Kotobukiya Captain America 1/6

No decorrer deste ano tenho lentamente recebido algumas das pré-reservas que constam da minha lista. A mais recente adição é Steve Rogers, na sua versão clássica, da linha Fine Arts.

Como é habitual, vou adicionar uma galeria de fotos, mas aproveito para partilhar a minha opinião acerca desta estátua. A anatomia está bem conseguida, assim como a pintura, sobretudo a textura do fato e a palete de côr escolhida, que contrasta excepcionalmente bem com a base, que está repleta de rocha e destroços, simulando uma cena de batalha.

Outro ponto interessante é a quantidade de peças para montagem, algo que é invulgar em estátuas desta linha da Kotyobukyia. No que diz respeito à pose, temos duas soluções distintas, com o escudo assente na base ou em cima da rocha. Esta estátua tem uma clara sensação de movimento, o que é igualmente muito positivo, para quebrar a monotonia de qualquer coleção.

O único ponto negativo que me parece relevante mencionar é o escudo, que apesar de estar bem pintado, é composto por um plástico de baixa qualidade e que chegou ligeiramente arqueado. Dito isto, sobretudo para quem coleciona na escala 1/6, esta é sinceramente uma excelente escolha e que tem a minha recomendação.

A próxima estátua a entrar no Quartel General vai ser o Stan Lee, da Iron Studios, algures no decorrer do mês de setembro. Fiquem atentos! 🙂

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Captain Marvel

Em contagem decrescente para a estreia de Endgame, temos a estreia de Captain Marvel, num filme que narra as aventuras de Carol Danvers, um piloto da Força Aérea Americana que se vê envolvida numa batalha intergaláctica entre os Kree e os Skrulls.

Estamos perante uma história de origem bastante competente, que começa por nos mostrar o quotidiano de Danvers em Hala, a capital de Kree, assim como a sua relação com o mentor Yon-Rogg, interpretado por Jude Law.

Vamos acompanhar uma missão de resgate, em que a nossa heroína, conhecida por Vers, acaba por ser capturada por Talos, o líder dos Skrulls. Graças a uma ousada fuga, Danvers acaba por regressar inadvertidamente ao planeta C-53, mais conhecido por Terra, no ano de 1995.

Uma série de acontecimentos acaba por forjar uma aliança com Nick Fury, na tentativa de compreender qual a ligação com o Projeto Pégaso e a Dra Wendy Lawson, que parece estar ligada ao passado escondido de Carol Danvers.

O primeiro acto de Captain Marvel está bem conseguido, apresentando a premissa inicial do filme e as motivações das várias personagens. Nota de destaque para a (curta) presença do Agente Coulson e para a excelente coreografia das cenas de ação, aliada a uma banda sonora soberba.

É nesta fase que a narrativa perde alguma fluidez, sobretudo aquando da redescoberta de algumas memórias de Danvers, mas consegue recuperar no terceiro acto, com muita ação e algumas revelações. Gostei bastante da adição das personagens de Maria e Monica Rambeau, assim como da história em redor de Fury e de Goose, que na realidade é um Flerken.

É igualmente nesta altura que Danvers consegue atingir a plenitude dos seus poderes, defendendo o planeta do ataque de Ronan the Accuser. No final, Captain Marvel abandona o planeta, com uma missão específica, mas deixa a Nick Fury um pager alterado tecnologicamente, para que possa estar contactável para uma emergência, numa clara alusão à derradeira cena de Avengers.

Existem adaptações face à história da BD, o que é perfeitamente natural mas este filme não consegue atingir, na minha opinião, o patamar de Black Panther, Ragnarok ou Infinity Wars.

Gostei bastante do primeiro e terceiro acto, assim como da interpretação de Samuel L Jackson e Jude Law, que complementam Brie Larson, que sem ser brilhante, consegue ter uma boa prestação.

Bom
75%

Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.