como Tony Stark encarna a figura paternal de Peter, substituindo Ben Parker, com conselhos repletos de sabedoria. Confesso que gostei bastante deste filme, que nos apresenta um Spider-Man muito próximo á BD com que cresci, conseguindo equilibrar acção e narrativa. No global, são 130 minutos de grande qualidade e que apresentam duas cenas pós-créditos finais, que não devem perder.