X-Men Apocalypse

Bryan Singer traz-nos a história de Apocalypse, o primeiro mutante da História e quiçá o mais poderoso de todos. Após um longo período em que esteve aprisionado nos destroços de uma pirâmide, En Sabah Nur desperta, iniciando a sua missão de purificar o Mundo, começando por o destruir.

Para o ajudar na tarefa, vai recrutar quatro aliados (Angel,  Magneto, Psylocke e Storm), amplificando os seus poderes, com o intuito de lhe garantirem a protecção necessária para levar os seus planos até ao fim. Do outro lado, temos o Professor Xavier, que conta com a ajuda de uma equipa de jovens X-Men (Mystique, Jean Grey, NightCrawler, Cyclops e Beast).

Gostei imenso da primeira metade do filme, que tem uma narrativa fluida e focada no desenvolvimento de personagens, ficando a acção para o segundo acto (coincidiu com o intervalo). É muito interessante assistir à transformação de Magneto, após a morte da sua família, assim como a mudança de perspectiva do Professor Xavier, após a batalha com Apocalypse. As cenas de acção estão muito bem conseguidas e claro, temos uma curta aparição de Wolverine, que dá sempre aquele toque extra de classe.

Sem colocar spoilers, fiquei agradado com quase todos os pormenores, excepção feita à batalha final, que me pareceu algo fraca, em comparação com resto do filme. Michael Fassbender, na minha opinião, é a grande figura em termos de interpretação, embora tenha gostado imenso da presença de McAvoy e o humor de Evan Peters.

No global, estamos perante mais um bom filme da Marvel, que fecha esta trilogia numa nota alta, ao contrário do original. Resta saber se teremos mais aventura desta nova “geração de actores”.

Recomendo que aguardem pelo fim dos créditos, dado que temos um teaser ao próximo filme de Wolverine, que deverá ter Nathaniel Essex como vilão.

Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.

Lavalantula

Colton West é um actor na curva descendente da sua carreira, o que o leva a ter dificuldade em encontrar trabalho. Durante as gravações do seu mais recente filme, acaba por ser despedido e no caminho para casa depara-se com um erupção vulcânica. Para complicar ainda mais o cenário, tarântulas gigantes, com a capacidade de cuspir lava, emergem do subsolo, destruíndo tudo o que encontram. É esta a premissa de Lavalantula, um dos mais recentes hits do Sy-Fy, e que conta com a participação de velhas glórias da Academia de Polícia (Steve Guttenberg, Michael Winslow, Leslie Easterbrook e Marion Ramsey).

O nosso herói vai munir-se da sua shotgun e entrar no centro de LA, para salvar o seu filho, ao bom estilo californiano. Pelo meio, vai desviar um autocarro repleto de turistas, combater as aranhas com um pirata e encontrar o mítico Fin Sheppard, do épico Sharknado.

O filme culmina com uma batalha épica, em que West reúne vários elementos da indústria cinematográfica e faz um discurso digno de um Braveheart (inserir sarcasmo). Lavalantula é uma produção bem ao estilo do Sy-Fy, repleto de humor e com uma narrativa tão má que se torna verdadeiramente inesquecível. Se são fãs deste género, recomendo vivamente que invistam 81 minutos nesta pérola, que já tem sequela confirmada para o Verão.