Hierarquia Star Wars

A trilogia original do Star Wars ocupa uma posição muito elevada no meu TOP 10 de cinema. Lamentavelmente os seus predecessores ficam aquém das minhas expectativas mas, a pedido de vários visitantes, resolvi ordenar as sete aventuras desta saga e divulgar as escolhas neste artigo.

Estou convicto que é um tema polémico, sendo bastante provável que discordem das minhas escolhas. Convido-vos a debater ideias e a apresentar a vossa lista. Segue o slideshow, com as escolhas ordenadas de forma crescente, para aumentar o suspense.

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Star Trek: Beyond

Justin Lin foi escolhido para realizar Beyond, a mais recente aventura do universo Star Trek. O argumento é da autoria de Simon Pegg e Doug Jung e marca o quinquagésimo aniversário desta franchise, colocando uma fasquia elevada para o produto final.

Pessoalmente, o grande sucesso deste reboot tem sido o casting (absolutamente soberbo) e o respeito pelo legado Star Trek, algo que é muito visível neste filme, com referências a Leonard Nimoy e uma curta homenagem a George Takei, assim como à equipa original.

A química entre os actores é fantástica e eleva o patamar do filme a um nível assinalável, apesar de ter uma narrativa algo previsível. Basicamente, a tripulação da Enterprise vai responder a um pedido de resgate, sendo atacada por uma facção desconhecida, sob o comando de Krall (Idris Elba). A nave acaba por ser totalmente destruída, forçando a uma evacuação de emergência para o planeta.

Grande parte dos sobreviventes é capturado, escapando apenas Kirk, que se vai juntar na superfície a Chekov, Scotty, que vai encontrar em Jaylah uma poderosa aliada e Bones, que vai tratar dos ferimentos de Spock. Vamos acompanhar parte das aventuras deste trio (sempre com muito humor), que inevitavelmente acabam por se juntar e iniciar uma missão de salvamento.

Existem cenas de acção verdadeiramente épicas, das quais destaco o resgate com a mota e a utilização da música dos Public Enemy e Beasty Boys, tornando Beyond numa experiência bastante divertida e que merece ser destacada. Está longe de ser o melhor filme da trilogia mas tem as suas virtudes. Confesso que esperava mais do enredo, assim como do vilão, que tinha tudo para ser memorável.

No global, estamos perante um filme muito competente e que fará as delícias dos fã de Star Trek. Se possível, recomendo que o vejam na sala 4Dx, dado que melhorará substancialmente a vossa experiência.

Suicide Squad

O mais recente projecto da DC apresenta-nos o Suicide Squad (ou Task Force X), uma equipa composta por vilões, que acabam por fazer o trabalho sujo de Amanda Waller, da Argus. O hype que foi gerado em redor deste filme, sobretudo com o lançamento de bons trailers, fez-me acreditar que poderíamos estar perante um sucesso mas permaneci reticente face ao reduzido tempo que o guião levou a ser concluído.

O que dizer de uma aventura em que os “heróis” são os vilões Killer Kroc, DeadShot, Harley Quinn, Capt Boomerang e Diablo? Bem, em primeiro lugar, que o início até é prometedor, com o enquadramento da timeline (os eventos ocorrem após a morte do Super-Homem) e o aparecimento de The Flash (ainda apelidado de Red Streak) e Batman.

Tudo o resto é francamente constrangedor, dado que o enredo é inexistente e o vilão não é suficientemente forte para sustentar o filme. Por outro lado, as cenas de acção são excelentes, com destaque para os (poucos) momentos em que temos a presença de Jared Leto. Aliás, a forma como gerem a personagem de Joker é estranha, sobretudo se tivermos em conta a dimensão que deveria ter face aos trailers. Pessoalmente, fiquei com a ideia que o utilizaram sobretudo para tentar explicar algum do passado de Harley Quinn, o que se revela um erro colossal.

Em termos de interpretações, este filme vale por Will Smith (DeadShot) Margot Robbie (Harley Quinn), Viola Davis (Amanda Waller) e Joel Kinnaman (Rick Flag). Gostei particularmente da sinergia entre Deadshot e Flag, assim como da loucura de Harley Quinn, sem esquecer a crueldade de Amanda Waller, que transparece durante todo o filme.

Mas infelizmente estes são os pontos positivos de Suicide Squad, dado que tudo o resto é pouco memorável. É incompreensível para mim que não tenhamos tomado conhecimento da história de The Enchantress ou que Joker fosse utilizado como segundo vilão, sobretudo quando temos uma narrativa vazia mas que está repleta de personagens com temperamento volátil e inconsistente.

Ainda não foi desta que a DC consegue lançar um filme que esteja ao nível do que vemos no universo Marvel. E já começou a contagem decrescente para a Justice League, que terá apenas um filme (Wonder-Woman) antes do seu lançamento. Caso optem por ir ao cinema, aguardem por uma cena pós-créditos finais.