Spider-Man: Homecoming

Os leitores mais atentos do blog conhecem o meu desagrado com a escolha de Tobey Maguire para Homem-Aranha. Seguiu-se Andrew Garfield, que fez um trabalho admirável, apesar do segundo filme ser uma desilusão em termos de vilões.

A Marvel resolveu regressar ás origens neste reboot, escolhendo Tom Holland para o papel de um adolescente, que se encontra nas nuvens após a sua pequena contribuição ao lado dos Avengers, em Civil War. Peter acredita que será o novo protegido de Tony Stark, fazendo quase tudo para o impressionar. Homecoming mostra-nos a génese do nosso herói, que irá cometer vários erros e colocar sucessivamente as suas escolhas em causa.

Temos igualmente os dramas e a vida normal de um jovem de 14 anos em pleno liceu, que tenta ser popular e conquistar Liz, a sua primeira paixão. O filme está repleto de cenas cómicas e conta com o inevitável cameo de Stan Lee. Peter vai ter como antagonista Adrian Toomes, mais conhecido por Vulture, que está longe de ser um vilão comum, provando ser um adversário digno de respeito.

Destaque para a participação de Happy e a forma como Tony Stark encarna a figura paternal de Peter, substituindo Ben Parker, com conselhos repletos de sabedoria. Confesso que gostei bastante deste filme, que nos apresenta um Spider-Man muito próximo á BD com que cresci, conseguindo equilibrar acção e narrativa. No global, são 130 minutos de grande qualidade e que apresentam duas cenas pós-créditos finais, que não devem perder.

Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.

Iron Man 3

Robert Downey Jr. traz-nos de volta um Homem de Ferro diferente e claramente marcado pelos eventos que decorreram em Nova Iorque, na batalha com os Vingadores. Esta terceira aventura é muito focada no homem em detrimento da armadura, apresentando-nos ao super-vilão Mandarim, o mais poderoso adversário de Tony Stark.

Vamos conhecer a história de Aldrich Killian e Maya Hansen, um duo de cientistas que terão um papel fundamental no enredo. A segurança do planeta volta a ser colocada em risco devido aos ataques terroristas orquestrados por Mandarim, que aparenta ser invencível e intocável. Um evento inesperado que culmina com ferimentos graves em Happy Hogan vai colocar Tony Stark numa missão de vingança e que acaba com uma batalha final épica.

Mais uma vez vou evitar os spoilers, tentando ser o mais superficial possível em termos de storyline. O filme está repleto de cenas cómicas, dentro do estilo a que já nos habituámos e resulta muito bem, sendo na minha opinião superior ao segundo filme da trilogia. A narrativa é bem mais fluente  e claro tenho que destacar a cena do ataque ao Air Force One, que está excelente!

Temos igualmente oportunidade de ver o Mach 42, a mais recente armadura de Stark e até o War Machine tem um papel mais activo no enredo. Como referi no início deste artigo, a abordagem deste filme é mais numa perspectiva de nos mostrar o homem por detrás da armadura, pelo que grande parte do filme é dedicado ao tema.

Apesar de tudo, existem várias cenas de acção e no global estamos perante um bom final de trilogia. É obviamente um filme inferior a The Avengers, o que me parece natural, mas recomendo uma ida ao cinema, sobretudo para os fãs da Marvel.

E aguardem pelos créditos finais, dado que passa um mini teaser referente aos Avengers 2.