Sharknado IV

Cinco anos após os eventos da terceira aventura, Fin Shepard é um homem destroçado pela morte de April, dedicando grande parte da sua vida à educação de Gil, o seu filho mais novo.

Para o resto do Mundo, tudo parece correr pelo melhor, com a inexistência de eventos associados a tubarões, graças à Astro X, gerida por Aston Reynolds, que desenvolveu a tecnologia necessária para evitar a criação de sharknados, sendo igualmente responsável por salvar o Comandante Shepard do seu exílio na Lua.

Mas, uma simples inauguração do novo edifício da Astro-X, em Las Vegas, converte-se numa catástrofe, gerando um tornado de areia, que vai despoletar uma reacção em cadeira, que termina com a destruição de várias cidades dos EUA.

Consequentemente, a família Shepard vai ser chamada a intervir, com a sua habitual delicadeza na resolução destes problemas. Contem com as habituais piadas fáceis, participações especiais de muitas glórias passadas e cenas over the top, que nos arrancam uma valente gargalhada.

As referências a Terminator, Star Wars, Star Trek e mesmo a O Feiticeiro de Oz são constantes, tornando o filme numa experiência agradável. Relembro que a saga Sharknado assenta na premissa de “ser mau ao ponto de se tornar épico”, algo que lamentavelmente não ocorre neste quarto filme.

Pessoalmente, considero que é um dos mais fracos até ao momento, embora tenha os seus momentos de glória. Para quem é fã, penso que não ficará desiludido, restando saber qual será a receptividade para com o destino de April e outras personagens.

Fico a aguardar a confirmação do próximo filme, sendo que é facto consumado na Comic Con que existem planos para realizar mais três aventuras. Estão preparados para tal? Eu sei que estou 🙂

Independence Day: Ressurgence

Vinte anos após a invasão do Planeta Terra, a Humanidade alcançou a paz entre os povos e tem-se preparado para o regresso dos extra-terrestres, utilizando a sua tecnologia pra construir armas e melhorar as defesas. No entanto, nada os preparou para a magnitude da ameaça que irá pairar (literalmente) sobre o nosso Planeta.

A narrativa foca-se na luta contra a nave-mãe, que é controlada por uma Rainha (original, eu sei). Temos o regresso de David e Julius Levinson, Presidente Whitmore e o Dr. Okun, que dão um toque de continuidade e representam claramente a parte mais interessante do filme. As cenas de acção ficam essencialmente a cargo de Jake, Dylan e Patricia, a nova geração de Independence Day, que volta a ter como pano de fundo as celebrações desse feriado americano.

Contem com um enredo muito semelhante ao original, com um CGI superior e clichés constantes. Penso que os fãs do original não ficarão desapontados com o produto final: Ressurgence é o típico filme pipoca, um verdadeiro blockbuster de Verão à antiga.

Confesso que a minha experiência com o filme foi muito positiva, provavelmente pelo facto de o ter visto na sala 4Dx, em Almada. Se ainda não o fizeram, recomendo que gastem 12 euros no bilhete, porque vale a pena. É evidente que não é barato mas para filmes deste estilo, estamos perante a solução perfeita.

Warcraft: the Beginning

A Blizzard lançou finalmente o primeiro filme do universo Warcraft e o resultado final, é na minha modesta opinião, impressionante. Começo por salientar que estou longe de ser um conhecedor do lore, pelo que a minha perspectiva se foca exclusivamente no que vi.

A narrativa começa por se focar no mundo dos Orcs, que está moribundo, sendo necessário transpor um portal que lhes permite invadir outra realidade. Para tal, contam com Gul´Dan, um poderoso feiticeiro que utiliza uma magia que se alimenta dos seres vivos (Fel) e permite igualmente aumentar as capacidades guerreiras dos Orcs.

Após esta introdução, somos apresentados ao reino de Azeroth, onde várias raças (elfos, anões e humanos, entre outros) vivem em harmonia. Está muito bem conseguido este oposto nos mundos, sobretudo pela aposta em paisagens belas, verdejantes e repletas de edifícios imponentes.

Face ao sucesso da ofensiva Orc, o rei Llane convoca o “Guardião” Medivh, um poderoso feiticeiro, que está encarregue de proteger o Reino, para o auxiliar neste período de crise. As tropas são lideradas pelo comandante Lothar, que terá a ajuda de Khadgar, um suposto aprendiz de mago que terá um papel fundamental na batalha que se avizinha.

Pelo meio, passamos a compreender que nem todos os Orcs concordam com a utilização da Fel, considerando que a magia está a corromper a sua forma de vida e respectiva tradição. Durotan, um dos líderes de clã, vai forjar uma aliança com os humanos, precisamente para derrubar Gul´Dan e garantir a sobrevivência da sua espécie. Outra preciosa ajuda vem de Garona, uma mestiça (meio orc e humana?) e que vai ajudar Lothar na batalha, tendo igualmente um papel muito importante na narrativa.

Sem querer colocar spoilers, vamos ter batalhas épicas, excelentes cenas de CGI e sobretudo, as melhores cenas de magia que me recordo de ter visto em cinema. É evidente que vai existir uma sequela, mas esta primeira aventura cumpriu a sua função, aguçando o meu “apetite” para o futuro. Em suma,  Warcraft: the Beginning, cumpriu as minhas expectativas e é um filme que recomendo para quem gosta do género.