Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales

O ano de 2017 traz-nos de volta o Capitão Jack Sparrow, para mais um aventura épica. Passaram cinco anos desde os eventos de On Stranger Tides e a vida não corre bem para o nosso pirata preferido, que se encontra sem navio e tripulação, após uma tentativa frustrada de assalto a um banco.

A narrativa tem três pontos fulcrais, em que acompanhamos Henry Turner, o filho de Will, que tenta libertar o seu Pai da maldição do The Flying Dutchman, Carina Smyth, uma mulher acusada de ser bruxa e o inevitável Jack Sparrow.

Na sua demanda pelo Tridente de Poseidon, que controla todas as maldições do Mar, Henry encontra o Capitão Salazar, que tem uma longa história com Jack, jurando vingança a partir do momento em que estiver livre da maldição do Devil´s Triangle. Para tal, e muito convenientemente, será necessário que o nosso Pirata preferido abdique da sua bússola de boa vontade, algo que irá ocorrer pelos motivos mais simples: rum!

O filme tem momentos cómicos fantásticos, relembrando por vezes as duas primeiras aventuras. O facto de ficarmos a conhecer parte das raízes de Jack e de como se tornou capitão, eleva a narrativa a um nível diferente, bem complementada com as aparições especiais de Paul McCartney, Will Turner e Elizabeth Swann.

Javier Bardem é o vilão Salazar, que sem deslumbrar consegue ser competente, num filme repleto de acção e que tenta dar um final a uma franchise em nítido declínio. Curiosamente, Dead Men Tell No Tales surpreendeu-me pela positiva, muito provavelmente pelo facto de ter entrado com baixas expectativas face aos últimos filmes. Mas fica a recomendação, sobretudo pelo enorme fan service que é realizado ao longo dos 129 minutos.

Pirates of the Caribbean: At World´s End

Eis que chega ao fim a saga dos Piratas embora tudo tenha ficado em aberto e francamente não me surpreenderia se Johnny Depp e companhia regressassem para mais aventuras.

At World´s End retoma a timeline do seu predecessor , em que a tripulação do Black Pearl vai ter de salvar o Capitão Sparrow do terrível castigo imposto por Davy Jones. A partir desse momento, uma série de acontecimentos culmina numa batalha final entre os Piratas e a East India Trading Company, que tem como aliado o navio The Flying Dutchman.

Pelo meio, vai ser apresentada a verdadeira história de Davey Jones e Calipso. Como filme, considero este terceiro episódio superior a Dead Man´s Chest, com mais acção, excelentes momentos de humor e claro, a fantástica personagem de Jack Sparrow. Nota para a participação de Keith Richards e para os extraordinários efeitos especiais.

Em suma, esta “trilogia” termina com relativa qualidade e as três horas de filme, apesar de parecerem excessivas, decorrem com grande fluidez.

Pirates of the Caribbean: Dead Man´s Chest

Há algum tempo que aguardava ansiosamente pelo regresso das aventuras do Capitão Jack Sparrow, pelo que este era mesmo um filme a não perder. Tem a vantagem de manter todas as estrelas do seu predecessor, contudo perde no facto de ser a primeira parte de uma sequela, pelo que teremos que aguardar por 2007 , altura em que sairá At World´s End.

Apesar do mega resultado em termos de bilheteira, considero esta primeira parte mais fraca do que original. Entramos num mundo mais dark e substancialmente mais direccionado para o fantástico. Somos “bombardeados” com informação referente ás personagens e efeitos especiais de muita qualidade, que são no entanto insuficientes para atingir o patamar do primeiro filme.

Para terminar, há que destacar (mais) uma excelente interpretação de Johnny Depp e sugerir que aguardem pelos créditos finais dado que há uma cena escondida.